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Posts com a Tag Primera División

quinta-feira, 30 de junho de 2011 B Nacional, Clausura, Promoción | 18:11

Chau Gimnasia, chau Schelotto

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Despediu-se mais um ídolo: Schelotto.

Despediu-se sem as honras que lhe cabiam. Nem mesmo o objetivo pessoal foi alcançado. Mas ninguém dúvida do quanto ele foi guerreiro. Guillermo Barros Schelotto, 37 anos, voltou ao clube que o revelara com a única missão de ajudar a equipe a livrar-se do rebaixamento, jogou sem receber, por escolha própria, doou os últimos esforços – que ainda possuía – de uma carreira vencedora, mas não foi o suficiente.

O Gimnasia y Esgrima de La Plata, acostumado a livrar-se do descenso via Promoción, neste ano, não pôde contar com outro milagre e nem mesmo a transcendência do seu ídolo. Após perder o primeiro confronto por 1 a 0 (assista ao gol), para o San Martín de San Juan, os Lobos platenses empataram a segunda partida em 1 a 1, e despediram-se da Primera División. O retorno a B Nacional, depois de 27 anos, será sem o Mellizo.

Enfim, foi-se outro guerreiro, foi-se outro “grande”. Todavia, as quatro equipes que disputaram a B Nacional conseguiram o ascenso: Atlético Rafaela – que nos últimos dois anos, perderam para o Gimnasia na Promoción -, Unión, Belgrano e San Martín de San Juan.

Veja os gols da partida:

E os clássico?

Com o descenso do River Plate, Gimnasia y Esgrima e Huracán, alguns dérbis tradicionais do futebol argentino deixarão de serem disputados. Por exemplo, o Superclásico: River Plate x Boca Juniors; San Lorenzo x Huracán; Clásico platense: Gimnasia y Esgrima x Estudiantes. No entanto, restarão o Clásico de Avellaneda: Independiente x Racing; Clásico Santafesino: Colón x Unión; e Clásico del Sur: Lanús x Banfield.

Na última temporada, o descenso dos Canallas já deixaram os órfãos rosarinos sem o tradicional Clásico Rosarino: Newell’s Old Boys x Rosario Central. Na B Nacional, Chacarita Juniors x Atlanta.

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domingo, 26 de junho de 2011 B Nacional, Clausura, Promoción | 17:38

Pesadelo Monumental

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Aos 16 minutos do segundo tempo, quando Guillermo Farré, do Belgrano, empatou a partida o mundo do River Plate parou. Jogadores, comissão técnica e torcedores ficaram atônitos. Naquele momento, restavam cerca de 30 minutos para oficializar o que já era “sabido” por todos: a equipe com mais títulos do país, brigaria por um título ainda não conquistado, o da B Nacional.

A imagem da partida: Desespero de um lado, alegria do outro.

Ironicamente, a partida havia iniciado com um susto precoce, aos 3 minutos, gol do Belgrano, anulado. Dois minutos depois, Mariano Pavone recebeu a bola fora da área, matou e virou batendo: 1 a 0. Faltava mais um gol, porém havia um precipício.

A vontade superou a técnica, a qualidade. A partida seguia aberta, enquanto, River apostava no abafa, chuveirinho e arremates de média e longa distância, o Belgrano usava a única arma apresentada até aqui: a velocidade. Aos 25, o árbitro Sergio Pezzotta deixou de assinalar um pênalti a favor dos Millionários.

O segundo tempo começou igual ao término do primeiro, muita vontade e pouca qualidade. Até o River sofrer o gol. Logo, os nervos se afloraram, Lamela recebeu o oitavo cartão amarelo, Arano por pouco não foi expulso e o tempo passava voando. Aos 25, Pavone desperdiçou um pênalti, este defendido pelo arqueiro Pirata, Olave. E foi inevitável pensar na frase de Neném Prancha: “o pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube”. Onde estaria Jose María Aguilar ou Daniel Passarella, naquele momento?

Na Argentina, o injusto sistema de promédio retornou, em 1983, dentre outras coisas, para livrar o River Plate de um descenso iminente. Livrou. Mas o mesmo o condenou quase trinta anos depois. E, pode-se dizer, com culpa compartilhada, vide que são levados em conta as últimas três temporadas e neste entretempo – exatos uma temporada e meia de cada -, Passarella e Aguilar “comandaram” o clube.

Entretanto, o empate em 1 a 1, no Monumental de Núñez, que decretou a despromoção, e as lágrimas, foi apenas um detalhe trágico, em campanhas sucessivamente infelizes. Faltava a equipe comando, respaldo, crença, atitude e, sobretudo, futebol. Sua camisa pesou negativamente. E certamente, hoje, as lágrimas pesaram mais. E apesar de, merecidamente, o Belgrano ascender de divisão, o próprio River foi seu algoz.

Veja os gols da partida:

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domingo, 19 de junho de 2011 AFA, Apertura, Clausura | 21:56

Tabela descenso

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Na Argentina, o formato de rebaixamento é bastante peculiar. Enquanto que no Brasil e na maior parte do mundo, os rebaixados são as equipes que terminam nas últimas colocações ao final de cada competição, na Primera División – que é dividido em dois torneios curtos: Apertura e Clausura – os rebaixados são eleitos a partir da soma das três últimas temporadas e divididos pelo número de jogos de cada equipe.

As duas equipes com pior média – 19º e 20º colocado na tabela de Promédio – são automaticamente rebaixados, ao final do Clausura. Já os 17º e 18º colocados em tal tabela, disputam a Promoción com o terceiro e quarto colocados, respectivamente, da Primera B Nacional (segunda divisão), com vantagem de jogar por dos resultados iguais. Quanto as equipes recém-promovidas, o número de pontos é dividido pelo número de partidas na atual temporada.

Tabela de descenso, ao final do Clausura.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Olimpo | 08:30

Céu, inferno ou purgatório?

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Quando a cerca de um ano o Olimpo conquistara o título da Primera B Nacional o objetivo da equipe se mostrava bem modesto e comum às equipes recém promovidas à Primera División: se manter na elite. Entretanto, diversos objetivos simultâneos e igualmente importantes surgiram pelo caminho dos bahíenses, como, por exemplo, disputar o título e lutar contra o rebaixamento.

Jogadores festejam gol da vitória ante Boca Juniors.

Pode-se dizer que, esta situação é consequência da fraca campanha no Apertura, no qual terminou em 17º, com 39% de aproveitamento. Aliada ao confuso sistema de rebaixamento da AFA. Contudo, a necessidade de uma boa campanha no Clausura para a manutenção fez-se necessária e urgente.

Graças ao confuso sistema de rebaixamento do futebol argentino, os bahíenses estão na zona de Promoción numa intensa disputa contra a tabela de promédio. Ainda com chances de se livrar do descenso ou cair diretamente. Antes do início do torneio especulava-se que chegando aos 30 pontos estaria livre do rebaixamento. 

Todavia, em paralelo, encontra-se na quarta posição do torneio e com chances de ser campeão. Atualmente, possui 22 pontos – cinco a menos que o líder, Vélez Sarsfield. Seu aproveitamento é de 52,38%. Caso consigam tal proeza, levará de bônus a vaga para Copa Libertadores da América 2012. Nesta fecha, em especial, a equipe perdeu a oportunidade de colar no líder e sair da zona de Promoción, deixando o River Plate em seu lugar. (Uma situação semelhante vive a equipe Millionária, veremos posteriormente)

No plantel, os atacantes Néstor Bareiro, com seis gols, e Ezequiel Maggiolo, com cinco são os principais responsáveis para manter as esperanças intactas. Além deles, o arqueiro Tombolini, os meias Martín Rolle – o artilheiro da equipe na segundona -, Federico Domínguez e Juan Cobo e os defensores Nicolás Bianchi e Julio Mosset são os pilares da equipe do técnico Omar De Felippe, que estão a cinco partidas sem perder.

Enfim, aos Aurinegros, restam 450 minutos – sem contar com a possível Promoción – para saber qual final o destino lhe reservara – manutenção, descenso ou título. Ou quiçá, dois deles. Afinal, o clichê futebolístico: “cada jogo será uma final”, nunca teve tanto significado como agora. Alguém duvida?

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terça-feira, 10 de maio de 2011 B Nacional, Rosario Central | 15:35

Rosário Central: Entre a irregularidade e os números

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Se há uma coisa que o Rosário Central tem prezado nestes últimos cinco anos é pela irregularidade. Irônico, mas não leviano. Vide as últimas campanhas na Primera División que culminaram no descenso da equipe. Entretanto, novamente a tal irregularidade se faz presente e deixa em dúvida o acesso dos Canallas à elite. E os números mostram isso, ainda mais do que o futebol da equipe.

Bandeira dos hinchas Canallas.

Desde o início da B Nacional os rosarinos já tiveram três técnicos. O primeiro deles foi Mostaza Merlo, que foi pouco eficiente e ficou apenas 12 partidas somando 16 pontos – quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Sem conseguir impor seu trabalho, renunciou. Na sequência, chegou um treinador especialista em Ascenso: Héctor Rivoira, que chegou credenciado por três promoções: Chacaritas Jrs, em 99, Instituto, em 04, e Atlético Tucumán, em 09. Entretanto, em 14 partidas conseguiu apenas 17 pontos – com cinco vitórias, dois empates e sete derrotas. Também não conseguiu impor sua metodologia e procurou novos ares.

Todavia, após duas tentativas frustradas, o presidente Noberto Speciale resolveu apostar em algo mais lúdico do que racional. Assinou com Omar Palma, ídolo Canalla, que depois da aposentadoria atuou na carreira política – de 2005 a 2009 – e está tendo sua primeira experiência como treinador de futebol. No entanto, sua ligação afetiva com o clube o credencia, ao menos, assim pensa Speciale.

Em três partidas – duas vitórias e uma derrota -, Palma revolucionou o plantel. Afastou o arqueiro Jorge Broun, o extremo Kili González e o atacante Lucho Figueroa, este último artilheiro da equipe com dez gols. Ambos por motivos de rendimento em campo. Resultado no jogo seguinte, repleto de juvenis e atletas de menor expressão: vitória, de virada, ante Chacarita Jrs. De lá para cá foram seis rodadas, nelas Central somou dez pontos – três vitórias, um empate e duas derrotas. E pela frente mais seis partidas, dessas quatro são adversários diretos e dois lutam contra rebaixamento.

Equipe sai cabisbaixa após o frustrante empate ante Instituto, na última rodada.

Nas últimas duas temporadas, o último que disputou a Promoción se classificou com 62 ou 63 pontos. Para alcançar tais números o Central necessitaria de 21 pontos, embora só tenha condições de alcançar 18, ou seja, terá de vencer todas daqui por diante e torcer por combinações de resultados. Vale salientar que este número pode ser variável.

Ao final da 32ª fecha, os rosarinos encontram-se na nona posição, com 43 pontos conquistados em 96 disputados – 12 vitórias, sete empates e 13 derrotas -, ou seja, com aproveitamento de 44,79%. Atualmente, a equipe está a seis pontos do último classificável a Promoción e um dos favoritos a vaga, Atlético Tucumán, adversário da próxima rodada, no Gigante de Arroyito. Talvez o jogo mais importante da temporada.

Portanto, se apegar a mística Canalla é algo válido, Speciale que o diga. Mas o futebol da equipe não dá esperanças para a sonhada classificação. Porém, diante dos números, deixar de lutar não é uma opção válida, mas faz-se necessário se preparar para mais uma temporada na B Nacional. Triste realidade.

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terça-feira, 26 de abril de 2011 B Nacional | 17:03

Enquanto isso, na B Nacional…

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Carrizo, com a 10, cumprimenta Coniglio pelo gol da vitória, do Central.

Para o fim da Primera B Nacional (segunda divisão) faltam apenas oito rodadas. Pode-se dizer que, matematicamente, todas as equipes podem se classificar, no entanto, algumas vezes os números podem disfarçar a realidade. Enfim, quatro equipes despontam como favoritas – Atlético Rafaela, Unión, Atlético de Tucumán e San Martín de San Juan. O Rosário Central segue na briga.

Após bater na trave por dois anos seguidos, o líder Atlético Rafaela apresenta o melhor futebol e é o maior postulante ao Ascenso direto. Nesta última rodada – a 30ª -, derrotou o fraco Chacarita Juniors, com um dos gols marcados por César Carignano, o artilheiro do tornei, com 15 gols. O Chaca segue a cinco jogos sem vencer. Já o Unión, ao perder para o Defensa y Justicia, deixou a Crema abrir três pontos de vantagem, mas continua na briga.

Enquanto isso, na zona de Promoción, o Atlético de Tucumán e San Martín de San Juan brigam ponto a ponto para não perderam espaço para os demais concorrentes. Nesta rodada, fizeram o duelo direto, melhor para o San Martín, que ao vencer abriu quatro pontos pra o rival.

O clássico cordobês – entre Instituto e Belgrano – terminou zero a zero. E apesar do resultado, a partida foi muito tensa, com quatro expulsões – três para o Belgrano e uma para o Instituto. Ambas equipes seguem na lutam pela promoção a quatro pontos do último classificado da zona de Promoción, que é o Atlético de Tucumán.

E ontem, Rosario Central conseguiu a primeira vitória fora de casa no torneio, ante o fraco Independiente Rivadavia, com gol do jovem Fernando Coniglio, e agora está a quatro pontos da última equipe da zona de Promoción, apesar de se encontrar na nona posição. Os Canallas possuem boas chances de se classificar, mas não tem apresentado futebol para isso.

Classificação parcial da B Nacional:

Tabela da B Nacional, após 30 rodada.

Lembrando que os dois primeiros sobem direto, o terceiro e quatro disputam a Promoción, ante o 17º e 18º da Primera Divisón.

Confira aqui a tabela de promédio da Primera División, após 11 fechas.

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sábado, 19 de março de 2011 Clausura | 08:00

Clausura, 6ª Fecha

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Nesta sexta rodada do Clausura, o confronto direto pela liderança é o ponto alto, porém não faltaram confronto entre equipes que lutam contra a crise, ou descenso. O canal Esporte Interativo transmitirá alguns jogos (veja abaixo), mas vocês podem acompanhar também por aqui.

A rodada inicia com Independiente, à beira do abismo, encarando o Quilmes, já no fundo do mesmo. O Rojo vai à campo com a mesma equipe que quebrou a racha de 13 jogos sem vencer, na última rodada, enquanto os Cerveceros terão duas alterações e muita esperança de conseguir a primeira vitória na competição.

Racing e Estudiantes se enfrentam pela liderança. A Academia parece reviver “os velhos bons” momentos, enquanto que, o Pincha ainda não engrenou, oscila nas duas competições, mas ainda assim é forte. A partida mais interessante da rodada, diga-se.

Com uma modificação pontual – o arqueiro Carrizo no lugar de Chichizola -, River Plate encara o Arsenal, visando ganhar pontos na tabela de Promédio e quebrar um histórico de quase cinco anos sem vencer o Viaducto, em Sarandí.

San Lorenzo seguirá com o 3-4-3, com o retorno do atacante Velázquez, já no Vélez Sarsfield Juan Manuel Martínez deverá seguir fora, porém Cubero retorna a lateral direita. O Ciclón luta pela liderança, enquanto, o Fortín quer embalar e encostar nos lideres. Duas equipes grandes e a expectativa de um grande jogo.

Com Riquelme em campo, Boca Juniors em mais um tentativa de sair da crise, enfrenta um Olimpo, que mostra-se, cada vez mais, seguro e disposto a sair da zona de rebaixamento.

O fechamento da rodada, duas equipes que vem de bons resultados, mas encontram-se em situações díspares. Banfield briga pela ponta de cima da tabela, enquanto, Huracán faz o mesmo contra a ponta de baixo.

Sábado (19)
14h Quilmes x Independiente (Esporte Interativo)
16h10 Godoy Cruz x Lanús
18h20 All Boys x Colón
19h10 Arsenal x River Plate (Esporte Interativo)

Domingo (20)
14h Newell’s Old Boys x Argentinos Jrs. (Esporte Interativo)
16h Vélez Sarsfield x San Lorenzo
18h10 Racing x Estudiantes
20h15 Boca Juniors x Olimpo (Esporte Interativo)

Segunda-feira (21)
19h10 Gimnasia y Esgrima x Tigre
21h15 Banfield x Huracán

Que popularidade, hein!? Em pesquisa realizada pela consultoria Ibarómetro e divulgada, nesta semana, no diário El Cronista Comercial, 80% dos 40 mil consultados consideram bastante mal ou muito mal o desempenho de Julio Grondona a frente da AFA, enquanto que 90,8% gostaria que o dirigente abandonasse o cargo. (Quem acredita nisso?) Apenas 4,2% dos entrevistados, qualificou como positiva a gestão do presidente, preferindo sua permanência. Quando a questão foi preferência no comando técnico da Seleção, os entrevistados prefiriam na ordem: Carlos Bianchi, com 29,5%; Marcelo Bielsa, com 19,1%; Sergio Batista e Alejandro Sabella, com 9,7%, ambos.

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domingo, 13 de março de 2011 AFA | 10:44

Apenas mais uma discussão utópica

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De fato, os assuntos não são novos – já existem há pelo menos uma década. Porém, acredita-se que nunca estiveram tão perto de se fazerem realidade. Utopia, ou não, a modificação no formato de disputa da Primera División e a Copa da Argentina voltam a pauta da reunião do Comitê Executivo da AFA, na próxima semana.

Este é Don Julio e está há 32 anos na presidência da AFA.

Torneios longos ou curtos (?)”. A AFA, leia-se: Julio Grondona, já deu a entender que tem preferência pelo modelo atual – dois torneios curtos: Apertura/Clausura. Vide que há interesses díspares e obscuros acerca de tal questão.

Os dirigentes dos “grandes” o acompanha. Enfim, de tal forma há mais de um campeão por ano e isso mascara a crise o qual estes clubes passam. Na verdade, esse sistema foi implementado a cerca de 20 anos para, dentre outras coisas, auxiliar um Boca Juniors em crise, como agora. A partir da idéia do vice-presidente do clube em exercício na época, Carlos Heller. Mas o engraçado é que desde a mudança do formato, o River Plate foi o maior vencedor, com 12 títulos. E também graças ao sistema, Banfield e Lanús, por exemplo, conseguiram conquistar o caneco.

Outro tema que volta à tona é a Copa da Argentina. O modelo proposto é igual o da Copa do Rey e a Copa da Itália, no qual equipes de diversas divisões inferiores (B Nacional, Primera B, Primera C, Torneo Argentino A, Torneio Argentino B) participam nas primeiras fases, que teria inicio em fevereiro e posteriormente – em meados de julho – ingressam os clubes da Primera División. O torneio teria extensão até outubro.

Esta idéia agrada bastante ao presidente da AFA, Julio Grondona, e a presidente do país, Cristina Kirchner. Afinal, atendem aos seus interesses, principalmente, do Fútbol para Todos, que é um programa governamental o qual explora os direitos de transmissão ao vivo das partidas do futebol argentino pela emissora estatal TV Pública. Além é claro, de contemplar as equipes de divisões inferiores que necessitam de capital.

Atualmente, as mesmas equipes que disputam a Copa libertadores da América podem jogar a Copa Sul-Americana. Mas este modelo poderá ser modificado. E os dois campeões e os três subsequentes, na tabela de pontos agregados, se classificariam à Libertadores, ou se for modificada: do primeiro ao quinto. E as cinco ou seis vagas da Sul-Americana seriam preenchidas pelos demais. Ou, ao menos duas delas, pelos finalistas da Copa em questão. Mas esta hipótese ainda está em estudo.

Modificar o formato de disputa é apenas a ponta do iceberg, como diria Daniel Arcucci. Os torneios longos, de fato, contemplariam o planejamento, mas como fica a questão dos promédio? E o já tão expostos problema de arbitragem? Estes grandes problemas não parecem interessar no momento. Quanto a Copa da Argentina, é interessante, mas desnuda a questão política da AFA, que quer agradar a todos e arrecadar mais dinheiro. Como disse certa vez, Grondona: “meu maior erro? Foi ser excessivamente generoso com o dinheiro”.

Faz-se necessário rever conceitos. E novos ventos sopram no futebol argentino, basta saber se o país aprendera a máxima brasileira: “do país que muda para continuar do jeito que estar”. Enfim, é nisso que eu acredito. Aguardemos…

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sexta-feira, 11 de março de 2011 Clausura | 17:49

Clausura, 5ª Fecha

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Inicia hoje a quinta rodada do Clausura. Nesta rodada teremos alguns confrontos importantes para ambas tabelas – classificação e descenso -, além de embates entre grandes. Também poderá haver a queda de mais um técnico.

Abrindo a rodada, logo menos, Olimpo e All Boys jogam pensando nas duas tabelas – classificação e descenso. O Albo não contará com a ex-dupla Millionária Ogro Fabbiani e Ariel Ortega.

Amanhã, dois grandes do futebol local se enfrentam no jogo do dia: San Lorenzo e Boca Juniors. O Ciclón está em boa fase e conta com Ortigoza e Menseguez para mantê-la, enquanto que, o mundo Boca segue em chamas. Falcioni repetirá o meio campo que jogou no verão. (De novo essa história?)

No domingo, Estudiantes e Godoy Cruz faz o jogo das equipes que disputam a Libertadores, ambos venceram seus confrontos na rodada continental, porém não apresentam grande futebol. O Pincha, que terá o retorno de Verón, segue líder, ao lado do Racing, que encara o Colón, em busca de embalar na competição. Em paralelo, River Plate recebe Vélez Sarsfield, que tem deixado a desejar tanto no Clausura quanto na Libertadores.   

Na fechamento da rodada, leia-se, segunda-feira, um confronto de equipes desesperadas. Huracán, na zona de Promoción, encara Quilmes, na zona de descenso direto. Na sequência, o preocupado Indep’te mede forças contra o NOB. Será que, desta vez, Antonio Mohamed, cai? Aposto que sim. Mas, aguardemos…

Sexta-feira (11)
21h15 Olimpo x All Boys
21h15 Tigre x Banfield

Sábado (12)
17h Lanús x Gimnasia y Esgrima de La Plata
19h10 San Lorenzo x Boca Juniors (Esporte Interativo)
19h10 Argentinos Jrs. X Arsenal

Domingo (13)
17h Estudiantes x Godoy Cruz
19h10 Colón x Racing
19h10 River Plate x Vélez Sarsfield (Esporte Interativo)

Segunda-feira (14)
19h10 Huracán x Quilmes
21h15 Independiente x Newell’s Old Boys

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