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terça-feira, 5 de julho de 2011 Copa América, Seleção | 23:30

Argentina x Colômbia: E ai, vai estrear?

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Lembram do cabeludo ai?

Após um empate apático na estréia da Copa América, Argentina enfrenta a Colômbia, líder do grupo A, para se reabilitar, nesta quarta-feira, às 21h45, no Estádio Brigadier General Estanislao López, mais conhecido como Cemitério dos Elefantes, em Santa Fé. Com transmissão ao vivo dos canais SporTv, SportHD, Espn e EspnHD.

No histórico geral de confrontos, as Seleções já se enfrentaram 30 vezes, com 17 vitórias da Albiceleste, cinco empates e oito derrotas. Com 61 gols marcados e 33 sofridos. Todavia, pela Copa América foram apenas 11 partidas, no entanto, a Celeste y Blanca manter a vantagem, com oito vitórias – uma delas nos pênaltis -, um empate e duas derrotas. Tendo marcado 37 gols e sofrido 14.

Uma curiosidade que muitos lembram e outros preferem esquecer: foi numa partida contra Colômbia, pela Copa América 1999, que Martín Palermo perdeu três pênaltis. E dos jogadores argentos que atuaram na última partida, apenas Mascherano, Messi e Tévez estão entre os titulares, no entanto, Agüero, Zanetti e Burdisso também atuaram. Carrizo e Maxi Rodriguez no banco.

Enfim, para a partida de amanhã, o selecionador Sergio Batista vou promover apenas uma modificação, em relação a equipe que empatou com a Bolívia, Zabaleta entra no lugar de Rojo. Entretanto, jogará na lateral direita, enquanto, Zanetti atuará pela esquerda. Então, a Albiceleste vai a campo com a seguinte escalação: Sergio Romero; Pablo Zabaleta, Nicolás Burdisso, Gabriel Milito e Javier Zanetti; Éver Banega, Javier Mascherano e Esteban Cambiasso; Ezequiel Lavezzi, Lionel Messi e Carlos Tévez.

 Confira o histórico:

 07.02.1945 Copa América Argentina 9 x 1 Colômbia
18.12.1947 Copa América Argentina 6 x 0 Colômbia
13.03.1957 Copa América Argentina 8 x 2 Colômbia
10.03.1963 Copa América Argentina 4 x 2 Colômbia
18.08.1968 Amistoso Colômbia 0 x 1 Argentina
22.06.1972 Taça Independência Argentina 4 x 1 Colômbia
23.08.1984 Amistoso Colômbia 1 x 0 Argentina
02.06.1985 Eliminatória Copa do Mundo 1986 Colômbia 1 x 3 Argentina
16.06.1985 Eliminatória Copa do Mundo 1986 Argentina 1 x 0 Colômbia
11.07.1987 Copa América Colômbia 2 x 1 Argentina
08.03.1989 Amistoso Colômbia 1 x 0 Argentina
21.07.1991 Copa América Argentina 1 x 1 Colômbia
23.06.1993 Copa América Argentina 1 x 1 Colômbia
01.07.1993 Copa América Argentina 0 x 0 Colômbia (6 x 5)
17.08.1993 Eliminatória Copa do Mundo 1994 Colômbia 2 x 1 Argentina
05.09.1993 Eliminatória Copa do Mundo 1994 Argentina 0 x 5 Colômbia
10.10.1995 Amistoso Argentina 0 x 0 Colômbia
12.02.1997 Eliminatória Copa do Mundo 1998 Colômbia 0 x 1 Argentina
16.11.1997 Eliminatória Copa do Mundo 1998 Argentina 1 x 1 Colômbia
04.07.1999 Copa América Argentina 0 x 3 Colômbia
12.10.1999 Amistoso Argentina 2 x 1 Colômbia
29.06.2000 Eliminatória Copa do Mundo 2002 Colômbia 1 x 3 Argentina
03.06.2001 Eliminatória Copa do Mundo 2002 Argentina 3 x 0 Colômbia
18.11.2003 Eliminatória Copa do Mundo 2006 Colômbia 1 x 1 Argentina
26.06.2004 Amistoso Argentina 0 x 2 Colômbia 
20.07.2004 Copa América Argentina 3 x 0 Colômbia
30.03.2005 Eliminatória Copa do Mundo 2006 Argentina 1 x 0 Colômbia
02.07.2007 Copa América Argentina 4 x 2 Colômbia
20.11.2007 Eliminatória Copa do Mundo 2010 Colômbia 2 x 1 Argentina
06.06.2009 Eliminatória Copa do Mundo 2010 Argentina 1 x 0 Colômbia

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domingo, 19 de junho de 2011 Clausura | 23:16

Fecha 19: Resumo

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As emoções do descenso e Copa Sul-Americana ficaram todas para esta última rodada e todas simultaneamente e, no fim, sobrou para o River Plate disputar a Promoción, Quilmes foi rebaixado diretamente e Huracán e Gimnasia y Esgrima disputarão uma partida desempate. Arsenal e Argentinos Juniors classificaram-se para o torneio continental. A 19ª rodada teve média de 2,4 gols por partida.

Pela primeira vez na história, River Plate jogará a Promoción.

Dos que disputavam a vaga pela Promoción, Huracán era o único que dependia apenas de si, mas a equipe foi goleado pelo Independiente, por 5 a 1, no Estádio Libertadores de América, e empatou com os Lobos nos promédios. Logo, disputarão uma partida desempate: um descer direto e o outro joga a Promoción. A partida também representou a despedida de Andrés Silvera, dos Rojos, com direito a gol e ovação.

Luto: Palermo despediu-se do futebol.

Por sua vez, Gimnasia y Esgrima vencia o Boca Juniors, por 2 a 0, com gols de Graf e Schelotto – que fazia a despedida -, mas deixou os Xeneizes empatarem em cima da hora, com direito a assistência de Martín Palermo, em seu último toque na bola como profissional. Mellizo, que é ídolo Boquense, converteu assim seu quinto gol contra a equipe. Com a vitória, o Boca terminou o Clausura com dez partidas sem vencer – quatro vitórias e seis empates.

De todas as partidas que evitar o descenso era o objetivo, Olimpo e Quilmes era a única que ambos tinham um motivo para dar o sangue. Três zonas em jogo: descenso direto, Promoción ou manutenção. Melhor para os Aurinegros que venceram o Quilmes, com gol de Martín Rolle. O resultado livrou os bahíenses e rebaixou os Cerveceros.

O medo fez-se realidade: River Plate disputará a Promoción. No Monumental de Núñez, os Millionários perderam para o Lanús, por 2 a 1, e para suas próprias limitações e pela primeira vez na história disputará a repescagem. Jogadores e comissão técnica deixaram o campo protegidos pela polícia, pois os torcedores atiraram objetos em campo.

O Tigre entrou em campo dependendo apenas de si, para se manter na elite, e nem mesmo o placar adverso foi motivo de grande preocupação, pois River Plate e Olimpo seguia agônicos em suas partidas. Enfim, o empate com o Argentinos Juniors foi o suficiente para se livrar do descenso, no entanto, já começará o Apertura em situação preocupante. Enquanto isso, o Bicho conquistou a vaga para Copa Sul-Americana.

Em Mendoza, Godoy Cruz igualou sua melhor campanha: a terceira colocação, assim como no Clausura passado, ao vencer o All Boys, por 1 a 0. Assim, o Tomba que já tinha a vaga na Copa Sul-Americana assegurada, deixou de fora o Albo que necessitava de uma goleada e combinações de resultados para entrar na competição, após ter se livrado do descenso na última rodada.

Na última rodada o Arsenal se livrou do descenso, nesta se classificou a Copa Sul-Americana, ao vencer, em Sarandí, o Estudiantes, por 1 a 0, com gol de Mauro Obolo. Enquanto, o Viaducto conseguiu cumprir seus objetivos, o Pincha terminou um torneio deprimente, no qual começou como um dos postulantes ao título e finalizou negativamente, na 13ª colocação.

Após passar quase todo torneio na lanterna e jogando um futebol horrendo, o Newell’s Old Boys finalizou o certame com uma vitória que o tirou da última posição. O 1 a 0 sobre o Colón, em Rosário, com gol de Mauricio Sperdutti, deixou o Huracán na lanterna, mas não apaga uma das piores campanhas da equipe nos últimos anos. Entretanto, a time não inicia a próxima temporada com perigo de descenso.

Em partida foi movimentada, mas com pouco objetivos em campo, San Lorenzo empata no último minuto com o Banfield e somou sete partidas sem vencer no torneio – cinco empates e duas derrotas. O resultado deixou ambos pelo meio da tabela.

 

Comemoração do campeão.

Vélez Sarsfield foi campeão na última rodada, mas comemorou junto a sua torcida nesta. Entrou e saiu de campo em meio aos festejos. O Racing até supôs atrapalhar, ao abri o placar com Hauche, mas, como um bom refém de sua irregularidade, não demorou a apresentar os erros bem aproveitados pelo campeão. Zapata e Augusto Fernández fizeram os gols da virada. A derrota deixou a Academia fora da Copa Sul-Americana.

Resultados da rodada:

Independiente 5 x 1 Huracán
Gimnasia y Esgrima 2 x 2 Boca Juniors
Quilmes 0 x 1 Olimpo
River Plate 1 x 2 Lanús
Argentinos Juniors 1 x 1 Tigre
Godoy Cruz 1 x 0 All Boys
Arsenal 1 x 0 Estudiantes
Newell’s Old Boys 1 x 0 Colón
Banfield 1 x 1 San Lorenzo
Vélez Sarsfield 2 x 1 Racing

Veja os gols da rodada:

Copa Sul-Americana: Independiente (campeão da última edição), Vélez Sarsfield, Estudiantes, Godoy Cruz, Lanús, Arsenal e Argentinos Juniors classificaram-se para o torneio continental.

Artilheiros: Javier Cámpora (Huracán) e Teo Gutiérrez, com 11 gols; Denis Stracqualursi (Tigre), com 10; Esteban Fuertes (Colón) e Mauro Obolo (Arsenal), com 9. 

Desempate: Huracán e Gimnasia y Esgrima disputarão o desempate na quarta-feira (22), às 14h30, no Estádio La Bombonera.

Promoción: River Plate e Belgrano disputarão a primeira partida da Promoción, na quarta-feira (22), no Estádio Gigante de Alberdi, em Córdoba, às 21h, e no domingo (26), a partida de volta, no Estádio Monumental de Nuñez, com horário à confirmar.

Enquanto que, no domingo (26), San Martín de San Juan disputará a primeira partida da Promoción, ante o vencedor de Huracán e Gimnasia y Esgrima, no Estádio Ingeniero Hilario Sánchez, em San Juan, com horário à confirmar. A segunda partida será disputada na quinta-feira (30), com local e horário à confirmar.

Ascenso: Ao vencer o Ferro, por 1 a 0, o Unión de Santa Fé voltou a Primera División, após oito anos, junto ao Atlético Rafaela, que consagrou-se campeão da B Nacional e já havia sido promovido.

Classificação final do Clausura
Tabela de descenso

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sábado, 18 de junho de 2011 Clausura | 10:00

Clausura, 19ª fecha

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Ainda que o título do Clausura já tenha sido decidido, o torneio chega a última rodada com diversas indefinições e emoções. Vagas para Copa Sul-americana, Promoción, descenso direto e… despedidas.

Cinco partidas serão disputadas no mesmo horário neste sábado para evitar manipulação de resultados por parte de alguma equipe, que entrará em campo sabendo do resultado da outra. Visto que todas essas partidas possuem interesses em jogo. Independiente x Huracán (o Globo luta por uma vaga na Promoción e pode ser rebaixados direto); Gimnasia x Boca Juniors (o Lobo luta por uma vaga na Promoción e contra o rebaixamento direto), esta partida contará com a despedida de Palermo e Guillermo Barros Schelotto; Quilmes x Olimpo (os Cerveceros lutam por uma vaga na Promoción e contra o rebaixamento direito, já os Aurinegros lutam contra a Promoción); e Argentinos Juniors x Tigre (o Matador luta contra a Promoción).

Vélez Sarsfield, Estudiantes, Godoy Cruz, Lanús e River Plate – caso não dispute a Promoción -, já estão classificados à Copa Sul-Americana, além de Independiente – que foi o último campeão do torneio -, então sobra uma vaga. Esta disputada por Arsenal – único que depende apenas de si -, Argentinos Juniors, Racing, boca Juniors e All Boys. No entanto, se o River Plate jogar a Promoción, logo, outra vaga se abrirá.

Portanto, emoções não faltarão a esta 19ª fecha, que pela primeira vez na história dos promédios terá todas as vagas do descenso aberta.

Sábado (18)
15h Independiente x Huracán
15h Gimnasia y Esgrima x Boca Juniors (Esporte Interativo)
15h Quilmes x Olimpo
15h River Plate x Lanús (Esporte Interativo)
15h Argentinos Juniors x Tigre
20h10 Godoy Cruz x All Boys

Domingo (19)
14h Arsenal x Estudiantes
15h Newell’s Old Boys x Colón
17h10 Banfield x San Lorenzo
19h30 Vélez Sarsfield x Racing (Esporte Interativo)

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segunda-feira, 13 de junho de 2011 Clausura | 23:53

Fecha 18: Resumo

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Torcedores velezanos comemoram no Jose Amalfitani o título conseguido no Parque Patricios.

Emoções distintas tomaram conta desta 18a rodada do Clausura. Faltando para o término, Vélez Sarsfield sagrou-se campeão. Martín Palermo despediu-se de La Bombonera e na próxima rodada, fará o mesmo com o futebol. Mais uma vez, River Plate mostrou o quão é refém de suas limitações e na última rodada brigará contra Olimpo e Tigre contra a última vaga do descenso. A rodada teve média de 1,8 gols por partida.

Na abertura da penúltima rodada, Olimpo e Newell’s Old Boys empataram num carregado de limitações e adrenalina. Os bahíenses, ameaçados, abriram o placar, de pênalti, mas não conseguiu segurar o resultado ante o fraco NOB, que segue na lanterna. Enquanto, os Aurinegros permanecem na Promoción e vêem suas chances de escapar minguarem. 

Arsenal foi à Santa Fé, enfrentar o Colón, e assegurou a permanência na Primera División, ao vencer os Sabaleros pelo placar mínimo. Graças ao empate do Olimpo, na sexta-feira. Talvez pela necessidade da vitória, ou pela deficiência do adversário, mas o Viaducto sempre esteve mais próximo da vitória do que o rival, até mesmo quando o jogo estava equilibrado. A vitória também proporciona a equipe disputar uma vaga na Copa Sul-Americana. 

Por sua vez, Quilmes resiste o quanto pode. No Nuevo Gasómetro, venceu, e dominou, o San Lorenzo, na estréia de Omar Asad, no Nuevo Gasómetro e, aliado aos resultados do Huracán e Gimnasia, deixou a decisão para a última rodada. O Cervecero foi de pior equipe do torneio a sinônimo de superação e, diga-se, apresenta um futebol bem superior a muitos times da elite. E sim, Asad terá um duro trabalho no Ciclón

Em Floresta, All Boys venceu o Gimnasia y Esgrima e conseguiu livrar-se de qualquer chance de descenso. Por sua vez, complicou a situação do Lobo, que só não desceu, por causa do resultado do Huracán. A partida foi equilibrada e com muitas emoções, venceu quem soube trabalhar melhor a calma. Irônico, vide que na última rodada, o Albo pecou pelo nervosismo. 

Ameaçados, Tigre e Independiente entraram em campo com a única finalidade de livrarem-se da Promoción. E o empate de zero a zero foi o reflexo da partida, que teve muita vontade e pouca efetividade. Se o resultado foi bom para o Rojo que conseguiu respirar aliviado, para o Matador ficou o desespero de ter que luta até a última rodada.

Com portões fechados, Huracán e Vélez Sarsfield fizeram uma partida carregada de objetivos, porém de pouca qualidade. E apesar de não jogar bem, o Fortín foi superior ao Globo e o venceu por 2 a 0. Entretanto, só pôde comemorar o título quatro horas depois, com a derrota do Lanús. Já o Huracán deixa o sufoco para última rodada, mas por ora segue na zona de Promoción.

River Plate entrou em campo dependendo apenas de si para se livrar da Promoción e, novamente, enfrentou seu pior inimigo: suas limitações. E agora carrega o sofrimento para a última rodada, e necessitando de uma combinação de resultados. Tudo isso, porque sofreu o empate do Estudiantes. Agora, os Millionários somam seis partidas sem vencer – duas derrotas e quatro empates. 

Palermo despediu-se de La Bombonera.

Lanús entrou em campo com a missão de estragar a festa Velezana, mas em momento algum mostrou força suficiente para isso. Após um primeiro tempo equilibrado, a equipe Granate sucumbiu e o Argentinos Juniors aproveitou. Com este resultado, o Vélez conquistou o título do Clausura, com um rodada de antecedência. 

Na última partida da noite de domingo, Martín Palermo despediu-se de La Bombonera, com o Boca Juniors empatando com o Banfield em 1 a 1, após falha de Luchetti. Uma grande festa para um grande atleta, no entanto, ele irá pendurar às chuteiras na próxima rodada, ainda. E, ironicamente, o fato ganhou mais a mídia do que o título nacional do Vélez. Isso é parte do mundo Boca. E a vitória do Arsenal deixou a equipe xeneize longe de conseguir uma vaga para Copa Sul-Americana.

No fechamento da rodada, o Racing mostrou mais uma vez todo o poder de sua irregularidade. Após está vencendo o Godoy Cruz, por 2 a 0, com doblete de Teo Gutiérrez, a equipe deixou o adversário virar a partida, em Avellaneda. Com a vitória, o Tomba assegurou a vaga para Copa Sul-Americana, enquanto, a Academia ficou a dois pontos do Arsenal na briga pela vaga a competição continental. Os gols deixaram Gutiérrez no topo da artilharia do torneio, com 11 gols. 

Resultados da rodada:

(5º) Olimpo 1 x 1 Newell’s Old Boys (20º)
(16º) Colón 0 x 1 Arsenal (14º)
(15º) San Lorenzo 0 x 2 Quilmes (17º)
(10º) All Boys 1 x 0 Gimnasia y Esgrima (18º)
(12º) Tigre 0 x 0 Independiente (7º)
(19º) Huracán 0 x 2 Vélez Sarsfield (1º)
(11º) Estudiantes 1 x 1 River Plate (8º)
(2º) Lanús 0 x 1 Argentinos Juniors (4º)
(6º) Boca Juniors 1 x 1 Banfield (9º)
(13º) Racing 2 x 3 Godoy Cruz (3º)

Veja os gols da rodada:

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Clausura, Curiosidade | 09:00

La Bombonera, Palermo e algumas palavras

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Quem disse que superherói não chora é porque não conheceu Martín Palermo.

Um jogador que mostra o quão o futebol é lúdico em sua essência, não pela beleza de uma jogada, mas pela simplicidade de um gesto, de um gol.

Um estádio que de tão simples é lúdico.

Um jogador que na despedida de sua casa divide às atenções com um título nacional de outra equipe.

Um estádio que é tão grande como qualquer título nacional.

Um jogador que marcou 131 gols, apenas em La Bombonera. (Pouco? Talvez. Mas ninguém fez mais do que ele)

Um estádio que recebeu 131 gols de Martín Palermo.

Um jogador dono de uma técnica esquisita, mas que superou as adversidades e limitações e recebeu o apelido, do príncipe, de el Optimista del Gol.

Um estádio que cabe 57 503 aficcionados e é do tamanho do coração.

Um jogador que perdeu três pênaltis numa só partida, “classificou” a Seleção ao Mundial com um gol nos acréscimos em meio a chuva e neblina, que converteu um gol de cabeça do meio de campo, vai à primeira e única Copa aos 36 anos e nos vagos dez minutos em campo, torna-se o jogador mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo…

Um estádio que viu o gol de cabeça a 38,5 metros de distância.

Um jogador que possui seu nome grafado mais de uma vez no Guinness Book, o livro dos recordes.

Um estádio, que segundo Maradona, é “o templo do futebol mundial”.

Um jogador que marcou 328 gols na carreira. Tornou-se o quarto maior artilheiro do futebol argentino, com 227 gols, e o maior do Boca Juniors, com 236. Equipe com a qual já conquistou seis títulos nacionais e oito internacionais.

Um estádio que recebeu partes destes tentos, com prazer.

Um jogador que desperta distintos sentimentos.

Um estádio que desperta distintos sentimentos.

O jogador Martín Palermo é mítico e místico, ao mesmo tempo, simples. Autor de lances memoráveis e situações inusitadas. Incompreendido e apaixonante. Meio Loco, meio Titán e, quase sempre, San.

O Estádio Alberto Jacinto Armando é mítico e místico. Palco de lances memoráveis e situações inusitadas. É que do formato de um bombom tornou-se a La Bombonera. 

Contudo, Palermo ajudou a tornar La Bombonera que ela é. E La Bombonera ajudou Palermo a ser o que ele é.E nos fim os dois choraram e despediram-se.

Gracias, Palermo e Bombonera, por juntos, terem me feito feliz algumas vezes.

Assista a despedida de Palermo a Bombonera:

Veja também:

O mito e os recordes
Coisas de Palermo

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sexta-feira, 10 de junho de 2011 Clausura | 20:00

Clausura, 18ª fecha

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Título, descenso direto e Promoción: podem ser decidido neste penúltimo capítulo do Clausura. Ou seja, emoções não faltarão a esta 18ª rodada, no entanto, para isso algumas combinações de resultados terão de se fazer presente. Mas, talvez, a grande emoção da rodada será a despedida de Martín Palermo de La Bombonera.

Enfim, para ser campeão nesta fecha, Vélez Sarsfield tem de vencer Huracán e torcer por derrota do Lanús, ante Argentinos Juniors. Pior, o título pode ser comemorado sem torcedores, vide que o Globo cumpre suspensão.

O único que pode ser rebaixado diretamente neste fim de semana é o Quilmes, para isso, só precisa perder do San Lorenzo, independente dos demais resultados. Mas é a Promoción, que “promove” os confrontos mais emocionantes: Olimpo necessita vencer o Newell’s Old Boys para se manter vivo na briga, assim como o Arsenal contra Colón. Já o River Plate enfrentará o Estudiantes com a missão de vencer, caso queira manter-se na briga. (Saiba mais sobre a briga contra o descenso)

Por sua vez, Boca Juniors jogará a última partida deste Clausura na Bombonera, contra o Banfield. E este jogo representará a última partida de Martín Palermo no palco de tantas emoções, para os hinchas Boquenses, é claro. 

Sexta-feira (10)
21h10 Olimpo x Newell’s Old Boys

Sábado (11)
14h Colón x Arsenal
16h10 San Lorenzo x Quilmes
18h20 All Boys x Gimnasia y Esgrima
20h20 Tigre x Independiente

Domingo (12)
14h Huracán x Vélez Sarsfield (Esporte Interativo)
16h Estudiantes x River Plate (Esporte Interativo)
18h10 Lanús x Argentinos Juniors (Esporte Interativo)
20h20 Boca Juniors x Banfield

Segunda-feira (13)
20h10 Racing x Godoy Cruz

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terça-feira, 31 de maio de 2011 Clausura | 00:33

Fecha 16: Resumo

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Com gol de Palermo, Boca Juniors bate o lanterna, NOB, e sonha com Sul-Americana.

Com o Clausura chegando ao fim, medo e expectativa começam a se fazer presente. Nesta 16ª fecha, o River Plate conseguiu um agônico empate em Bahía Blanca e segue na zona de Promoción a três rodadas do fim, enquanto, seu maior rivais encontra-se a sete partidas sem perder e vislumbra a classificação a Copa Sul-Americana. O líder Vélez perdeu, mas foi beneficiado com um gol nos acréscimos do Gimnasia para manter-se na liderança do torneio, no entanto, agora é seguido de perto pelo Lanús. A rodada – teve média de 2,3 gols por partida -, além da queda de mais um técnico, Eduardo Berizzo, ex-Estudiantes.

Na abertura da rodada, Colón desperdiçou a última chance de classificar-se a Copa Sul-Americana, ao perder para o Argentinos Juniors, em Santa Fé. Os Sabaleros começaram melhor a partida, mas pagaram caro pelos erros, sobretudo, defensivos. Em contrapartida, o arqueiro do Bicho, Ojeda, mostrou-se seguro, apesar do gol adversário. A vitória foi a de número 700 no profissionalismo e deixou os de la Paternal na briga pela vaga da competição sulamericana. 

San Lorenzo e Arsenal apresentaram o futebol que lhes são peculiares. De um lado, o Ciclón não queria vencer, do outro o Arse não queria ganhar. No final, o empate foi o resultado, que melhor retratou a partida. A equipe de Almagro segue sem rumo, enquanto o Viaducto luta contra os promédios. 

Em Floresta, All Boys conseguiu uma importante vitória sobre o Quilmes, a dois minutos do fim, e praticamente assegura a manutenção na elite, enquanto, os Cerveceros veem o abismo do descenso cada vez mais perto. A partida foi parcialmente equilibrada, mas o Quilmes conseguiu criar as melhores chances, ora por bola parada ora arriscando de média e longa distância. No entanto, foi o Albo que marcou o único gol da partida. 

O irregular Racing aprontou uma das suas, novamente, ao perder para o Banfield, em Avellaneda. A equipe tem se tornado vítima de si mesma. Enquanto que, o Taladro, apesar de longe de apresentar um futebol bonito, foi organizado e jogou coletivamente, a Academia apostou na individualidade de alguns atletas e esbarrou em suas limitações. Com o resultado, o título ficou distante, ainda que, permanece na briga pela vaga na Copa Sul-Americana. 

Jogadores Rojo festejam o primeiro gol da equipe, marcado por Galeano.

Não por causa desta rodada, mas pelo que não foi feito e nenhuma outra, Eduardo Berizzo já não é mais técnico do Estudiantes. O Pincha já não consegue mostrar um bom futebol e perdeu mais uma no Clausura, desta vez, para o Independiente, como mandante no estádio do Quilmes. O Rojo foi superior durante todo o encontro, apesar de que os platenses tiveram suas oportunidades, não aproveitadas. E agora soma 12 partidas sem vencer, no entanto, na próxima quinta-feira (02) disputará o restante da partida ante Huracán, na qual estava vencendo quando foi suspensa. 

A partida em La Bombonera só teve um nome: Martín Palermo. O atacante perdeu um pênalti, marcou um gol, que o árbitro anulou, e, posteriormente, el optimista del gol converteu o tento da vitória do Boca Juniors, ante o lanterna Newell’s Old Boys. E apesar do placar apertado, a equipe Xeneize foi superior durante toda a partida, enquanto, a Lepra apresenta um futebol digno de sua posição. Esta foi a sétima partida sem vencer do Boca, que está no luta pela vaga da Sul-Americana. E teve Tévez de espectador no estádio.

Entre a semifinal da Libertadores e o título do Clausura, o líder Vélez Sarsfield foi à Victoria, encara o ameaçado Tigre, com o time B, por assim dizer, e não conseguir suportar a pressão do Matador. Stracqualursi – que tornou-se artilheiro isolado do torneio, com dez gols – e Gastón Díaz marcaram para a equipe de Victoria; Ricky Álvarez fez o do Fortín. Com o resultado, o Vélez queimou a última “gordura” que lhe cabia. Enquanto, o Tigre ainda luta contra o rebaixamento.

River Plate empata e segue na zona de Promoción.

Confronto direto. Olimpo e River Plate entraram em campo, em Bahía Blanca, certos de que disputariam uma final, mas sucumbiram a pressão. Faltou futebol sobrou nervosismo, no fim, o zero a zero foi o retrato da partida. Assim, os Millionários seguem na zona de Promoción e os bahíenses ainda ameaçado.

Apenas um tempo foi necessário para o Lanús marcar três gols e dá uma aula de futebol ao quase descendido Huracán. Embora, o show do Granate tenha permanecido no segundo tempo, a equipe não ampliou o marcador. O que não fez falta, pois, do outro lado, o Globo não ofereceu resistência e mostra que seu tempo na elite está com os dias contados. A vitória de hoje, aliada a derrota Velezana, deixou o Lanús em segundo a um ponto do líder. E com o empate dos Lobos, em Mendoza, o Huracán desceu a zona de descenso direto.

No último jogo da rodada, Gimnasia y Esgrima no último minuto da partida conseguiu um empate salvador, ante Godoy Cruz, em Mendoza. O Tomba vencia por 2 a 1, após uma falha do arqueiro dos Lobos, Fernando Monetti, mas deixou escapar a co-liderança aos 45 minutos do segundo tempo, pelos pés de Lucas Castro. O resultado, deixou os mendocinos na terceira posição a dois pontos do líder, o qual enfrentará na próxima rodada, já os platenses trocou de posição com o Huracán: de descenso direto foi a Promoción.

Faltam três rodadas até o final.

Resultados da rodada:

(14º) Colón 1 x 2 Argentinos Juniors (6º)
(13º) San Lorenzo 1 x 1 Arsenal (16º)
(12º) All Boys 1 x 0 Quilmes (17º)  
(10º) Racing 1 x 3 Banfield (11º)
(15º) Estudiantes 0 x 2 Independiente (5º)
(7º) Boca Juniors 1 x 0 Newell’s Old Boys (20º) 
(9º) Tigre 2 x 1 Vélez Sarsfield (1º)
(4º) Olimpo 0 x 0 River Plate (8º)
(2º) Lanús 3 x 0 Huracán (19º)
(3º)Godoy Cruz 2 x 2 Gimnasia y Esgrima (18º)

Veja os gols da rodada:

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 Clausura | 19:00

Fecha 14: Resumo

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Não houve outra rodada com mais vitórias de mandantes, do que a 14ª fecha foram sete ao todo. Mas esta foi a rodada do Superclássico e por si só já diz mais do que qualquer outra definição no futebol argentino. Além do mais, esta foi a rodada com a terceira média de gols do Clausura: 2,8 por partida. As outras haviam sido: quarta, com 3,3, e 12ª, com 3,0.

La Bombonera durante o Superclássico.

Com pretensões distintas, Godoy Cruz e Quilmes abriram a rodada – vide que a partida anterior foi adiada. E o Tomba levou a melhor. Mostrou um futebol mais convincente e mereceu os 2 a 0, alcançados ainda na primeira etapa.  Agora, os mendocinos seguem na cola do líder, enquanto, os Cerveceros, que no segundo tempo até tentou, mas não conseguiu, permanecem na zona de descenso direto e a derrota interrompeu uma série de cinco jogos sem derrotas – três vitórias e dois empates.

O Gimnasia y Esgrima voltou a vencer, após sete rodadas. A vítima foi o Banfield. E, estranhamente, com um dos gols de Graf, que havia marcado na última rodada, depois de quatro anos. Com o resultado, os Lobos seguem na zona de descenso direto, embora, esteja empatado com o Huracán em pontos, já o Globo perdeu. Terminando assim, as duas equipes teriam de fazer uma partida extra.

Argentinos Juniors venceu o San Lorenzo, no Nuevo Gasómetro, e agora está na zona de classificação da Copa Sul-Americana. O Bicho abriu o placar aos seis minutos, com Hernández, e sofreu o empate aos 20, com Romagnoli, mas nos descontou os visitantes ampliaram. Na segunda etapa, os donos da casa foram para cima, mas esbarram numa equipe organizada.

Em Floresta, All Boys derrotou o Arsenal, adversário direto na briga contra o descenso, numa partida morna, onde brilhou, novamente, a estrela de Gigliotti. A vitória deixou o Albo longe da zona de descenso, enquanto isso, o Viaducto desce ainda mais na tabela de promédio e encontra-se em último antes da zona de descenso.

No jogo adiado – da sexta para o sábado – por causa das fortes chuvas e relâmpagos que abateram Santa Fé, Colón derrotou o Huracán por 3 a 0. Nos primeiros minutos o Globo até esboçou uma iniciativa, mas logo sucumbiu e os Sabaleros foram superiores e venceram com propriedade.

Antes do início, Racing e Newell’s Old Boys era a partida de uma equipe irregular contra outra regular ruim. Ao término pouco mudou, mas o placar, de 3 a 0, fez jus ao que foi a partida, mas não a campanha racinguista. A vitória deixou a Academia a cinco pontos do líder, enquanto, a Lepra segue na lanterna do Clausura.

O Estudiantes entrou em campo para acabar com a marca de sete jogos sem vencer no Clausura e saiu de campo com o oitavo. Após estar duas vezes na frente no placar, o Pincha não conseguiu conter o Tigre e cedeu o empate. O Matador ainda lut contra os promédios. Já os platenses, se juntar com os resultados da Copa Libertadores, somam-se 11 partidas sem vitória.

Na Bombonera, Boca Juniors e River Plate fizeram um Superclássico cheio de condimentos e, como não poderia ser diferente, a polêmica foi maior delas. Apesar da atuação contraditória do árbitro Patrício Loustau, as maiores figuras foram Carrizo, que falhou, e Palermo, que marcou em seu último dérbi. As provocações também se fizeram presentes. Com o resultado, os Xeneizes segue pelo meio da tabela, embora esteja a seis pontos do líder, enquanto, os Millionários ficaram a cinco do Vélez e é o último antes da zona de descenso. Situação perigosa.

Melhores momentos do Superclássico:

Na sequência, em Bahía Blanca, Olimpo perdeu uma ótima oportunidade de encostar no líder e sair da zona de Promoción, ao mesmo tempo, ao perder para o também ameaçado e adversário direto Independiente. A última vitória do Rojo havia sido na nona fecha, ou seja, estava a quatro partidas – uma derrota e três empates – sem vencer, enquanto, os Aurinegros não perdiam a cinco partidas – duas vitórias e três empates.

Enquanto que, no fechamento da rodada, o líder Vélez Sarsfield foi surpreendido e perdeu, de virada, do Lanús, após está por duas vezes à frente no placar. Por conta dos compromissos na Copa Libertadores, o Fortín entrou em campo com uma equipe mista e até abriu o marcador cedo, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo. Então, o Granate soube aproveitar a baixa de rendimento do adversário e, agora, ficou a quatro pontos do líder.

Resultados da rodada:

(2º) Godoy Cruz 2 x 0 Quilmes (18º) 
(16º) Gimnasia y Esgrima LP 2 x 0 Banfield (15º) 
(11º) San Lorenzo 1 x 2 Argentinos Juniors (6º) 
(14º) All Boys 1 x 0 Arsenal (17º) 
(10º) Colón 3 x 0 Huracán (19º) 
(5º) Racing 3 x 0 Newell’s Old Boys (20º)
(13º) Estudiantes 2 x 2 Tigre (9º) 
(8º) Boca Juniors 2 x 0 River Plate (7º)
(4º) Olimpo 1 x 2 Independiente (12º)
(3º) Lanús 3 x 2 Vélez Sarsfield (1º)

Veja os gols da rodada:

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domingo, 15 de maio de 2011 Superclássico | 19:22

Três minutos e um mito

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Três minutos. Parece muito pouco, mas nestes 180 segundos ocorreram alguns pequenos detalhes que definiram o Superclássico. Foi neste hiato que o Boca Juniors converteu os dois gols da vitória, ante River Plate, e comemorou mais uma vitória no maior dérbi do futebol argentino.

Palermo e Carrizo estamparam diversas manchetes anteriores ao dérbi. E fizeram jus a elas, pois foram ambos que decidiram a partida. O primeiro com a presença no primeiro gol e a execução do segundo tento, enquanto, o arqueiro decidiu negativamente: marcou contra no primeiro – feito este que lhe rendeu um lugar na história: o primeiro goleiro que anotou um gol contra em Superclássicos, da AFA, desde 1931 – e foi displicente, assim como toda defesa, no segundo. Coisas do futebol.

E talvez alguns não entendam as lágrimas após o gol, mas isto é parte de uma identificação com um clube. Paixão. Convenhamos, tão raro por aqui.

Após um hiato de dez partida oficiais sem marcar, Palermo marcou quatro em quatro partidas consecutivas.

Mas durante os 25 primeiros minutos o River Plate tinha maior volume de jogo, profundidade, mas lhe faltava o último passe. Dentro deste tempo, alguns lances polêmicos se fizeram presentes. Coisas de clássico, diriam alguns.

E após uma jogada despretensiosa de Pablo Mouche, pela esquerda, os boquenses ganharam um escanteio, aos 27 minutos. E na cobrança, Juan Pablo Carrizo – indiscutível o melhor arqueiro no futebol argentino – falhou. Antecipou-se a Palermo e colocou para dentro de sua meta.

E aos 30 minutos noutro lance a princípio despretensioso, o mito Martín Palermo – que jogou seu último “clássico de La Boca” – recebeu um lançamento e, de cabeça, encobriu Carrizo. Para muitos falha do goleiro que estava adiantado, para mim, sagacidade do Titán, que aproveitou a não marcação por parte da defesa Millionária e ampliou.

Estes três minutos foram suficientes para mudar o panorama da partida. Em partes. O Boca Juniors seguiu sem mostrar um bom futebol, carente de iniciativa e criatividade, diria. Riquelme, só na relação dos titulares. Entretanto, do outro lado, os de Núñez sentiram os golpes. O sistema defensivo que tanto é exaltado jogou no chutão, o ofensivo parecia não se conhecer. Erik Lamela foi a figura da equipe, talvez a única.

E o segundo tempo, imitou o termino do primeiro, no qual as polêmicas acerca da atuação do arqueiro Millionários, do árbitro Patrício Loustau e da presença de Palermo foram as tônicas. E a pimenta que faltavam a um jogo deste porte chegou nos acréscimos, quando Clemente Rodríguez e Matías Almeyda foram expulsos e o meia da banda Roja provocou a torcida boquense.

Porém, o resultado se manteve. Os Millionários se distanciam do líder e se aproximam da zona de descenso – vide as diversas faixas e cartazes relacionando a equipe a B Nacional, enquanto, os xeneizes continuam passeando pelo meio de ambas tabelas. Tantos números, posições e aflições contidas nos três minutos. E na cabeça do mito: Palermo.

Veja os gols do Superclássico:

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sábado, 14 de maio de 2011 Clássicos, Curiosidade, Superclássico | 08:00

Números e curiosidades do Superclássico

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Ambos nasceram em La Boca. Primeiro, o Club Atlético River Plate, em 1901, quase quatro anos depois, surgiu o Club Atlético Boca Juniors. E apesar da proximidade o primeiro confronto demorou pouco mais de três anos após o surgimento do último. A justificativa é simples: as equipes disputavam ligas distintas e participavam de circuitos diferentes. Mas ao longo do tempo foram construindo suas histórias de conquistas e rivalidade.

Apesar da imprecisão numérica, o Superclássico foi disputado 331 vezes – entre torneios nacionais, internacionais, amistosos, Copas e a era do amadorismo -, com 123 vitórias do Boca Juniors, 102 empates e 106 vitórias do River Plate. Com 448 gols xeneizes e 403 dos millionários. No entanto, em 14 oportunidades o dérbi terminou sem gols. Saiba mais curiosidades e números abaixo:

Primeiro(s) confronto(s)

O primeiro confronto entre ambos foi no amistoso disputado no dia 2 de agosto de 1908, com vitória Xeneize por 2 a 1. Infelizmente, não há mais dados, além do placar. Na época os jornais não davam importância ao futebol. E outro amistoso foi disputado quatro anos posterior – terminou empatado em 1 a 1 -, antes da primeira partida oficial: em 24 de agosto de 1913. Este com vitória Millionária, por 2 a 1, no estádio do Racing Club. Os gols foram marcados por García e Ameal Pareyra para o River e Marcos Mayer descontou para o Boca.

Último(s) confronto(s)

Oficialmente, a última partida foi no Apertura 2010, exatamente no dia 16 de novembro, com vitória do River Plate, por 1 a 0, com gol do ex-boquense Jonathan Maidana. Entretanto, o último confronto entre as equipes foi no dia 02 de fevereiro de deste ano, pela Copa Revancha. Terminou empatado em 1 a 1, com gols de Martín Palermo para o Boca e Mariano Pavone para o River.

Maior goleada do Boca

Houve duas com o mesmo placar de 5 a 1. A primeira, em 19 de maio de 1959, em La Bombonera. Com gols de Osvaldo Nardiello, Juan José Rodríguez, José Yudica, Pedro Mansilla; D. Rodríguez marcou para os visitantes. Já a segunda goleada foi mais dolorosa, diga-se, por ter sido de virada e na casa do rival, Monumental de Núñez, no dia 07 de março de 1982. Os gols foram marcados por Oscar Ruggeri, Ricardo Gareca (2) e Carlos Córdoba (2); Jorge Tévez havia aberto o placar pelo River.

Maior goleada do River

Em 19 de outubro de 1941, no Monumental de Núñez, a equipe da casa goleou o rival, por 5 a 1. Os gols foram marcados por Ángel Labruna, José Manuel Moreno, Aristóbulo Deambrossi (2) e Adolfo Pedernera; Mario Boyé descontou.

Maiores artilheiros

O atacante argentino Ángel Labruna, do River Plate, marcou 22 gols – 16 oficiais e seis em amistosos.

O atacante brasileiro Paulo Valentim, do Boca Juniors, converteu 13 tentos – dez oficiais e três em jogos extra oficiais.

Jogadores que mais vezes atuaram no clássico

Reinaldo Merlo – 42 partidas pelo River Plate;
Hugo Gatti – 38, sendo 29 partidas pelo Boca Juniors e nove pelo River Plate;
Silvio Marzolini – 37 partidas pelo Boca Juniors;
Ángel Labruna – 35 partidas pelo River Plate;
Roberto Mouzo – 35 partidas Boca Juniors. 

Gol mais rápido

Foi em 15 de abril de 2007, na Bombonera. O meia Pablo Ledesma, do Boca Juniors, marcou aos 50 segundos, mas a partida, que era válida pelo Clausura, terminou empatada em 1 a 1.

Mais curiosidades

Alfredo Di Stefano é o único técnico que se consagrou campeão por ambas equipes. No Nacional de ’69, pelo Boca Juniors, e no Nacional ’61, pelo River Plate;

Diego Maradona marcou cinco gols em sete partidas e se despediu num Superclássico;

Noberto Alonso marcou seis gols em 25 partidas e também despediu-se no clássico;

Em 3 de fevereiro de 1974, Carlos García tornou-se o jogador que mais vezes marcou no dérbi “de La Boca” ao converter quatro gols numa partida. Neste dia o atleta estreava com a camisa xeneize. O jogo terminou 5 x 2;

Há uma lista imensa com mais de 90 jogadores que vestiram as duas camisas, só para citar alguns: Gabriel Batistuta, Claudio Caniggia, Julio César Cáceres, Lucho Figueroa, Fernando Gamboa, Ricardo Gareca, Hugo Gatti, Juan José López – atual técnico Millionário -, Julio Olarticoechea, Oscar Ruggeri, Alberto Tarantini, Jesus Méndez e Jonathan Maidana.

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