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Posts com a Tag Julio César Falcione

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Boca Juniors, Copa Libertadores da América, Seleção | 01:23

Numa partida “aburrida”, Boca não sai do zero

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Boca Juniors estreou mal. Tanto pelo resultado – empate em zero a zero com o fraco Zamora, da Venezuela – quanto pelo futebol (não) apresentado. Como tentei alertar no texto anterior, esta equipe está longe de ser àquela vitoriosa de outrora, mas ainda assim é um bom conjunto, apesar da partida de hoje mostrar o contrário.

Talvez a necessidade fosse o brilho de uma estrela sequer, esta faltou. Román Riquelme esteve apagado durante toda a partida. Santiago El Tanque Silva desperdiçou talvez a chance mais clara do jogo, ao cabecear na trave, aos 44 minutos do segundo tempo. Cvitanich, Erviti… nada. Enfim, este time carece de individualismo.

As alterações de Julio César Falcione não surtiram o efeito desejado e como diriam os argentinos, esta foi uma partida “aburrida”. No entanto, os venezuelanos tiveram o mérito de anular as jogadas xeneizes e ainda levaram perigo numa cobrança de falta.

Contudo, só resta aos boquenses pegarem mais sete horas de viagem com a cabeça inchada e no dia 7 de março encarar o Fluminense, em La Bombonera. Confira abaixo “os melhores” momentos da partida.

O que você, leitor, achou da partida? Opine!

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Boca Juniors | 22:38

Santiago Silva: poste ou tanque?

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Após firmar contrato por três temporadas, Silva foi apresentado na Bombonera e viajou para Tandil, onde o grupo faz pré-temporada.

“Minha forma de jogar encaixa perfeito no Boca [Juniors]”, afirmou o atacante uruguaio Santiago Silva, ao chegar ao clube com o respaldo do treinador, Julio César Falcione, e, sobretudo, do maior artilheiro xeneize de todos os tempos, Martín Palermo. Afinal, foi duas vezes campeão argentino, por Banfield ’09 e Vélez Sarsfield ’11, e duas vezes artilheiro.

Logo, com credenciais para a vaga em aberto, diga-se. No entanto, ele terá poucas oportunidades para fazer jus as suas palavras, visto que no primeiro semestre só poderá atuar Copa Libertadores da América, segundo determinações da Fifa. Mas, ainda assim, pode-se dizer que é um reforço. O atleta foi adquirido por 2,5 milhões de euros e assinou contrato por três temporadas. 

Apesar do título do Apertura, o ataque xeneize foi a maior deficiência da equipe de Falcione. Muitos passaram pelo setor e nenhum deixou saudade, apenas poucos gols. Como o intuito é volta a ser temido, o clube necessita bem mais do que apostar num frágil Juan Román Riquelme com suas bolas paradas e num ataque que marca gols esporadicamente.

Embora a passagem do uruguaio pela Fiorentina não tenha deixado saudades tampouco a estadia no Parque São Jorge, Silva é um atacante de referência e goleador, a julgar pelas últimas temporadas no futebol argentino. Se em alguns países ele não passou de um poste, em terras portenhas ele tornou-se o Tanque. E se se mantiver assim, os boquenses agradecerão.

Pablo Ledesma – Dado como certo em La Bombonera há semanas, o meia ainda não assinou com o Boca Juniors. Segundo Falcione, o entrave é a questão financeira. No entanto, o clube espera o anunciar ainda nesta semana. Seria outra ótima aquisição.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Boca Juniors | 01:11

Cuidado! Angelici no poder

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Seria Angelici o novo Macri? Espero que não.

Daniel Angelici assumiu a presidência do Boca Juniors. Para muitos, ou pelos para os que votaram nele, um motivo de alegria e perspectiva de crescimento. Para este que vos escreve não. Longe de acreditar que Amor Ameal era a pessoa ideal para conduzir o clube, mas não consigo dissociar Angelici à imagem de Maurício Macri.

Na verdade, Angelici foi tesoureiro do clube de 1995 até meados de 2010. Esteve presente em boa parte dos mandatos de Macri, hoje prefeito de Buenos Aires, que levou o clube a outro patamar de mídia e, sobretudo, de dívida – conquistou títulos e expandiu-se como poucos e deixou dívidas como nenhum outro.

Além de fazer parte da conturbada renovação do ídolo do clube Juan Román Riquelme. Antes preciso dizer que não defendo Román, mas, vale explicar que ele usou o discurso da realidade financeira para justificar algo que partia do lado pessoal de outrem, leia-se: Macri. Quem não lembra do Topo Gigio imitado por Román? Pois é, Macri não esqueceu ainda.

Ao lado dos seus vices – Oscar Moscariello, Juan Carlos Crespi, Rodolfo Ferrari e César Martucci -, ele foi oficializado no cargo e em apenas 15 minutos de coletiva me fez lembrar que há uma Libertadores pela frente. Ademais, há interesse em Santiago Silva, apesar de ter um impedimento legal de contratá-lo, ou em Mauro Boselli (de novo?), que renovará com Julio César Falcione e, sobretudo, que o macrismo ainda paira sobre La Boca.

Crescer a qualquer preço é muito caro. E se ele acha que o Boca já fez das tripas coração para renovar com Román não seria plausível transformar o coração em tripas, novamente. Posso ser leviano em acreditar que este mandato será um retorno do ideal macrista ao poder com seu bônus e ônus, mas quem está no comando de tudo é quem “cuidava” do dinheiro do clube quando não se tinha cuidado com dinheiro algum. Ou seja, boa sorte aos xeneizes. Vocês vão precisar.

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domingo, 4 de dezembro de 2011 Apertura, Boca Juniors | 22:01

iDale, dale Boca!

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O Boca Juniors necessitava apenas de um ponto para sagrar-se campeão do Apertura 2011. No entanto, a equipe xeneize derrotou o Banfield, em La Bombonera, por 3 a 0, e conquistou o torneio, após três anos, de forma invicta e com duas rodadas de antecedência. Darío Cvitanich, duas vezes, e Diego Rivero marcaram os gols do título.

La Bombonera lotada. Os boquenses já comemoravam o título antes mesmo do início da partida, afinal, um empate já era o suficiente. Mas logo aos nove minutos, Cvitanich, após bate e rebate na defesa do Taladro, abriu o marcador. Com o placar a favor, os xeneizes dominaram a partida, porém só ampliaram o marcador, aos 44 minutos, novamente com Cvitanich, de primeira, após cobrança de escanteio.

No primeiro minuto do segundo tempo, Rivero, de fora da área, acertou um belo chute e marcou o terceiro gol boquense. A partir daí, a festa que já era intensa tornou-se maior. O ídolo Román Riquelme, apesar de estar em recuperação por causa de uma fascite plantar, entrou em campo, aos 29 minutos, no lugar de Rivero, para erguer a taça.

Com a vantagem, os xeneizes apenas administraram a partida, diante de um Banfield apático.

A campanha

Formação que o Boca Junios entrou em campo nas últimas partidas, inclusive a o título.

Apesar de todas as marcas alcançadas, este time do Boca Juniors está longe de ser o melhor de todos os tempos, no entanto, já tem seu lugar guardado na história do futebol argentino e do próprio clube. O que deixou a desejar no sistema ofensivo compensou na força defensiva e na objetividade. Vide a campanha: 11 vitórias e seis empates.

Todavia, vale lembrar que poucos imaginariam – inclusive este que vos escrever – que este time entraria no Apertura para brigar pelo título, tampouco ganharia, afinal, o artilheiro da equipe se aposentara, Riquelme pouco atuou no último torneio, a defesa não inspirava confiança e ainda havia o temido promédio, o qual era baixo. Mas esta equipe, junto a Julio César Falcione, soube superar os obstáculos e conquistar o título.

Ao ser campeão antes do fim do torneio e invicto, o Boca igualou a sua própria marca alcançada entre 1998 e 1999, na era Bianchi. No entanto, o River Plate, em 94, e San Lorenzo, em 68 e 74, também conseguiram o êxito sem derrotas.

Ademais, o resultado de hoje, fez o clube alcançar a sua segunda maior sequência de invencibilidade, com 27 partidas. A maior foi de 40 partidas, há 13 anos, justamente na época do Virrey.

A outrora criticada defesa foi o ponto forte desta equipe. Agustín Orión, Facundo Roncaglia, Rolando Schiavi, Juan Insaurralde e Clemente Rodríguez trouxe a segurança desejada ao sistema defensivo, que foi vazado apenas quatro vezes. Nenhuma outra equipe conseguiu tal feito, em 17 rodadas de um torneio.

No setor de meio de campo, o cabeça de área Somoza deu o suporte necessário a zaga, com boa marcação e primeiro passe. Rivero e Erviti, conseguiram equilibrar as ações no setor, o primeiro com função defensiva, enquanto, o segundo explorava mais o ataque. Román, como tem sido há anos, é o motor desta equipe, mas quando não teve condições de jogar, Pochi Chávez conseguiu ser um substituto à altura, apesar das ressalvas.

Na frente, a rotatividade, por causa de lesões e suspensões, atrapalhou o setor e, consequentemente, o time. Cvitanich, Mouche, Viatri, Blandi e Araujo passaram pelo setor, e apesar de terem balançado pouco as redes foram muito importantes, 22 tentos, ao todo.

Mas, na minha concepção, o melhor desta equipe encontra-se no banco, o técnico Julio César Falcione, que soube trabalhar com limitações e não deu um valor excessivo ao craque do time, Román, como os demais treinadores.

Enfim, outro aspecto que pode render quebra de recorde dos xeneizes é a diferença de pontos para o vice. Atualmente, o segundo colocado é o Racing, com oito pontos, porém o Tigre está a nove pontos e uma partida a menos. Entretanto, restam nove em disputa, visto que o Matador jogará amanhã. Todavia, nove pontos foram as diferenças do River para o Independiente, no Apertura ’96, e Boca para Gimnasia y Esgrima de La Plata, no Apertura ’98. Logo, aguardar faz-se necessário.

Recordes a parte, os boquenses soltaram o grito que estava preso há três anos na garganta, o de campeão. E embora esta campanha tenha ressalvas, devo ressaltar que merece respeito, porque hoje o Boca não tem grande jogadores, mas tem um grande time.

Resultados

Fecha 1 – Olimpo 0 x0 Boca Juniors
Fecha 2 – Boca Juniors 4 x 0 Unión (Román Riquelme, Lucas Viatri (2) e Nicolás Colazo)
Fecha 3 – Newell’s Old Boys 0 x 1 Boca Juniors (Pablo Mouche)
Fecha 4 – Boca Juniors 1 x 1 San Lorenzo (Darío Cvitanich)
Fecha 5 – Independiente 0 x 1 Boca Juniors (Rolando Schiavi)
Fecha 6 – Boca Juniors 1 x 0 San Martín SJ (Walter Erviti)
Fecha 7 – Lanús 1 x 2 Boca Juniors (Walter Erviti e Lucas Viatri)
Fecha 8 – Boca Juniors 1 x 0 Estudiantes (Clemente Rodríguez)
Fecha 9 – Argentinos Juniors 0 x 0 Boca Juniors
Fecha 10 – Boca Juniors 1 x 0 Tigre (Castaño, contra)
Fecha 11 – Boca Juniors 0 x 0 Belgrano
Fecha 12 – Colón 0 x 2 Boca Juniors (Nicolás Blandi (2))
Fecha 13 – Boca Junios 3 x 1 Atlético Rafaela (Cristian Chávez e Nicolás Blandi (2))
Fecha 14 – Vélez Sarsfield 0 x 0 Boca Juniors
Fecha 15 – Boca Juniors 0 x 0 Racing
Fecha 16 – Godoy Cruz 1 x 2 Boca Juniors (Darío Cvitanich e Rolando Schiavi)
Fecha 17 – Boca Juniors 3 x 0 Banfield (Darío Cvitanich (2) e Diego Rivero)
Fecha 18 – Arsenal x Boca Juniors
Fecha 19 – Boca Juniors x All Boys

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domingo, 27 de fevereiro de 2011 All Boys, Boca Juniors, Clausura | 00:06

Quando a ausência se fez presente…

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Na partida que a figura principal foi a ausência, Boca Juniors e All Boys empatam em zero a zero, na Bombonera lotada. E os Boquenses seguem devendo em casa – uma goleada contra e um empate insosso -, neste Clausura.

Cartaz: Devolvam-me Román (Riquelme)!! Força gênio!! Boca é tua casa.

É complicado para uma equipe ser tão dependente de um jogador. Mas assim é o Boca Juniors de Riquelme. Isso, mesmo. Quase um sobrenome. O que sobrou de luta e esforço faltou de idéias e criatividade. Nem mesmo Ariel Ortega e Martín Palermo, dois ídolos, fizeram-se presentes.

O All Boys  teve as primeiras ações na partida. E apenas na segunda metade da primeira etapa a equipe da casa resolveu aparecer e deu trabalho ao irmão de Esteban, o goleiro Nicolás Cambiasso. Entretanto, não teve volume de jogo. Aos 41, em meio a uma confusão na área do Albo, Vella tirou uma bola em cima da linha e na sequência o arqueiro fez seu papel. Quatro minutos depois, num lance discutível Colazo marcou o gol, que foi anulado. Pois o árbitro marcou falta no arqueiro.

Bandeira: Román: obrigado por tanto e perdão por tão pouco.

Na etapa complementar, Nicolás Colazo mostrou-se muito ativo. Mas a equipe continuava não criando. E não jogando. A equipe de Floresta jogava à base dos contragolpes, mas os Xeneizes não era ofensivo, não dava espaços, apostava em ligações diretas e a partida ficou travada. O 4-4-2 que Julio César Falcioni tanto prezara não funcionava.

O All Boys entrou em campo no 4-5-1, porém no segundo tempo, Ortega saiu para entrada de Perea e Fabbiani entrou no lugar de Grazzini. Com estas substituições José Santos Romero desorganizou taticamente sua equipe, que havia entrado em campo com um atacante e colocou o segundo em detrimento de um meia. Ou seja, não criava. Apostava em surpreender Javi García, que pouco trabalho (ou nenhum) teve.

Do outro lado, em lances esporádicos e sem brilho o Boca forçava, dava trabalho a Cambiasso. Aos 39 minutos, Juan Pablo Rodríguez foi expulso. Mas a partida já estava fadada ao triste zero a zero.

Ao final, ecoava nas tribunas da Bombonera o nome de Riquelme. Não apenas os torcedores sentiram sua falta, mas a própria equipe. Logo, ficou clara a ausência de um ídolo, de Juan Román Riquelme, da criatividade e do futebol. Fica para a próxima, então.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Boca Juniors, Clausura, Godoy Cruz, River Plate | 02:11

Boca Tombou. River só empata

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Enquanto o Boca Juniors levara o terceiro gol, o técnico Xeneize Julio César Falcione atônito colocara a mão na cabeça e como num gesto sequencial escorreu as mãos e tapara os olhos. Não queria acreditar no que acabara de ver. Afinal, este era o terceiro gol que sua equipe recebera na estréia do torneio, jogando em casa e atuando com a equipe que ele armou com esmero. Mas Murphy é implacável em suas afirmativas, e aquela que diz: “nada está tão ruim que não pode piorar” se fez presente. Mal sabia ele, que outro gol estava por vir. No final, Godoy Cruz 4 a 1.

Boca Juniors dá vexame em plena La Bombonera.

Após três meses sem jogar, Riquelme estava de volta. Deu bons passes, tabelou, driblou, chutou, chamou a responsabilidade. Foi o Riquelme de outrora. Na verdade, o sistema ofensivo foi bastante eficaz. Já não pode dizer o mesmo do defensivo, este deficiente. Ou seja, ano novo, problemas velhos.

Por sua vez, o Godoy Cruz que, teoricamente, estaria fragilizado pela saída de diversas peças importantes – o técnico Omar Asad, a dupla titular de ataque, Carranza e Castillo, e o enganche sensação do último torneio, David Ramírez – não apresentou suas credenciais, mas entrou na festa e tornou-se um visitante indesejado, principalmente ao passear pela já conhecida Av. Clemente Rodriguez. Aquela que fica pelo lado esquerdo da defesa e pela qual surgiram os quatro gols do Tomba. Três em cruzamento e um numa caminhada, mesmo. Sem esquecer os créditos de Javier Garcia no primeiro tento. Rubén Ramírez marcou dois, Adrián Torrez e Carlos Sánchez, um cada. Sim… O Boca também fez um, Erviti, após uma linha de passe confusa na área Bodeguera.

Palermo pouco se apresentou na partida.

Voltando ao técnico. Falcione organizou a equipe no 4-4-2, com Riquelme e Erviti dividindo as ações de armação, na primeira etapa, Erviti ficou apagado, mas após o intervalo se apresentou e criou boas chances. Somoza parecia perdido em campo, nem sombra daquele do último verão. Battaglia com mais liberdade, ou imprudência, se apresentara ao ataque como elemento surpresa e até arriscou chutes de longa distância. Palermo pouco se apresentou. Mouche conseguiu perder os gols que só ele consegue. Mas os pontos negativos foram as laterais, principalmente a esquerda. Clemente era constantemente surpreendido fora de posição e Somoza não conseguia fazer a cobertura. Na segunda etapa, fez algumas substituições que acarretaram em variações táticas, passando pelo 3-4-3 e 3-1-3-3. Todos em vão.

Do outro lado, o Godoy não jogou futebol suficiente para impor um placar tão elástico, mas nem precisara. O Boca ajudava-lhe com os constantes erros defensivos. Resumindo, o placar de 4 a 1 para os visitantes, não condiz com a realidade. E a realidade já não confirma a idéia imposta pela pré-temporada. O verão acabou. Mas, também, esta só é a primeira partida do Clausura. Entretanto, Falcione, no banco, entregara-se as frustrações, com a mão na cabeça.

Pavone até tentou, mas...

Em seguida… De tão fraco poderia não ter existido. River Plate e Tigre fizeram uma partida fraca tecnicamente. 0 a 0 foi o placar justo em um jogo injusto, pois o medo ou as deficiências se impuseram diante da vontade de sair da situação que ambos se encontram. São adversários diretos na briga contra a Promoción, quatro pontos os separam. E Talvez, por isso, houvesse tanto medo em arriscar.

Os dois técnicos apostaram em povoar o meio de campo. J.J. López armou o River no 3-6-1, com quatro volantes e a dupla Lanzini e Lamela na armação para o solitário Pavone. Mas os Millionários pouco, ou nada, criaram, apostaram em chutes de média e longa distância. Enquanto, Arrubarrena organizou a equipe de Victoria no 4-5-1, e apostou nos erros do adversário, jogaram no contraataque.

Embora as duas equipes tenham tido chances de abrir o marcador, foram ínfimas diantes da necessidade. A partida, de fato, se concentrou na meia cancha e com bastantes erros de passes, de lado a lado. E o que sobrou de medo, faltou em emoção.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 Mercado | 23:15

Mercado: Transações domésticas…

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Após um início de janela de transferência morno, com incorporações por empréstimos e ausência de grandes nomes, os clubes argentino resolveram agir. Repatriando ídolos e negociando craques atuais e de outrora. Veja as contratações mais relevantes…

Mellizo com a camisa do GELP, no início da carreira.

Por amor. A chegada do técnico Ángel Cappa e do atacante Guillermo Barros Schelotto renovou o ânimo do Gimnasia y Esgrima de La Plata. Quase 14 anos, após deixar o clube do Bosque, o Mellizo seguiu para La Bombonera, onde atuou por dez anos, tornando-se um dos maiores vencedores do clube xeneize: 18 títulos. Posteriormente, foi para o Columbus Crew-EUA, no qual atuou por quatro anos. Tornou-se ídolo por onde passou, agora está de volta – por seis meses – para encerrar a carreira do clube de coração. Passe livre. E sem receber nada. O que diria Pelé?

Reforçado. O Boca Juniors não se deu por satisfeito em contratar o ex-técnico do Banfield, Julio César Falcione, e resolveu trazer também o melhor atleta da equipe, diga-se de passagem, o enganche Walter Erviti que após muita polêmica – fechou contrato com os Xeneizes de três anos de extensão, por 3,2 milhões de dólares (R$ 5,3 milhões). Chegou, por empréstimo, o volante Diego Rivero, proveniente do San Lorenzo, que levou Matías Giménez em troca, por empréstimo de um ano e opção de compra de 1,3 milhões de dólares (R$ 2,1 milhões). E para fazer dupla com Rivero, chegou Leandro Somoza, que estava no Vélez Sarsfield, porém tem o passe ligado ao Villareal-ESP. O clube espanhol recebeu 500 mil dólares (R$ 800 mil) pelo empréstimo de um ano. Por sua vez, o volante chileno Gary Medel transferiu-se para o Sevilla.

 

Bordagaray com a camisa do River.

Cadê? O River Plate fez apenas uma incorporação, o atacante Fabián Bordagaray, ex-San Lorenzo, que chegou sem ônus para a equipe, pois um grupo de empresários o colocou no clube. Em contrapartida, o clube vendeu o meia Diego Buonanotte para o Málaga-ESP (Saiba mais no próximo post da série). E por questões mais políticas do que econômicas ou futebolísticas, emprestou Ariel Ortega ao All Boys. Afinal, a paciência do técnico Juan José López com o ídolo Millionário havia chegado ao fim. Passarella renovou seu contrato por três anos e o negociou por empréstimo com o Albo, por seis meses e opção de renovação por mais um ano. A equipe de Floresta pagou 200 mil de dólares (R$ 333,5 mil), enquanto o River Plate pagará seu salário. Contudo, o All Boys vendeu o enganche Matías Pérez Garcia para o Universidad Chile-CHI, por 100 mil dólares.

Ofensivamente ofensivo. O Vélez Sarsfield contratou o enganche – do Godoy Cruz e sensação do Apertura – David Ramírez, por 3 milhões de dólares (R$ 5 milhões). Além do atacante argentino naturalizado mexicano Guillermo Franco, que estava sem clube. Agora, o Fortín possui um dos mais fortes sistemas ofensivos do país, quiçá do futebol sulamericano, como Mago Ramírez, Maxi Moralez, Tanque Silva e Burrito Martínez.

O motivo do adeus! Alejandro Sabella pediu incorporações, principalmente, um atacante de área e um defensor polifuncional, mas não foi atendido. No entanto, o Estudiantes contratou o meia Pablo Barrientos, Catania-ITA, por 1,3 milhões de dólares pelo empréstimo de seis meses, e o lateral esquerdo Nelson Benítez, ex-San Lorenzo, que chegou para o lugar de Rojo que foi para o futebol russo. Os valores da transação do defensor não foram revelados. Não foi o suficiente, então, Pachorra se foi. Chegou o ex-auxiliar de Marcelo Bielsa, na seleção chilena, Eduardo Berizzo.

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