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Posts com a Tag Futebol Argentino

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 09:30

Vélez Sarsfield quer voltar a ser Fortín

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No clube desde 2009, Ricardo Gareca é um dos pontos fortes desta equipe.

O Vélez Sarsfield tem sido nos últimos anos a equipe mais regular e forte do futebol argentino. Feito este que não se repetiu no último Apertura 2011, mas ainda assim, a equipe terminou o torneio em terceiro lugar. Talvez a grande sacada do fortín foi manter a base desde 2009, quando venceu o Clausura (apesar do resultado controverso), e agregar jovens. Ademais, o ótimo Ricardo Gareca.

Difícil dizer qual o ponto forte do Vélez, visto que manter uma equipe sólida e entrosada. Marcelo Barovero um dos melhores goleiros do futebol local. Na zaga, atua com jogadores bastante experientes – e “velhos”, este é um ponto a ser explorado pelos adversários. Contudo, todos têm o espírito da Libertadores.

No meio de campo, mescla experiência e juventude. O setor mais equilibrado da equipe, diga-se. A saída de Ricky Álvarez e Maxi Moralez, na temporada passada, fez equipe cair de rendimento. O não-retorno do artilheiro Santiago Silva também frustrou os fortineros. Mas a chegada do experiente meia Federico Insúa poderá dar um ânimo ao setor.

Já no ataque, Juan Manuel Martínez, apesar do porte de pivô deverá jogar pelos flancos, como é de costume e Mauro Óbolo será o homem de referência. Ao menos até a regularização e condição de jogo do experiente atacante Lucas Pratto. Forte candidato a ocupar uma das vagas.

Contudo, se há uma equipe que tem variações ofensivas, dentre as cinco classificadas, esta é o Vélez Sarsfield, porém é precoce afirmar qual dos Vélez entrará em campo nesta Libertadores: a equipe do Apertura ou a dos últimos anos.

Grupo: Acredito que qualquer um dos dois Vélez que entrar nesta Libertadores tem condições de passar para o mata-mata. Chivas, Deportivo Quito e Defensor Sporting são bons adversários e nenhum deles é saco de pancada, porém o fortín é mais time, desde que não seja soberbo (como eu estou sendo agora).

Time base: Marcelo Barovero; Fabián Cubero, Sebastián Domínguez, Fernando Ortiz e Emiliano Papa; Augusto Fernández, Héctor Canteros (Ivan Bella), Víctor Zapata e David Ramírez (Federico Insúa); Juan Manuel Martínez e Mauro Óbolo (Lucas Pratto). Técnico: Ricardo Gareca.

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Arsenal, Copa Libertadores da América | 09:00

Arsenal e a missão de incomodar

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Córdoba, Zelaya e Carbonero comemorando um gol.

Nem nos seus melhores momentos o Arsenal de Sarandí deixou de ser uma equipe intermediária do futebol argentino. No entanto, pode incomodar bastante os que o desdenha (como eu estou fazendo agora). Afinal, a equipe já tem experiência em competições internacionais.

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Destaco dois pontos positivos da equipe do papai Grondona. Um deles é o setor defensivo, onde atuam dois muito qualificados – Guillermo Burdisso – o irmão do Nicolás – e Lisandro López – homônimo ao atacante do Lyon, mas que também marca alguns gols. E como a equipe não possui um poderio ofensivo, a equipe aposta em contra-ataques com muita velocidade. E esta velocidade é a grande arma da equipe de Gustavo Alfaro.

As bolas paradas também podem dar dor de cabeça aos adversários, sobretudo, com a chegada dos dois zagueiros já citados.

No mais, pouco a destacar. A saída de Mauro Óbolo – para o Vélez – implicou na falta de um homem de referência. O que não é de todo mal, visto que ora a equipe joga com dois ora com três homens na frente, e tanto Zelaya, como Córdoba e Leguizamon guardam os seus.

Grupo: O Arsenal ter passado da pré-Libertadores não é surpresa alguma, mas no grupo com Boca Juniors e Fluminense não apostaria minhas fichas no Viaducto. Zamora é o mais fraco deste grupo.

Time base: Cristian Campestrini; Adrián González, Lisandro López, Guillermo Burdisso e Damián Pérez; Diego Torres (Carlos Carbonero), Iván Marcone (Luciano Leguizamon), Nicolás Aguirre e Juan Pablo Caffa; Jorge Córdoba  e Emilio Zelaya. Técnico: Gustavo Alfaro.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 No Exterior, Reflexão | 00:22

O plano de Tévez

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Deturpando o dito popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”, pode-se que Carlos Tévez está escrevendo sua história torta por linhas certas. Isto porque, em 2009, ele já havia declarado o desprazer que estava sendo jogar futebol e colocou em pauta a aposentadoria.  Ainda não se aposentou de fato, mas a carreira há tempos deixou de ser prioridade para ele.

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À época, Carlitos tinha 25 anos e para alguns soou imatura a declaração. Hoje, às vésperas de completar 28 ele segue com seu plano, diga-se, patético. Não pelo objetivo (para não dizer fim), mas pelos meios. Contudo, este plano parece ter sido traçado desde que chegou ao Corinthians, tornar-se ídolo e sair pelos fundos. E assim seguiu, do West Ham ao Manchester United, dos Diabos Vermelhos ao Manchester City, e quiçá assim por diante. Convenhamos que professores não lhe faltaram.

Há quatro meses sem jogar desde que negou-se a entrar em campo pelos Citizens, ele curte seu trimestre sabático na Argentina. E que provavelmente seguirá até junho. Enquanto isso, seu nome foi ventilado pelo Milan, Inter, Paris Saint German, Corinthians e Boca Juniors. Contudo, seu procurador, Kia Joorabchian, não obteve êxito. Para completar, o diário espanhol Sport divulgou que, desde a contusão de David Villa, ele havia sido oferecido ao Barcelona por diversas vezes e descartado.

Nesta terça-feira (31), a janela de transferência européia fechou e Tévez seguiu sem um novo destino. Talvez isto faça parte do seu plano de aposentadoria gradativa (ou repentina) e com bônus, ou ônus, de perder dinheiro e prestigio. Mas não se pode negar que ele de fato tem escrito corretamente e com afinco a torta história que se propôs, embora poucos (ou ninguém) queiram vê-la. Meus pêsames.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Barra Brava, Curiosidade, Imagem | 23:12

Barras entram no hospital para vingar morte de companheiro

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Brigas internas de barrabravas ganharam mais um capítulo triste na história do futebol argentino. Um torcedor foi assassinado numa briga entre duas facções rivais do Nueva Chicago, nesta tarde, no bairro de Mataderos, em Buenos Aires.

Agustín Rodríguez, de 27 anos, fazia parte do grupo Los Perales e foi agredido com chute e pauladas até a morte por torcedores do grupo Los Antenas. Contudo, enquanto um dos supostos agressores estava sendo operado no hospital Santojanni, companheiros do jovem assassinado invadiu o hospital para vingar sua morte. Confira o vídeo:

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Boca Juniors | 22:38

Santiago Silva: poste ou tanque?

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Após firmar contrato por três temporadas, Silva foi apresentado na Bombonera e viajou para Tandil, onde o grupo faz pré-temporada.

“Minha forma de jogar encaixa perfeito no Boca [Juniors]”, afirmou o atacante uruguaio Santiago Silva, ao chegar ao clube com o respaldo do treinador, Julio César Falcione, e, sobretudo, do maior artilheiro xeneize de todos os tempos, Martín Palermo. Afinal, foi duas vezes campeão argentino, por Banfield ’09 e Vélez Sarsfield ’11, e duas vezes artilheiro.

Logo, com credenciais para a vaga em aberto, diga-se. No entanto, ele terá poucas oportunidades para fazer jus as suas palavras, visto que no primeiro semestre só poderá atuar Copa Libertadores da América, segundo determinações da Fifa. Mas, ainda assim, pode-se dizer que é um reforço. O atleta foi adquirido por 2,5 milhões de euros e assinou contrato por três temporadas. 

Apesar do título do Apertura, o ataque xeneize foi a maior deficiência da equipe de Falcione. Muitos passaram pelo setor e nenhum deixou saudade, apenas poucos gols. Como o intuito é volta a ser temido, o clube necessita bem mais do que apostar num frágil Juan Román Riquelme com suas bolas paradas e num ataque que marca gols esporadicamente.

Embora a passagem do uruguaio pela Fiorentina não tenha deixado saudades tampouco a estadia no Parque São Jorge, Silva é um atacante de referência e goleador, a julgar pelas últimas temporadas no futebol argentino. Se em alguns países ele não passou de um poste, em terras portenhas ele tornou-se o Tanque. E se se mantiver assim, os boquenses agradecerão.

Pablo Ledesma – Dado como certo em La Bombonera há semanas, o meia ainda não assinou com o Boca Juniors. Segundo Falcione, o entrave é a questão financeira. No entanto, o clube espera o anunciar ainda nesta semana. Seria outra ótima aquisição.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 Lionel Messi, No Exterior, Reflexão | 22:28

Mais uma Bola de Ouro para coleção de Messi

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Messi pela terceira vez seguida é eleito o Melhor do Ano pela Fifa. Mas isso não é nada.

Classificar Lionel Messi como um jogador a frente do seu tempo parece óbvio, mas inevitável. O argentino conquistou, nesta segunda-feira, mais um triplete na carreira, desta vez, ao ganhar pela terceira vez consecutiva a Bola de Ouro da Fifa – 2009, 2010 e 2011 – e ratificou seu nome na história.

Ainda assim muitos o desmerecerão. Alguns, pelo simples fato dele ser argentino, outros por não ser brasileiro, diga-se, este é um fardo que muitos carregam. Afinal, os que vivem do futebol além-fronteira precisam aprender muito conosco, não é verdade?

Em terras tupiniquins, por exemplo, temos craques sensacionais do quilate de Neymar e Ganso, que ganharam tudo que disputaram com louvor, nunca amarelaram quando colocados em check e melhor: são super humildes. Enfim, tendo tais estrelas para quê este tal de Messi, né?

Imagino que, muitos enquanto leem este texto devem estar pensando: “Mas ele não é melhor do que Pelé”. E antes que vocês, que se questionam sobre tal coisa, fiquem preocupados, gostaria de avisar que não tenho a pretensão de compará-lo a Dios, tampouco ao Rei. Afinal, ele não marcou mais de mil gols ou venceu uma Copa sozinho. E se um dia ainda o fizer, não será melhor do que tais, pois já está incrustado no imaginário coletivo quem são os melhores. Quiçá, Lio pagará o preço de muitos o terem visto jogar.

Aos 24 anos, no alto dos seus 1,69 cm não sabe marcar gols de cabeça e só sabe chutar com o pé esquerdo. Logo, subentende-se que gols não são seu forte: na temporada 2011 foram 58 gols em 68 partidas. Ao menos, assistências ele sabe fazer, ao todo, foram 28. Uma ilusão, diria.

Na sua ainda curta carreira foram cerca de 20 títulos oficiais por equipes, sendo só dois com a Seleção da Argentina, um Sub 20 e um mísero título Olímpico. Este que qualquer jogador brasileiro tem no currículo. Os torcedores então estão cansados de comemorarem. Talvez por isso tanto desdém.

Esta foi apenas a terceira Bola de Ouro da Fifa, que ele ganhou. Ademais, já conquistou prêmio como Melhor Jogador da Europa, Chuteira de Ouro da Uefa, Maior goleador da história da Supercopa da Espanha, Patrimônio Esportivo da Humanidade, dentre outros, que qualquer jogador já conquistou. Contudo, este garoto ainda tem que comer muito feijão com arroz para se tornar um Messi.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Reflexão, River Plate | 22:19

Segunda divisão, reforços de primeira

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Observar o inflacionado mercado brasileiro e a dificuldade das equipes grandes em se reforçarem para disputar a Série A soa como uma ironia, na minha vaga concepção. Ainda mais, quando miro meus olhos para nossos hermanos e vejo o outrora millionário River Plate se reforçar para seguir disputando a modesta B Nacional.

Trezeguet se apresentou hoje ao novo clube. | Reprodução do site oficial do River Plate

Haverá quem diga, mas “o River é o River”, sem lembrar que, “segunda divisão é segunda divisão”. E neste momento, muitos vão esquecer que se olham com desdém para a Primera División, o que dizer sobre a Segunda? Por estas bandas, nos orgulhamos em dizer que craques internacionais estão voltando para casa, fato. Mas quais deles se ofereceram para o clube sem fazer leilão por seus passes? E quais destes clubes estavam na prestigiada Série B brasileira?

Isto me faz lembrar que até poucos anos atrás, o “além fronteira” era visto com desprezo pelos profissionais de futebol no Brasil, desculpem-me, mas aqui eu generalizo. Atualmente, os estrangeiros sul-americanos, sobretudo, os argentinos tornaram-se uma saída viável para os clubes, além de encantamento.

Voltando. No início da B Nacional, chegaram aos millionários Chori Domínguez, Cavenaghi e Cristian Ledesma, dentre outros. Antes do Natal, a perua de todos os finais de ano se concretizou: Trezeguet fechou com o clube. E agora, Leo Ponzio desligou-se do Zagaroza para acertar com a equipe argentina. Ironicamente, todos se ofereceram.

E novamente virá alguém para questionar, “mas Trezeguet ainda joga?”, “Cave-o-quê?” e outras coisas deste quilate. Convenhamos, nenhum “astro” brasileiro que retornou brilhou na última temporada, além disso, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Adriano ainda não mostraram a que vieram.

Vale mencionar que, o Peso é menos da metade do Real e na Europa os jogadores recebem em Euro, que é um pouco mais do que o dobro da nossa moeda. E ainda assim, os jogadores abriram mão do que recebiam para jogar a segunda divisão argentina, com ressalvas para Trezeguet que recebiam ainda mais, visto que estava nos Emirados Árabes.

Contudo, a fragilidade econômica do clube de Núñez o impede de fazer altos investimentos financeiros. Mas não de usar sua marca, a torcida, a paixão e, com isso, apostar alto, ainda que o torneio em disputa seja apenas a segunda divisão.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Boca Juniors | 01:11

Cuidado! Angelici no poder

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Seria Angelici o novo Macri? Espero que não.

Daniel Angelici assumiu a presidência do Boca Juniors. Para muitos, ou pelos para os que votaram nele, um motivo de alegria e perspectiva de crescimento. Para este que vos escreve não. Longe de acreditar que Amor Ameal era a pessoa ideal para conduzir o clube, mas não consigo dissociar Angelici à imagem de Maurício Macri.

Na verdade, Angelici foi tesoureiro do clube de 1995 até meados de 2010. Esteve presente em boa parte dos mandatos de Macri, hoje prefeito de Buenos Aires, que levou o clube a outro patamar de mídia e, sobretudo, de dívida – conquistou títulos e expandiu-se como poucos e deixou dívidas como nenhum outro.

Além de fazer parte da conturbada renovação do ídolo do clube Juan Román Riquelme. Antes preciso dizer que não defendo Román, mas, vale explicar que ele usou o discurso da realidade financeira para justificar algo que partia do lado pessoal de outrem, leia-se: Macri. Quem não lembra do Topo Gigio imitado por Román? Pois é, Macri não esqueceu ainda.

Ao lado dos seus vices – Oscar Moscariello, Juan Carlos Crespi, Rodolfo Ferrari e César Martucci -, ele foi oficializado no cargo e em apenas 15 minutos de coletiva me fez lembrar que há uma Libertadores pela frente. Ademais, há interesse em Santiago Silva, apesar de ter um impedimento legal de contratá-lo, ou em Mauro Boselli (de novo?), que renovará com Julio César Falcione e, sobretudo, que o macrismo ainda paira sobre La Boca.

Crescer a qualquer preço é muito caro. E se ele acha que o Boca já fez das tripas coração para renovar com Román não seria plausível transformar o coração em tripas, novamente. Posso ser leviano em acreditar que este mandato será um retorno do ideal macrista ao poder com seu bônus e ônus, mas quem está no comando de tudo é quem “cuidava” do dinheiro do clube quando não se tinha cuidado com dinheiro algum. Ou seja, boa sorte aos xeneizes. Vocês vão precisar.

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sábado, 10 de dezembro de 2011 AFA, Reflexão | 02:06

Outra discussão utópica

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Torneio curto ou longo? Quando se acredita que é um assunto superado, eis que ele volta à tona. Por oportunismo ou necessidade, visto que não passa de politicagem. Desta vez, quem se encarregou de trazê-lo à mídia foi o presidente do Lanús, Nicolás Russo, ao afirmar que Don Julio o havia encomendado a tarefa: avaliar a possibilidade de um torneio longo.

“Se está avaliando a possibilidade de jogar um torneio longo de 38 rodadas no lugar de dois de 19. É uma tarefa que me encomendo Julio Grondona e pelo qual estou muito agradecido. A ideia seria iniciar em 1º de julho de 2012 e finalizar em 30 de junho de 2013”, explicou.

O dirigente Granate ainda explicou que os esquemas dos promédios e rebaixamento seguiriam da mesma forma.  Ridícula, diga-se.

Contudo, ano após ano este assunto sempre aparece e desaparece, com um oportunismo fora do comum. Observando a data de início e término deste tal torneio, gostaria muito de saber quando se iniciaria, ao menos, o próximo, visto que, curiosamente, ele terminaria um dia antes do começo do seguinte?

Se tratando promédios e rebaixamento, talvez haja a necessidade de mais de um “grande” disputar simultaneamente a B Nacional para os métodos começarem a ser reavaliados. No mais, não acredito que algo mudará. Estamos falando de Grondona, vale lembrar. O último torneio longo na Argentina foi disputado na temporada 1989/1990.

Enfim, Russo, que além de presidente Granate é membro do conselho executivo da AFA, afirmou recentemente que “Grondona é o melhor dirigente da história do futebol mundial”. Ou seja, não pode-se levar à sério qualquer coisa que saia deste indivíduo brincalhão.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 No Exterior | 15:07

Carlitos, o ator principal de uma patética novela

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Carlos Tévez e Milan entraram em acordo. Ao menos, é o que afirma o diário esportivo italiano Gazzetta dello Sport, que frisou ainda que o Manchester City, todavia, não deu qualquer resposta sobre o assunto. Aguardar faz-se necessário, mas creio que o acerto é questão de tempo, afinal, o argentino já não é bem quisto em Manchester, nem do lado vermelho, tampouco do azul.

O diário divulgou que o acordo é de 2,5 milhões de euros ao ano e o clube rossonero tem a opção de compra no valor de 23 milhões de euros. Ou seja, para acertar com o clube italiano Carlitos “renunciou a uma montanha de dinheiro”, como afirmou Adriano Galliano, vice-presidente do Milan, visto que o atleta recebia oito milhões de euros no City.

“Só me vejo com as cores rubro-negra. Quero ir ao Milan. Espero estar logo com vocês”, declarou Carlitos. Muito lindo, beira o romantismo, diga-se. E se chorasse, então… Mas este será só mais um capítulo de uma novela que ganhou ares de decadência.

O Apache parece ter aprendido com o tempo e com alguns brasileiros como não se deve fazer. Dinheiro, fama, mídia, tudo isso ele têm. Contudo, respeito e humildade estão sendo jogados por terra, vide os rumos que tomou desde que deixou La Boca.

Transferiu-se para o Corinthians, conquistou títulos e o coração dos torcedores, e, junto ao MSI e Kia Joorabchian, saiu pelas portas dos fundos. Caiu no modesto West Ham, levantou a moral da equipe, conseguiu um vice na FA Cup, e logo despediu-se. Aparecendo no Manchester United. Nos diablos, ganhou títulos e a torcida, não gostou de ser mais um em meio a um elenco de craques e saiu brigado com o técnico e alguns dirigentes. Foi parar no vizinho, City. Ganhou um título e, novamente, a torcida, mas não deixou de sair pelos fundos, como tem sido de costume.

Recusou-se a entrar em campo numa partida pela Liga dos Campeões, contra o Bayern Munique, na Alemanha, na qual sua equipe estava perdendo. A partir daí desencadeou uma série de problemas, como viagens sem autorização e faltas a treinamentos, até que o City o liberou para negociar com o Milan. O final, quanto aos italianos, ainda estar por vir.

E qualquer semelhança com alguns craques brasileiros não é mera coincidência.

Talvez por vir de um lugar simples, beirando a miséria, Carlitos mostra uma gana de vencer peculiar. Esforço, raça, técnico e paixão são alguns dos temperos dele, no entanto, com uma pitadinha de falta de profissionalismo está estragando tudo. Ou, ao melhor estilo novelesco, está indo de mocinho a vilão.

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