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terça-feira, 6 de março de 2012 Boca Juniors, Clausura, Copa Libertadores da América | 10:11

O peso de um clichê

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Boquita comemorando o hexa da Libertadores, em 2007

“A equipe deles é muito agressiva, nós não podemos aceitar isso. Sei que precisamos trabalhar e melhorar muito nossa defesa, por isso prefiro evitar que ela fique exposta”, afirmou Abel Braga, técnico do Fluminense, sobre o Boca Juniors. Sobre tal afirmativa só tenha duas observações a fazer.

Uma é: o Fluminense realmente precisa organizar sua zaga. Leandro Euzébio foi expulso na estreia num lance de total destempero e merecia bem mais do que apenas um cartão vermelho. Gum que seria o substituto está lesionado. Mas o problema defensivo do Flu é bem maior do que a ausência de ambos é organizacional e de personalidade, que já não cabe aqui discorrer.

A outra é observação é referente a equipe que ele tem assistido. Creio que não seja a mesma que eu tenho assistido nos últimos tempos. Na realidade, nem aquela equipe vencedora da era Bianchi era agressiva. Atacava pontualmente e com poucos jogadores, marcava por zona e pressionava o meio de campo adversário. Só. Voltando a esta. Ela segue a mesma mentalidade e formação (4-3-1-2), ataca com poucos homens, os atacantes saem para buscar jogo e os laterais apoiam bastante, mas agredir é algo que os xeneizes não conseguem, infelizmente.

Há outras coisas que poderiam ser ressaltadas, como uma base sólida, a “organização” na defesa, a bola parada de Juan Román Riquelme e as chegadas dos volantes. Todavia, o jogo não será de fato fácil para o Flu. Mas agressividade? Confesso que até gostaria de vê-los assim. É fato que o Boca está invicto a 36 partidas oficiais, mas se por um lado devemos respeitar e exaltar os méritos, por outro, devemos ser lúcidos e apontar que muitas dessas vitórias são deméritos das outras equipes, me desculpe os xeneizes.

Mas se tratando que a partida de quarta-feira (07) será em La Bombonera, a equipe carioca de fato deve se preocupar. Talvez não com q equipe que vai enfrentar, mas com o clube, com o “bicho papão dos brasileiros”. Afinal, se o clichê já pesa quanto mais a mística.

Resultados da fecha 4.

(14º) Newell’s Old Boys 0 x 2 Belgrano (6º)
(16º) Banfield 1 x 1 Godoy Cruz (11º)
(5º) All Boys 0 x 0 Vélez Sarsfield (3º)
(20º) Independiente 1 x 3 Argentinos Juniors (13º)
(9º) San Martín San Juan 0 x 1 Estudiantes (4º)
(15º)San Lorenzo 0 x 2 Boca Juniors (1º)
(18º) Unión 2 x 2 Colón (10º)
(17º) Arsenal 0 x 0 Racing (19º)
(2º)Tigre 1 x 0 Lanús (7º)
(8º) Olimpo 2 x 1 Atlético Rafaela (12º)

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Apertura | 14:25

Apertura, fecha 4: Resultado

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A quarta rodada começou com cinco líderes – Boca Juniors, Racing, Lanús, Colón e Vélez Sarsfield -, todos jogaram em casa diante de sua torcida, no entanto, nenhum deles conseguiu vencer e fazer justiça a posição que ocupava. Então, a fecha finalizou com um novo líder, o recém ascendido Atlético Rafaela. A rodada teve média de 1,9 gols por partida.

A Academia recebeu o Arsenal, no Cilindro, mas nem sua condição de líder, muito menos o fator casa foi o suficiente para superar o fraco futebol apresentado e o organizado Viaducto. O zero a zero é reflexo do bom sistema defensivo do Racing e fraco poder ofensivo apresentado pelos visitantes.

O Lanús possui um bom plantel e até aqui conseguiu bons resultados, mas segue devendo o futebol. Diante do Tigre não foi diferente, enquanto, o Matador foi comedido, o Granate foi impotente. Valeri segue fazendo falta.

Por sua vez, Vélez Sarsfield, que havia perdido o artilheiro Santiago Silva, foi batido pelo All Boys, no José Amalfitani. Esta foi a primeiro vitória do Albo no Apertura e a segunda vitória consecutiva, ante o Fortín.

No clássico de Santa Fé, o Colón não conseguiu se reabilitar dos dois gols sofridos antes da metade do primeiro tempo e foi derrota pelo arquirrival Unión, que conseguiu a primeira vitória no Apertura. Foram oito anos de hiato deste dérbi e a festa da torcida no início deu lugar a confusão dos futebolistas no final. Deprimente.

Já no “pseudo dérbi”, Boca Juniors e San Lorenzo empataram em 1 a 1, na Bombonera. Seria um placar comum, se o gol do anfitrião não fosse resultado de uma polêmica jogada. Porém, Tula dava condições de jogo. E o que pode-se dizer da equipe xeneize e que, após diversas campanhas desastrosas, a equipe parece está se ajustando, ao menos em campo.

Contudo, o Atlético Rafaela não parece está muito preocupado com os rivais mais pomposos e mantém a regularidade que o fez se promovido. Em quatro partidas, perdeu uma e venceu três, a vítima da vez foi o Olimpo. Cravar como candidato ao título é precoce, porém a Crema ainda dará muito trabalho, neste Apertura.

Resultados da rodada:

Godoy Cruz 1 x 0 Banfield
Estudiantes 2 x 2 San Martín SJ
Racing 0 x 0 Arsenal
Lanús 0 x 0 Tigre
Atlético Rafaela 3 x 1 Olimpo
Vélez Sarsfield 0 x 1 All Boys
Colón 0 x 2 Unión
Belgrano 2 x 3 Newell’s Old Boys
Boca Juniors 1 x 1 San Lorenzo
Argentinos Juniors 0 x 0 Independiente

Gols da rodada:

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011 AFA, Apertura, Seleção | 18:49

Apertura, fecha 4 e o hiato de silêncio…

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Quando o silêncio fala mais alto...

“Ninguém me explicou nada, gostaria que Grondona houvesse me explicado por que fui (demitido). Pelo menos, teria a chance de me defender, dizer o meu (lado)”, criticou Sergio Batista, ex-técnico da Argentina, um mês depois de sair do cargo. Enfim, ética não é algo que se pode cobrar de dirigentes de confederações, né? E qualquer semelhança com o que temos por aqui, não é mera coincidência. 

Quando o cargo de selecionador caiu no colo de Alejandro Sabella, Checho Batista ainda era o dono, ao menos, não havia sido formalmente demitido. No entanto, já havia sido destituído do cargo publicamente, por Grondona e parte de sua trupe. 

Como justificativa, Don Julio disse que a imprensa havia derrubado o técnico, e que não era essa a vontade dele. Talvez não o fosse, mas foi! Afinal, Ninguém manda e desmanda mais no futebol argentino do que seu ego. Aliás, não há afirmativa mais incrustada no imaginário popular, do que a já consagrada por Grondona, que solta no ar de tempos em tempos: “Tudo passa”. É verdade, menos ele.

Os resultados e a pressão popular já falaram por si. Não havia clima para se manter no cargo. Fato. Porém o mínimo que se deseja é respeito, o que é pedir demais aos senhores do poder. Suas palavras já não fariam diferente, desculpe-me pela franqueza. E o hiato de um mês sem falar, credenciou Batista ao silêncio eterno.  Ou seja, neste caso, o silêncio falou mais alto.

Fecha 4: Dentre os confrontos desta quarta rodada, o pseudo dérbi, entre Boca Juniors e San Lorenzo, é sem dúvida o mais interessante, por se trata de duas equipes grandes, mas não necessariamente, grandes equipes. No entanto, outros confrontos merecem atenção, como Vélez Sarsfield x All Boys e Racing x Arsenal.

 Sexta-feira (26)
17h Godoy Cruz x Banfield
19h10 Estudiantes x San Martín SJ (Esporte Interativo)
21h15 Racing x Arsenal

Sábado (27)
15h05 Lanús x Tigre
17h10 Atlético Rafaela x Olimpo
21h15 Vélez Sarsfield x All Boys (Esporte Interativo)

Domingo (28)
14h Colón x Unión
16h Belgrano x Newell’s Old Boys
18h10 Boca Juniors x San Lorenzo (Esporte Interativo)
20h15 Argentinos Juniors x Independiente

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