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domingo, 11 de março de 2012 Boca Juniors, Clausura, Independiente, Reflexão | 23:24

Gracias, Futbol!

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Antes de prolongar-me, confesso: sou torcedor do Boca Juniors. Mas hoje isso pouco importou. Os xeneizes perderam do Independiente por 5 a 4 em plena Bombonera, e eu comemorei. Passeei por diversas sensações e relembrei porque o Futebol é importante na minha vida.

Farías converteu um hat-trick, em La Bombonera, e se tornou o herói da vitória Roja

Sei a importância que o Esporte e, sobretudo, o Futebol têm na construção antropológica e sociológica do ser. Sei também que uma derrota pode transformar sonhos em pesadelos, alegrias em tristezas e por ai vai… São inúmeras as transformações.

Contudo, descobrir a muito tempo atrás que posso me entregar ao futebol e todos os sentimentos que ele pode acarretar, sem que para isso precise me tornar irracional, cego, agressivo… Pode parecer balela de torcedor, mas não é.

Voltando ao que de fato interessa, hoje tive o prazer de assistir a um jogo memorável. Vi o time pelo qual eu torço sofrendo dois gols em seis minutos, quando o primeiro saiu, não havia completado nem o primeiro minuto de jogo (38 segundos). Claro, que na minha cabeça passava um misto de temor e expectativa. Até Facundo Roncaglia descontar, aos 12 minutos do primeiro tempo, e devolver-me a crença.

E quando eu começava a imaginar que o Boca iria conseguir virar, eis que Ernesto Farías, aquele mesmo que o Cruzeiro comprou sem saber quem era e depois o descartou sem conhecê-lo, ampliou. 3 a 1, aos 32 do primeiro tempo. Atônito não sabia o que pensar. Os xeneizes mostravam sinais de reação e sempre que eu me empolgava a defesa me mostrava que eu deveria ter calma. E eu já quase descrente, Juan Román Riquelme descontou, aos 45 minutos. Acabou o primeiro tempo.

Com ânimo renovado, viriam os 50 minutos restantes, isso mesmo, não errei no cálculo. E para a alegria boquense, Roncaglia marcara um doblete empatando a partida. E mesmo sem jogar um futebol vistoso, o Boca conseguiu ficar pela primeira vez na frente do marcador, com Ledesma, aos 29 da segunda etapa. Aqui a alegria se fazia presente. Afinal, neste momento, os de La Boca pareciam ter selado a vitória. A equipe diminuiu o ritmo, que já não era intenso, sentiu-se no controle da partida e… Eis que para surpresa geral surge novamente Tecla Farías e de cobertura empata o certame, aos 44.

Putz, pensei. Os Rojos, que estavam em crise, fizeram 3 a 1 na casa do adversário, sofreram a virada e ainda tiveram fôlego de buscar o empate no último minuto de jogo. E em meio a um turbilhão de ideia, acreditei que “por hoje era só”. Foi aí que cometi o mesmo erro que muitos comentem. O jogo não havia terminado. Coube tempo ainda para Farías marcar o triplete, comemorar a vitória dos Diablos, aos 50, e de deixar numa sensação entre o atordoado e o feliz.

Aos que não entendem a felicidade que senti, apesar da derrota do Boquita, explico: o futebol me presenteou com diversas emoções que talvez só o próprio pudesse proporcional num curto espaço de tempo. Não gostei da derrota, mas, neste caso, o Futebol venceu e me fez lembrar porquê o amo.

Gracias, Futbol!

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domingo, 4 de dezembro de 2011 Apertura, Boca Juniors | 22:01

iDale, dale Boca!

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O Boca Juniors necessitava apenas de um ponto para sagrar-se campeão do Apertura 2011. No entanto, a equipe xeneize derrotou o Banfield, em La Bombonera, por 3 a 0, e conquistou o torneio, após três anos, de forma invicta e com duas rodadas de antecedência. Darío Cvitanich, duas vezes, e Diego Rivero marcaram os gols do título.

La Bombonera lotada. Os boquenses já comemoravam o título antes mesmo do início da partida, afinal, um empate já era o suficiente. Mas logo aos nove minutos, Cvitanich, após bate e rebate na defesa do Taladro, abriu o marcador. Com o placar a favor, os xeneizes dominaram a partida, porém só ampliaram o marcador, aos 44 minutos, novamente com Cvitanich, de primeira, após cobrança de escanteio.

No primeiro minuto do segundo tempo, Rivero, de fora da área, acertou um belo chute e marcou o terceiro gol boquense. A partir daí, a festa que já era intensa tornou-se maior. O ídolo Román Riquelme, apesar de estar em recuperação por causa de uma fascite plantar, entrou em campo, aos 29 minutos, no lugar de Rivero, para erguer a taça.

Com a vantagem, os xeneizes apenas administraram a partida, diante de um Banfield apático.

A campanha

Formação que o Boca Junios entrou em campo nas últimas partidas, inclusive a o título.

Apesar de todas as marcas alcançadas, este time do Boca Juniors está longe de ser o melhor de todos os tempos, no entanto, já tem seu lugar guardado na história do futebol argentino e do próprio clube. O que deixou a desejar no sistema ofensivo compensou na força defensiva e na objetividade. Vide a campanha: 11 vitórias e seis empates.

Todavia, vale lembrar que poucos imaginariam – inclusive este que vos escrever – que este time entraria no Apertura para brigar pelo título, tampouco ganharia, afinal, o artilheiro da equipe se aposentara, Riquelme pouco atuou no último torneio, a defesa não inspirava confiança e ainda havia o temido promédio, o qual era baixo. Mas esta equipe, junto a Julio César Falcione, soube superar os obstáculos e conquistar o título.

Ao ser campeão antes do fim do torneio e invicto, o Boca igualou a sua própria marca alcançada entre 1998 e 1999, na era Bianchi. No entanto, o River Plate, em 94, e San Lorenzo, em 68 e 74, também conseguiram o êxito sem derrotas.

Ademais, o resultado de hoje, fez o clube alcançar a sua segunda maior sequência de invencibilidade, com 27 partidas. A maior foi de 40 partidas, há 13 anos, justamente na época do Virrey.

A outrora criticada defesa foi o ponto forte desta equipe. Agustín Orión, Facundo Roncaglia, Rolando Schiavi, Juan Insaurralde e Clemente Rodríguez trouxe a segurança desejada ao sistema defensivo, que foi vazado apenas quatro vezes. Nenhuma outra equipe conseguiu tal feito, em 17 rodadas de um torneio.

No setor de meio de campo, o cabeça de área Somoza deu o suporte necessário a zaga, com boa marcação e primeiro passe. Rivero e Erviti, conseguiram equilibrar as ações no setor, o primeiro com função defensiva, enquanto, o segundo explorava mais o ataque. Román, como tem sido há anos, é o motor desta equipe, mas quando não teve condições de jogar, Pochi Chávez conseguiu ser um substituto à altura, apesar das ressalvas.

Na frente, a rotatividade, por causa de lesões e suspensões, atrapalhou o setor e, consequentemente, o time. Cvitanich, Mouche, Viatri, Blandi e Araujo passaram pelo setor, e apesar de terem balançado pouco as redes foram muito importantes, 22 tentos, ao todo.

Mas, na minha concepção, o melhor desta equipe encontra-se no banco, o técnico Julio César Falcione, que soube trabalhar com limitações e não deu um valor excessivo ao craque do time, Román, como os demais treinadores.

Enfim, outro aspecto que pode render quebra de recorde dos xeneizes é a diferença de pontos para o vice. Atualmente, o segundo colocado é o Racing, com oito pontos, porém o Tigre está a nove pontos e uma partida a menos. Entretanto, restam nove em disputa, visto que o Matador jogará amanhã. Todavia, nove pontos foram as diferenças do River para o Independiente, no Apertura ’96, e Boca para Gimnasia y Esgrima de La Plata, no Apertura ’98. Logo, aguardar faz-se necessário.

Recordes a parte, os boquenses soltaram o grito que estava preso há três anos na garganta, o de campeão. E embora esta campanha tenha ressalvas, devo ressaltar que merece respeito, porque hoje o Boca não tem grande jogadores, mas tem um grande time.

Resultados

Fecha 1 – Olimpo 0 x0 Boca Juniors
Fecha 2 – Boca Juniors 4 x 0 Unión (Román Riquelme, Lucas Viatri (2) e Nicolás Colazo)
Fecha 3 – Newell’s Old Boys 0 x 1 Boca Juniors (Pablo Mouche)
Fecha 4 – Boca Juniors 1 x 1 San Lorenzo (Darío Cvitanich)
Fecha 5 – Independiente 0 x 1 Boca Juniors (Rolando Schiavi)
Fecha 6 – Boca Juniors 1 x 0 San Martín SJ (Walter Erviti)
Fecha 7 – Lanús 1 x 2 Boca Juniors (Walter Erviti e Lucas Viatri)
Fecha 8 – Boca Juniors 1 x 0 Estudiantes (Clemente Rodríguez)
Fecha 9 – Argentinos Juniors 0 x 0 Boca Juniors
Fecha 10 – Boca Juniors 1 x 0 Tigre (Castaño, contra)
Fecha 11 – Boca Juniors 0 x 0 Belgrano
Fecha 12 – Colón 0 x 2 Boca Juniors (Nicolás Blandi (2))
Fecha 13 – Boca Junios 3 x 1 Atlético Rafaela (Cristian Chávez e Nicolás Blandi (2))
Fecha 14 – Vélez Sarsfield 0 x 0 Boca Juniors
Fecha 15 – Boca Juniors 0 x 0 Racing
Fecha 16 – Godoy Cruz 1 x 2 Boca Juniors (Darío Cvitanich e Rolando Schiavi)
Fecha 17 – Boca Juniors 3 x 0 Banfield (Darío Cvitanich (2) e Diego Rivero)
Fecha 18 – Arsenal x Boca Juniors
Fecha 19 – Boca Juniors x All Boys

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