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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 No Exterior, Reflexão | 00:22

O plano de Tévez

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Deturpando o dito popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”, pode-se que Carlos Tévez está escrevendo sua história torta por linhas certas. Isto porque, em 2009, ele já havia declarado o desprazer que estava sendo jogar futebol e colocou em pauta a aposentadoria.  Ainda não se aposentou de fato, mas a carreira há tempos deixou de ser prioridade para ele.

Leia também: Carlitos, o ator principal de uma patética novela

À época, Carlitos tinha 25 anos e para alguns soou imatura a declaração. Hoje, às vésperas de completar 28 ele segue com seu plano, diga-se, patético. Não pelo objetivo (para não dizer fim), mas pelos meios. Contudo, este plano parece ter sido traçado desde que chegou ao Corinthians, tornar-se ídolo e sair pelos fundos. E assim seguiu, do West Ham ao Manchester United, dos Diabos Vermelhos ao Manchester City, e quiçá assim por diante. Convenhamos que professores não lhe faltaram.

Há quatro meses sem jogar desde que negou-se a entrar em campo pelos Citizens, ele curte seu trimestre sabático na Argentina. E que provavelmente seguirá até junho. Enquanto isso, seu nome foi ventilado pelo Milan, Inter, Paris Saint German, Corinthians e Boca Juniors. Contudo, seu procurador, Kia Joorabchian, não obteve êxito. Para completar, o diário espanhol Sport divulgou que, desde a contusão de David Villa, ele havia sido oferecido ao Barcelona por diversas vezes e descartado.

Nesta terça-feira (31), a janela de transferência européia fechou e Tévez seguiu sem um novo destino. Talvez isto faça parte do seu plano de aposentadoria gradativa (ou repentina) e com bônus, ou ônus, de perder dinheiro e prestigio. Mas não se pode negar que ele de fato tem escrito corretamente e com afinco a torta história que se propôs, embora poucos (ou ninguém) queiram vê-la. Meus pêsames.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 No Exterior | 15:07

Carlitos, o ator principal de uma patética novela

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Carlos Tévez e Milan entraram em acordo. Ao menos, é o que afirma o diário esportivo italiano Gazzetta dello Sport, que frisou ainda que o Manchester City, todavia, não deu qualquer resposta sobre o assunto. Aguardar faz-se necessário, mas creio que o acerto é questão de tempo, afinal, o argentino já não é bem quisto em Manchester, nem do lado vermelho, tampouco do azul.

O diário divulgou que o acordo é de 2,5 milhões de euros ao ano e o clube rossonero tem a opção de compra no valor de 23 milhões de euros. Ou seja, para acertar com o clube italiano Carlitos “renunciou a uma montanha de dinheiro”, como afirmou Adriano Galliano, vice-presidente do Milan, visto que o atleta recebia oito milhões de euros no City.

“Só me vejo com as cores rubro-negra. Quero ir ao Milan. Espero estar logo com vocês”, declarou Carlitos. Muito lindo, beira o romantismo, diga-se. E se chorasse, então… Mas este será só mais um capítulo de uma novela que ganhou ares de decadência.

O Apache parece ter aprendido com o tempo e com alguns brasileiros como não se deve fazer. Dinheiro, fama, mídia, tudo isso ele têm. Contudo, respeito e humildade estão sendo jogados por terra, vide os rumos que tomou desde que deixou La Boca.

Transferiu-se para o Corinthians, conquistou títulos e o coração dos torcedores, e, junto ao MSI e Kia Joorabchian, saiu pelas portas dos fundos. Caiu no modesto West Ham, levantou a moral da equipe, conseguiu um vice na FA Cup, e logo despediu-se. Aparecendo no Manchester United. Nos diablos, ganhou títulos e a torcida, não gostou de ser mais um em meio a um elenco de craques e saiu brigado com o técnico e alguns dirigentes. Foi parar no vizinho, City. Ganhou um título e, novamente, a torcida, mas não deixou de sair pelos fundos, como tem sido de costume.

Recusou-se a entrar em campo numa partida pela Liga dos Campeões, contra o Bayern Munique, na Alemanha, na qual sua equipe estava perdendo. A partir daí desencadeou uma série de problemas, como viagens sem autorização e faltas a treinamentos, até que o City o liberou para negociar com o Milan. O final, quanto aos italianos, ainda estar por vir.

E qualquer semelhança com alguns craques brasileiros não é mera coincidência.

Talvez por vir de um lugar simples, beirando a miséria, Carlitos mostra uma gana de vencer peculiar. Esforço, raça, técnico e paixão são alguns dos temperos dele, no entanto, com uma pitadinha de falta de profissionalismo está estragando tudo. Ou, ao melhor estilo novelesco, está indo de mocinho a vilão.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009 No Brasil | 18:36

Não é Messi, não é Carlitos

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Tevez já conquistou o mundo (GettyImages)
Carlitos Tevez já tinha conquistado o mundo antes de jogar no Corinthians. E Defederico?

Leio na capa do JT a manchete “Defederico, o novo Tevez do Timão”. O Diário de S. Paulo também crava “novo Tevez”. Durante toda essa novela, a maioria dos cronistas esportivos usou outra alcunha bem parecida para descrever o possível novo reforço do Corinthians. Para eles, Matías Defederico é o “novo Messi”.

E o que este humilde blog diz? Calma lá… Os corintianos que me perdoem, mas neste sentido vou remar contra a maré. Não vou forçar a barra, nem analisar Defederico por DVD, vídeos no YouTube ou coisa parecida (muito comum por aí…)

Me utilizei, então, da prestativa ajuda de Elias Perugino, editor da revista El Gráfico, a mais importante e tradicional publicação esportiva de los hermanos: “Defederico é um jogador que tem características semelhantes às do camisa 10 do Barcelona, em termos de habilidade e em velocidade, mas está longe de ser Messi. Entretanto, tem potencial para ser um jogador muito bom.” – adorei a definição de um blogueiro argentino que disse que o jogador do Huracán, de 1,71 m e 69 kg (Messi tem 1,69 m e 67 kg), tem “azeite nos joelhos”…

E quanto ao “novo Tevez”? Estaria Matías tão amadurecido quanto Carlitos quando se apresentou a equipe de Parque São Jorge?

“Defederico acabou de completar sua primeira temporada na primeira divisão e não teve qualquer experiência internacional por seu clube. Só jogou um amistoso com a seleção argentina, diante de um adversário fraco como o Panamá”, afirma Elias.

Aqui a diferença é ainda maior: Tevez chegou ao Corinthians com um currículo de respeito: foi campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 2003, faturou a Sul-Americana de 2004, conquistou a medalha de ouro olímpica em Atenas e tinha, a época, mais convocações para a La Selección que Defederico tem hoje.

Por isso a comparação me parece tão descabida. Nem todo todo meia-atacante argentino que chega no Corinthians será invariavelmente um Tevez, um Messi.

Mas, antes que os corintianos comecem a se questionar sobre a qualidade do jogador de 20 anos recém-completos (no dia 23 de agosto), um alento: apesar de herdar a 10 que já foi de Carlitos, Matías chega sem a mesma pressão do conterrâneo. Hoje, os holofotes do Corinthians estão todos voltados para Ronaldo.

“Acho que Defederico pode ter sucesso no futebol brasileiro porque tem um drible difícil de conter e boa mudança de ritmo. É um jogador muito valioso para jogar no contra-ataque. Falta a ele tranquilidade na conclusão, mas pode ser um bom complemento para Ronaldo.”, finaliza o editor de El Gráfico.

O papel do camisa 9 do Timão pode ser determinante para o sucesso do jovem argentino em terras brasileiras. Afinal, é só olhar um pouco para trás e ver que, debaixo das asas do Fenômeno, desabrocharam verdadeiros talentos entre os coadjuvantes – vide Dentinho, Jorge Henrique, Elias, Cristian… Quem sabe Defederico não é o próximo?

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