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domingo, 8 de maio de 2011 Ascenso, Clausura, Gimnasia LP, Huracán, Olimpo, Quilmes | 12:19

O descenso se avizinha…

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Duas partidas e o reflexo da zona de descenso. Talvez um capítulo mais, no entanto, nenhum outro representaria fielmente a situação das equipes que se encontram à mercê do tempo. A 13ª rodada reservou dois confrontos importantíssimos na luta contra o rebaixamento.

A vida não está fácil, hein, Schelotto?

Na zona de descenso direto, Gimnasia y Esgrima e Quilmes fizeram um belo confronto, neste sábado. Apesar de o empate ser ruim para ambas equipes, não haveria um resultado mais justo. Houve entrega, gol “sem querer”, virada no placar, interrupção “a la Ascenso” e velhos erros defensivos. No final, um agônico empate em 2 a 2, e, agora, mais do nunca a afirmativa de Caruso Lombardi sobre a situação de sua equipe é factível: “apenas um milagre tira o Quilmes do descenso”.

Nos Lobos platenses, Indio Ortiz, o novo técnico, semioticamente falando entregou à Deus. Se apegou a crença e não levou a melhor equipe à campo, deixou no banco o jovem Juan Neira e o voluntarioso Luciano Aued. Mas contou com, talvez, a mão divina o atacante Luciano Graf, após quatro anos, voltou a marcar.

Em seguida, na zona de Promoción, Huracán e Olimpo fizeram outro jogo bastante movimentado. E o ataque falho de ambas equipes mostrou o porquê da situação delas. Os Aurinegros começaram melhor, criavam as oportunidades, mas pecavam na finalização. No início da segunda etapa, em dois minutos dois gols – Olimpo abriu o marcador e Huracán empatou. E o equilíbrio se fez presente.

Todavia, após a expulsão do volante Roberto Brum, do Olimpo, o Globo soube ocupar os espaços e foi para cima. Entretanto, não soube aproveitar as chances criadas. Pagou. Aos 46 minutos do segundo tempo, Bareiro marcou o gol da vitória bahíense, que dos dois confrontos entre equipes que encontram-se na zona de descenso é o time mais organizado.

Gimnasia y Esgrima, Quilmes e Huracán brigam por uma vaga na zona de Promoción, enquanto dois desceram diretamente. Olimpo, All Boys, Independiente, Arsenal, Tigre e River Plate lutam contra a outra vaga, na Promoción. Os dois primeiros são os maiores candidatos por causa dos promédios. Faltam seis fechas até o final do torneio. Aguardem os próximos capítulos…

Promoção. Após 12 anos, Atlanta está de volta a B Nacional (2ª divisão). Faltam quatro partidas até o término da Primera B Metropolitana (3ª divisão) e, apesar da derrota para o Barracas Central, os Bohemios já não podem ser alcançados na liderança pelo segundo colocado, Defensores de Belgrano, que perdeu para o Nueva Chicago. Portanto, título e promoção.

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quinta-feira, 24 de março de 2011 Quilmes | 07:00

Cerveza, futebol e política…

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José Luis Meiszner e Aníbal Fernández pularam fora do barco, ao menos, por ora.

O centenário Quilmes é uma equipe singela. Tem o nome ligado a cervejaria mais famosa do país, muitos personagens políticos em seu comando, mais temporadas na B Nacional do que na Primera División e uma saudade imensa de voltar para lá. Ao menos é o que o clube demonstra.

É uma das equipes mais tradicionais do futebol argentino, ainda que não tenha conseguido grandes feitos para a manutenção desta máxima. Apesar de pequena, sua torcida é apaixonada. E seus maiores mandatários têm uma ligação estreita com a política e talvez por isso saiba muito bem como agir quando a situação não está boa.

Afinal, os Cerveceros é dono da pior campanha na Primera División e estão à deriva, desde que o presidente José Luis Meiszner, que também é secretário executivo da presidência da AFA, e o primeiro vicepresidente Aníbal Fernández, também chefe de Gabinete do Governo nacional, se licenciaram do clube e o deixaram na mão do segundo vice Juan Carlos Coloma. No comando técnico, Leonardo Madelón deixou o cargo, após quatro derrotas em quatro jogos, e Ricardo Caruso Lombardi assumiu como se fosse sua grande chance.

Ricardo Caruso Lombardi assumiu o árduo compromisso, como se fosse a grande chance de sua carreira.

No Apertura, a equipe terminou em último antes da zona de descenso. Já no Clausura, soma cinco derrotas e um empate, em seis rodadas. É a única equipe que ainda não venceu e na tabela de Promédio é o último. Fadado a terminar na zona de descenso direto, o Quilmes não mostra resistência ou qualquer esboço de reação.

Porém, algumas mudanças, teoricamente, positivas podem ser observadas desde a recém chega de Lombardi. Vejamos, a equipe atuou as duas partidas no 4-4-2, com o goleiro Emanuel Trípodi no lugar de Hernán Galíndez, o meia Miguel Caneo assumiu a responsabilidade da criação, antes à mercê. E Juan José Morales é o atacante de referência. Em duas partidas a equipe marcou dois gols. Já com Madelón no comando a equipe variava sem grandes perspectivas entre o 3-6-1 e o 4-4-2, sem atacantes titulares, e marcou apenas dois gols marcados. Ou seja, qualquer sintoma de melhoria é digno de comemoração.

Deixado à esmo por seus mandatários e apresentando um futebol digno das divisões de acesso, acreditar na manutenção do time na primeira divisão beira a utopia. Embora os apaixonados hinchas estejam acostumados a B Nacional mereciam mais do que isso. Politicagem à parte, o rumo já foi traçado, permanecer é questão de desviar o caminho.

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