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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 No Exterior, Reflexão | 00:22

O plano de Tévez

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Deturpando o dito popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”, pode-se que Carlos Tévez está escrevendo sua história torta por linhas certas. Isto porque, em 2009, ele já havia declarado o desprazer que estava sendo jogar futebol e colocou em pauta a aposentadoria.  Ainda não se aposentou de fato, mas a carreira há tempos deixou de ser prioridade para ele.

Leia também: Carlitos, o ator principal de uma patética novela

À época, Carlitos tinha 25 anos e para alguns soou imatura a declaração. Hoje, às vésperas de completar 28 ele segue com seu plano, diga-se, patético. Não pelo objetivo (para não dizer fim), mas pelos meios. Contudo, este plano parece ter sido traçado desde que chegou ao Corinthians, tornar-se ídolo e sair pelos fundos. E assim seguiu, do West Ham ao Manchester United, dos Diabos Vermelhos ao Manchester City, e quiçá assim por diante. Convenhamos que professores não lhe faltaram.

Há quatro meses sem jogar desde que negou-se a entrar em campo pelos Citizens, ele curte seu trimestre sabático na Argentina. E que provavelmente seguirá até junho. Enquanto isso, seu nome foi ventilado pelo Milan, Inter, Paris Saint German, Corinthians e Boca Juniors. Contudo, seu procurador, Kia Joorabchian, não obteve êxito. Para completar, o diário espanhol Sport divulgou que, desde a contusão de David Villa, ele havia sido oferecido ao Barcelona por diversas vezes e descartado.

Nesta terça-feira (31), a janela de transferência européia fechou e Tévez seguiu sem um novo destino. Talvez isto faça parte do seu plano de aposentadoria gradativa (ou repentina) e com bônus, ou ônus, de perder dinheiro e prestigio. Mas não se pode negar que ele de fato tem escrito corretamente e com afinco a torta história que se propôs, embora poucos (ou ninguém) queiram vê-la. Meus pêsames.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 Lionel Messi, No Exterior, Reflexão | 22:28

Mais uma Bola de Ouro para coleção de Messi

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Messi pela terceira vez seguida é eleito o Melhor do Ano pela Fifa. Mas isso não é nada.

Classificar Lionel Messi como um jogador a frente do seu tempo parece óbvio, mas inevitável. O argentino conquistou, nesta segunda-feira, mais um triplete na carreira, desta vez, ao ganhar pela terceira vez consecutiva a Bola de Ouro da Fifa – 2009, 2010 e 2011 – e ratificou seu nome na história.

Ainda assim muitos o desmerecerão. Alguns, pelo simples fato dele ser argentino, outros por não ser brasileiro, diga-se, este é um fardo que muitos carregam. Afinal, os que vivem do futebol além-fronteira precisam aprender muito conosco, não é verdade?

Em terras tupiniquins, por exemplo, temos craques sensacionais do quilate de Neymar e Ganso, que ganharam tudo que disputaram com louvor, nunca amarelaram quando colocados em check e melhor: são super humildes. Enfim, tendo tais estrelas para quê este tal de Messi, né?

Imagino que, muitos enquanto leem este texto devem estar pensando: “Mas ele não é melhor do que Pelé”. E antes que vocês, que se questionam sobre tal coisa, fiquem preocupados, gostaria de avisar que não tenho a pretensão de compará-lo a Dios, tampouco ao Rei. Afinal, ele não marcou mais de mil gols ou venceu uma Copa sozinho. E se um dia ainda o fizer, não será melhor do que tais, pois já está incrustado no imaginário coletivo quem são os melhores. Quiçá, Lio pagará o preço de muitos o terem visto jogar.

Aos 24 anos, no alto dos seus 1,69 cm não sabe marcar gols de cabeça e só sabe chutar com o pé esquerdo. Logo, subentende-se que gols não são seu forte: na temporada 2011 foram 58 gols em 68 partidas. Ao menos, assistências ele sabe fazer, ao todo, foram 28. Uma ilusão, diria.

Na sua ainda curta carreira foram cerca de 20 títulos oficiais por equipes, sendo só dois com a Seleção da Argentina, um Sub 20 e um mísero título Olímpico. Este que qualquer jogador brasileiro tem no currículo. Os torcedores então estão cansados de comemorarem. Talvez por isso tanto desdém.

Esta foi apenas a terceira Bola de Ouro da Fifa, que ele ganhou. Ademais, já conquistou prêmio como Melhor Jogador da Europa, Chuteira de Ouro da Uefa, Maior goleador da história da Supercopa da Espanha, Patrimônio Esportivo da Humanidade, dentre outros, que qualquer jogador já conquistou. Contudo, este garoto ainda tem que comer muito feijão com arroz para se tornar um Messi.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 No Exterior | 21:16

Um biênio sabático e outro de desafios

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Zé Pekerman apontando o caminho...

Após o hiato de dois anos sem dirigir uma equipe e quase seis sem estar à frente de uma Seleção, o argentino José Néstor Pekerman voltará ao seu habitat. Desta vez, no comando da Seleção da Colômbia, substituindo Leonel Álvarez. Quando assinar o contrato, ele se tornará o sexto treinador argentino a comandar os Cafeteros na história, o último havia sido seu compatriota Carlos Bilardo, em 1981.

Na verdade, o namoro entre Zé Pekerman e Seleção da Colômbia começou desde agosto de 2011, quando a Federação Colombiana de Futebol (Colfutbol), despediu Hernán Darío Goméz. No entanto, a Federação acabou optando por Leonel Álvarez, até então, auxiliar de Bolillo Goméz. Com a demissão de Álvarez em dezembro, o biênio sabático de Pekerman deu lugar a novos desafios. Contudo, antes de aceitar o convite já havia negado diversos outros – Boca Juniors, Bordeux, Sporting, Chile e Japão, só para citar alguns.

Conhecido por valorizar a base dos clubes e seleções por onde passou, o treinador terá dois objetivos à frente da Colômbia: classificar os Cafeteros ao Mundial 2014, no Brasil, e desenvolver as categorias de base em um biênio. O primeiro é o mais importante, segundo Luis Bedoya, presidente da Colfutbol. Diga-se, e o mais árduo, também.

A ligação dele com o futebol colombiano vem desde os tempos de futebolista. O então volante defendeu o Independiente de Medellín entre 1975 e 1987, quando teve de encerrar precocemente a carreira, aos 28 anos, por causa de uma lesão no joelho. Aliás, ele atou apenas por duas equipes enquanto jogador, a outra havia sido Argentinos Juniors, de 1970 a 1974.

Com as atenções voltadas à Colômbia, o selecionador terá em mãos jogadores qualificados, sobretudo, no sistema ofensivo. Entretanto, terá de reciclar o sistema defensivo. Atualmente, a Seleção tem uma média de idade de 26 anos e nomes de peso no ataque, como Radamel García Falcao, Teo Gutiérrez, Gio Moreno, James Rodríguez e Freddy Guarín. E jogadores mais envelhecidos no sistema defensivo, como Mario Yepes, Luis Perea e Elkin Soto, com média de 31 anos.

Vale ressaltar que as Subs 17 e 20 não fizeram boas campanhas nos Sul-Americanos em 2011. Talvez por isso, a chegada do argentino foi comemorada pelos treinadores das respectivas seleções, afinal, Pekerman é sinônimo de categorias de base.

Credencial e capacidade o selecionador tricampeão com a Argentina Sub 20 já demonstrou que têm, mas talvez reestruturar uma Seleção e levá-la à Copa num biênio seja o maior desafio de sua carreira. Ainda assim, este namoro tem tudo para ser feliz.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 No Exterior | 15:07

Carlitos, o ator principal de uma patética novela

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Carlos Tévez e Milan entraram em acordo. Ao menos, é o que afirma o diário esportivo italiano Gazzetta dello Sport, que frisou ainda que o Manchester City, todavia, não deu qualquer resposta sobre o assunto. Aguardar faz-se necessário, mas creio que o acerto é questão de tempo, afinal, o argentino já não é bem quisto em Manchester, nem do lado vermelho, tampouco do azul.

O diário divulgou que o acordo é de 2,5 milhões de euros ao ano e o clube rossonero tem a opção de compra no valor de 23 milhões de euros. Ou seja, para acertar com o clube italiano Carlitos “renunciou a uma montanha de dinheiro”, como afirmou Adriano Galliano, vice-presidente do Milan, visto que o atleta recebia oito milhões de euros no City.

“Só me vejo com as cores rubro-negra. Quero ir ao Milan. Espero estar logo com vocês”, declarou Carlitos. Muito lindo, beira o romantismo, diga-se. E se chorasse, então… Mas este será só mais um capítulo de uma novela que ganhou ares de decadência.

O Apache parece ter aprendido com o tempo e com alguns brasileiros como não se deve fazer. Dinheiro, fama, mídia, tudo isso ele têm. Contudo, respeito e humildade estão sendo jogados por terra, vide os rumos que tomou desde que deixou La Boca.

Transferiu-se para o Corinthians, conquistou títulos e o coração dos torcedores, e, junto ao MSI e Kia Joorabchian, saiu pelas portas dos fundos. Caiu no modesto West Ham, levantou a moral da equipe, conseguiu um vice na FA Cup, e logo despediu-se. Aparecendo no Manchester United. Nos diablos, ganhou títulos e a torcida, não gostou de ser mais um em meio a um elenco de craques e saiu brigado com o técnico e alguns dirigentes. Foi parar no vizinho, City. Ganhou um título e, novamente, a torcida, mas não deixou de sair pelos fundos, como tem sido de costume.

Recusou-se a entrar em campo numa partida pela Liga dos Campeões, contra o Bayern Munique, na Alemanha, na qual sua equipe estava perdendo. A partir daí desencadeou uma série de problemas, como viagens sem autorização e faltas a treinamentos, até que o City o liberou para negociar com o Milan. O final, quanto aos italianos, ainda estar por vir.

E qualquer semelhança com alguns craques brasileiros não é mera coincidência.

Talvez por vir de um lugar simples, beirando a miséria, Carlitos mostra uma gana de vencer peculiar. Esforço, raça, técnico e paixão são alguns dos temperos dele, no entanto, com uma pitadinha de falta de profissionalismo está estragando tudo. Ou, ao melhor estilo novelesco, está indo de mocinho a vilão.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 Boca Juniors, Lionel Messi, Maradona, No Exterior, River Plate, Superclássico | 12:00

O poeta e o filósofo

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Messi e Neymar são mais do que grande jogadores de futebol, são os pupilos dos dois maiores jogadores do mundo, Maradona e Pelé, respectivamente. E como ambos não perdem oportunidade de trocarem elogios, a história se repetiu… Após Edson adjetivar Neymar como melhor jogador do mundo, em detrimento de Lio Messi, foi a vez de Dieguito adentrar-se na conversa.

Como lhe é peculiar, Dios ironizou o Rei: “Tomou o comprimido errado. Ao invés, de tomar o remédio para dormir, tomou o remédio da manhã. Se confundiu e não sabe do que está falando… Sugiro-o que a próxima vez tome o remédio correto antes de começar a falar e que mude de médico”.

Após pendurarem as chuteiras polêmica é o que move ambos. Talvez tenha sido a maneira que encontraram de manter-se em evidência, apesar de ambos alegarem nas entrelinhas que não precisam. Até acreditava nisso, mas eles me fizeram pagar a língua. Logo, aguardo a réplica.

Enfim, Neymar, de fato, é um ótimo jogador. Craque. Mas daí a colocá-lo na frente de Lionel Messi, e Cristiano Ronaldo, é um exagero, ainda. Digno de quem quer vender a imagem. Talvez, em breve, a hora chegue, mas ainda não. É por essas e por outras que subscrevo Romário: “Pelé calado é um poeta”. E mudo, Maradona está tornando-se um filósofo.

Aguardem os próximos capítulos…

Mãos ao alto!

Um em vias de erguer a taça, após três anos de jejum, o outro, disputando a B Nacional. Mas ainda assim, Boca Juniors e River Plate é um Superclássico.

No entanto, não justifica-se os valores cobrados para o primeiro amistoso entre eles, em 5 de janeiro de 2012, no estádio Centenário, em Resistencia, na província de Chaco. Partida esta que foi muito questionada antes de ser confirmada. As entradas populares (geral) estão por 120 pesos, enquanto, a platea (arquibancada) estão entre 650 e 700 pesos.

O estádio Centenário, do Club Atlético Sarmiento, tem capacidade para 23 mil espectadores. E vale mencionar que a província de Chaco é uma das mais pobres da Argentina.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 Curiosidade, Imagem, No Exterior | 18:11

Homenagens…

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Camisa em homenagem ao River Plate. Mas a questão é: esta modelo é de verdade ou de cera?

Antes, Sestao Sport Club, mas diversos problemas financeiros fizeram o clube encerrar suas atividades, em 1996, após 80 anos de história. E, no mesmo ano, surgiu o Sestao River Club. A equipe de Vizcaya, País Basco, milita na Segunda B espanhola (terceira divisão) e apesar das cores verde e preto, resolveu adotar um padrão semelhante a equipe que lhe “emprestou” o nome.

Contudo, o nome River surgiu em meados 1954, à época apenas um apelido, numa boa temporada da equipe espanhola que lhe rendeu a promoção para a segunda divisão e, para alguns, o futebol bem praticado eracomparado a equipe argentina. Agora, com o descenso dos portenhos, seu primo espanhol resolveu homenageá-los.

Aproveitando o ensejo, não poderia deixar de citar a tatuagem que Diego Maradona estampou nas costas para “su madre querida”, que passa por problemas de saúde. Antes de volta para os Emirados Árabes, o técnico do Al Wasl tatuou uma flor e a mensagem: “Tota te amo”.

À esquerda, Maradona ao lado do tatuador Mariano Antonio, dono do American Tattoo. Ao lado, a tattoo de Dieguito.

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terça-feira, 3 de maio de 2011 No Exterior | 19:17

As figuras argentinas d’El Clásico

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Por questões de logística do colunista que vos escreve o texto da semana passada não chegou. Mas ninguém duvide que merecia – apesar deste espaço ser sobre futebol argentino -, pois o show de Lionel Messi, no Santiago Bernabéu, foi fundamental para classificação do Barcelona a final da Europa Champions League. E antes de me prolongar, não se esqueçam de visitar o ótimo El Pichichi, do parceiro Fernando Vives. Por aqui, apenas observações acerca dos portenhos. 

Em comemoração. Messi: não fez gol, mas como sempre deu trabalho.

Atendo-nos a partida de hoje, no primeiro tempo, o duelo Barcelona e Real Madrid sucumbiram diante das estrelas de Messi e Casillas (desculpe-me pela pretensão), que com ajuda de alguns companheiros de equipes, travaram um bom duelo particular. Enquanto a equipe merengue não conseguia dar um chute sequer a meta blaugrana, Lio corria, driblava, apanhava – principalmente de Ricardo Carvalho e Lass Diarra, ironicamente com a camisa 10 -, chutava e assistia. Mas, do outro lado, havia um grande goleiro. E assim, o zero a zero persistiu. Na segunda etapa, a Pulga jogou mais distante da área, mas não da partida. Vale observar também que os quatro cartões amarelos da equipe merengue foram por faltas nele.

Depois de Casillas, Angel Di María foi uma das poucas coisas que prestou na equipe madridista. Sempre chamando o jogo, Angelito criou algumas jogadas e quase marcou por duas vezes. Uma, após o cruzamento de Cristiano Ronaldo, no qual chegou atrasado e na outra oportunidade deu um belo drible e chutou na trave, no rebote assistiu o lateral brasileiro Marcelo. Empate do Real.

E só para constar: o polêmico gol anulado de Higuaín – ainda, longe da melhor condição de jogo – fez falta. Fato. Mas dizer que foi o motivo da desclassificação é menosprezar a própria postura (quase) inerte. Sobre Mascherano… Ele foi o Jefecito de sempre e com direito a abusar da “malandragem brasileira”, só para não usar outro termo, ou o irmão rico do termo, “catimba argentina”.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011 No Exterior | 19:04

E ai, Batista?

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Tévez: Candidato ao prêmio de melhor jogador da Inglaterra.

A Associação dos Jogadores Profissionais da Inglaterra divulgou nesta sexta-feira a lista de concorrentes ao título de “melhor jogador do ano” na Premier League. Dentre eles, o nome de Carlos Tévez desponta como favorito. Todavia, este fato poderia ser comum vide o futebol do argentino, mas não é por um enorme detalhe…

Apesar dos gols, da sua importância para o Manchester City, do bom futebol apresentado na Inglaterra e na Seleção, Carlitos não faz parte, ao menos por ora, dos planos de Sergio Batista para a Argentina. Isso é o que o selecionador faz questão de ressaltar sempre que é questionado sobre a ausência do atleta em suas patéticas e incoerentes convocações.

No entanto, vale observar que tudo começou por um ato errôneo, diga-se de passagem, de Tévez, que pediu dispensa da Seleção, no amistoso ante Brasil, em novembro do ano passado, no Catar, por causa de uma suposta lesão. E três dias depois da data do amistoso, o atleta marcou dois gols na vitória dos Citizens sobre o Fulham, por 4 a 1, pela Premier League.

E tal atitude deixou, claramente, Checho e Julio Grondona contrariados. E desde então, ambos vivem tentando justificar a ausência do atacante por outros motivos que não o castigo, apesar de deixar escapar em algumas oportunidades o real motivo.

Tévez ainda não venceu o prêmio, mas nem precisa para todos nós sabermos do seu valor. Todavia, o castigo por si só justificaria a não convocação. Prolongá-lo, como tem feito, beira à insensatez observando a necessidade de um jogador com suas características no selecionado. Contudo, se a “justificativa” for técnica ou tática… Quem merece o castigo é Batista.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011 No Exterior | 21:04

Poker, triplete e vagas quase asseguradas…

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Com direito a gols “argentinos”, Benfica e Porto goleiam seu jogos e ficam muito próximos da vaga às semifinais da Liga Europa. Um poker argentino na Luz e um triplete do (argentino-)colombiano Falcao García, no estádio do Dragão. Eu sei que estas informações caberiam melhor na coluna de futebol português, com Bruno Soraggi, mas tomei a liberdade de escrever sobre estas duas equipes as quais, além do apreço que tenho, tornaram-se colônias sulamericanas, e sobretudo, portenhas, que é o que mais nos importa.

Desde que assumiu a titularidade, Salvio tornou-se figura chave da equipe.

A saída de Di María e Ramírez no início da temporada abriu uma lacuna no meio campo benfiquista – que tanto encantava na última temporada – e complicou a ligação entre este setor e o ataque, apesar do Payaso Pablito Aimar, que pode está jogando suas últimas partidas antes de retornar à Argentina. A entrada de Salvio na equipe supriu ausência de Angelito, atualmente no Real Madrid, mas os encarnados ainda procuram um atleta com características iguais à de Ramírez, hoje no Chelsea.

Demorou, mas em meados da temporada, o Benfica voltou a mostrar bom futebol. Seguiu apostando nos sulamericanos e explorando no setor ofensivo. Atuando no 4-4-2 em losango, pode-se dizer que o poderio ofensivo é a melhor estratégia defensiva da equipe que conta com o frágil Roberto, no gol. O lateral uruguaio Maxi Pereira, dupla de zaga brasileira Luisão e Jardel ou Sidnei e o lateral português Fábio Coentrão, um dos melhor, senão o melhor da Europa; Do meio para frente, o espanhol Javi García é o único não sulamericano, os demais meias são os argentinos: Salvio, Gaitán e Aimar; o argentino Saviola e o paraguaio Cardozo são os atacantes. Belos atacantes, por sinal.

No banco, o meia tuga César Peixoto, e os atacantes Felipe Menezes, brasileiro, e Franco Jara, argentino, ingressam constantemente. E por vezes modificam o esquema para o 4-3-3 dependendo da necessidade.

Dizer que o Benfica é uma colônia argentina não é nenhum impropério. No plantel, constam seis portenhos: Salvio, Aimar, Gaitán, Jose Luiz Fernández, Franco Jara e Saviola. Destes, apenas o ex-Racing Fernández não atuou “no passeio” de hoje, com direito a poker argentino – Salvio marcou dois, Aimar e Saviola completaram – e vaga quase assegurada, após o 4 a 1, ante PSV. Fica de olho, Batista.

Enquanto isso, no norte de Portugal, o discípulo de Mourinho, o técnico André Villas Boas conseguiu fazer ressurgir o Porto funcional da melhor era Jesualdo Ferreira com a pitada de alegria da era do Special One. Armado no 4-3-3, Belluschi perdeu espaço para o colombiano Guarín, mas ingressa constantemente para dar nova vida a equipe. Otamendi, que hoje esteve no banco, possui respaldo e estranhem (ou não) marca gols, cruza com precisão, dar segurança e, principalmente, joga em sua posição: zagueiro. Embora, caia, sempre que necessário, pelo flanco substituindo o lateral.

Após oito anos no River Plate, Falcao faz torcida Millionária sentir saudades...

Os Dragões possuem uma equipe mais equilibrada, que os lisboetas, entre os setores. Só para constar os 11 habituais: o brasileiro Helton; uruguaio Fucile, tuga Rolando, argentino Otamendi e, outro uruguaio, Alvaro Pereira; brazuca Fernando – como primeiro volante -, o colombiano Guarín de meia pela direita e chega como elemente surpresa ao ataque, o português João Moutinho, pela esquerda ou centralizado; brasileiro Hulk, como winger pela direita, português Silvestre Varela, pela esquerda, e o (argentino-)colombiano Falcao Garcia centralizado.

No banco, ainda constam ao menos cinco atletas que entram normalmente, o zagueiro brasileiro Maicon, o meia português Rúben Micael, o atacante colombiano James Rodríguez, ex-Banfield, o meia argentino Belluschi e o winger uruguaio Cristian Rodríguez ou, aos íntimos, Cebola. O winger argento Mariano González tem pouco espaço na equipe.

Com as linhas equilibradas e a rotatividade, a equipe consegue impor seu futebol. Utiliza da mesma idéia benfiquista de explorar o ataque para resguardar a defesa, apesar de possuir um bom sistema defensivo. A dupla Hulk-Falcao (que na verdade é um trio, junto a Varela), é a chave da equipe, que ainda conta com Moutinho-Fernando para defender e ligar os ataques.

Hoje, Falcao, ex-River Plate, converteu um triplete e ajudou os Azuis e Brancos a derrotar o Spartak Moscow, por 5 a 1. Assim, a vaga às semifinais da Liga Europa ficou quase garantidas e os torcedores Millionários com mais saudades…

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Curiosidade, Lionel Messi, No Exterior | 10:42

O outro negócio de Messi

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Messi em campanha da Dolce & Gabanna.

Que o Lionel Messi é uma marca poderosa ninguém duvida. Nem o próprio. Visando isso seus objetivos profissionais ultrapassam as quatro linhas e vão de encontro ao mundo business. O que, diga-se, não é novidade alguma para o universo futebolista, no qual jogadores emprestam sua imagem ao mundo fashion, cotidianamente. Neste caso, ele está lançando sua própria linha de roupas masculinas.

Segundo o site DiárioShow, Messi está se preparando para entrar na indústria têxtil com um projeto ambicioso de alta costura, deixando de lado, os modelos esportivos. À princípio, a idéia é explorar estrategicamente algumas capitais mundiais da moda já no próximo verão (no hemisfério norte). E, para tais locais, algumas figuras atuariam como embaixadores da marca: Wayne Rooney, em Manchester; Franck Lampard, em Londres, David Beckham, em Los Angeles, Alessandro Nesta, em Milan; Jay-Z e Lupe Fiasco, em Nova York e Chicago.

Atualmente, Adidas, Pepsi, Gatorade, Movistar, Danet, Audemars, Estrella Damm, Galeno, Stork Man e, recentemente, Herbalife são as marcas que patrocinam Lío, que já possui um dos maiores salários entre futebolistas do mundo. De acordo com a conceituada revista francesa France Football, no ano de 2010, ele embolsou cerca de 31,5 milhões de euros, referentes a salários (10,5 milhões de euros), premiações (um milhão de euros) e acordos publicitários (cerca de 20 milhões de euros).  

Diversos atletas emprestaram sua imagem a marcas famosas, inclusive o próprio Messi. Agora, ele dará também o nome. Se conseguirá repetir os feitos magistrais dos gramados em seu novo projeto empresarial, ainda é prematuro afirmar. Entretanto, se a grife tiver a mesma classe que o dono apresenta em campo, inevitavelmente fará sucesso.

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