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quarta-feira, 20 de julho de 2011 No Brasil | 23:56

Os enganches no “país do futebol”

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Emprestado por um ano ao Fluminense, Manuel Lanzini, 18, tem a missão de substituir o conterrâneo Darío Conca.

Os tempos são outros no futebol brasileiro e, ironicamente, o desdém deu lugar a cobiça. Com o perdão do lugar comum implícito na afirmativa anterior, o mercado para jogadores latinos americanos no Brasil havia ficado escassos, quase guardado em outrora. Mas os últimos feitos, aliado ao ínfimo surgimento de camisas 10 nativos, parece ter aberto os olhos dos clubes nacionais, sobretudo, para o “país dos enganches”.

Contudo, esta janela de transferência apresentou nomes até então pouco conhecidos dos torcedores locais, como os de: Marcelo Cañete, ex-Boca Juniors, que estava na Universidad Católica, do Chile; Manuel Lanzini, do River PLate; e Alejandro Martinuccio, ex-Peñarol, do Uruguai. O primeiro fechou com o São Paulo, os dois últimos, com o Fluminense. Eles se juntam a Botinelli, Montillo e D’Alessandro, só para citar os meias-armadores mais midiáticos que atuam em terras tupiniquins.

Neste momento, afirmar que todos farão bom trabalho seria leviano. Talvez o preconceito ou o excesso de cobrança, junto a falta de paciência, impeça que alguns apresentem seu melhor futebol, também, pode-se dizer que, nem todos são craques. Mas que ninguém duvide da qualidade da produção argenta de enganches, afinal, o “país do futebol” já se rendeu.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011 Entrevistas, No Brasil | 22:04

Entrevista: Matías Palermo, o jogador que faz história no Villa Nova

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Palermo comemora o gol marcado contra o Atlético Mineiro.

Em meio a nomes midiáticos como Walter Montillo, Darío Conca, D’Alessandro e Mario Bolatti, um jogador, também argentino, tenta cavar seu espaço no futebol brasileiro. Seu nome é de goleador, mas sua função é criar jogadas. Aos 24 anos, Ezequiel Matías Palermo chegou ao Villa Nova, de Minas Gerais, já fazendo história.

Nascido em Buenos Aires, Palermo começou nas canteras do Independiente. Sem espaço, transitou na última temporada entre o futebol brasileiro e argentino em busca de oportunidades. Neste tempo, atuou no Vasco da Gama e no San Telmo, da terceira divisão argentina, até chegar ao clube mineiro.

E em entrevista ao Blog, o meia falou da diferença entre o futebol brasileiro e argentino, do Vasco, Villa Nova, da experiência de jogar a terceira divisão argentina e do seu time de coração.

Blog: Quais são seus ídolos no futebol?
Matías Palermo: Meus ídolos são [Juan Román] Riquelme, do Boca Juniors, e, naturalmente, [Diego] Maradona.

Vide que você é torcedor do Boca Juniors. Como você enxerga a atual situação do clube xeneize?
É um time grande e com uma enorme cultura. Creio que vá sair desta situação que se encontra. Na década de 2000, as coisas iam bem, porém não sei o que está se passando, sobretudo, quando você pensa que lutavam por taças.

Você chegou ao Vasco da Gama no início do ano passado. Como foi o período de experiência no clube?  
Não joguei muito, porque o grupo era grande havia muitos jogadores, então não tive oportunidade, ainda assim, foi muito bom. Um jogador especial para mim foi Carlos Alberto. Ele tem muita experiência e eu aprendi muita coisa com ele.

Palermo no período de experiência no Vasco. Contudo, não atuou oficialmente pelo clube.

Após o Vasco, você jogou no San Telmo. Como é atuar pela Primera B Metropolitana (equivalente a terceira divisão)?
Estava querendo voltar para Argentina, pois minha mulher estava grávida. Então, fiquei no San Telmo por seis meses. É uma equipe amadora. É um pouco diferente da série A [Primera División ou 1ª divisão] ou série B [Primera B Nacional ou 2ª divisão], porque os campos são ruins e a torcida também. É bem diferente.

E, agora, você já chegou no Villa Nova fazendo história. Como é ser o primeiro argentino da história do clube?
Fico muito feliz, porque não sabia nada de outros argentinos aqui no clube. No mais, as pessoas me tratam muito bem aqui. E torcedores têm de todos os tipos, o futebol é assim, e eu tento fazer bons jogos para deixá-los felizes.

Aqui no Brasil, em algum momento você já se sentiu vítima de discriminação por ser argentino?  
Não. Por sorte, graças à Deus, não. Eu sou do tipo que falo pouco, isso é da minha personalidade.

Quais as maiores diferenças do futebol argentino e brasileiro?
No futebol brasileiro joga-se mais, com mais qualidade, inteligência e o campo tem mais espaços. Na Argentina, corre-se muito e a marcação é mais forte, essas são as únicas diferenças.

Qual o jogador argentino que atua no Brasil você mais gosta de ver jogar?
Gosto do Darío Conca [Fluminense] e o Walter Montillo [Cruzeiro].

Quais são seus objetivos?
Tenho muitos. Continuar jogando, chegar a um clube grande para dar um futuro melhor mim e para minha família. Enfim, todo jogador de futebol quer jogar na Europa, eu também tenho essa idéia.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 Mercado, No Brasil | 21:01

Mercado: Argentinos no Brasil

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Com o fechamento da janela de transferência européia no último dia 31 e o fechamento do mercado argentino, hoje (08), apresentarei algumas das contratações mais relevantes com argentinos relacionados. Começando pelos emigrantes argentinos no Brasil, desta temporada…

Com Cavenaghi e Bolatti, Internacional torna-se a equipe mais argentina do futebol brasileiro.

Dupla Colorada. Ao contratar Fernando Cavenaghi, 30, e Mario Bolatti, 25, Internacional – que já contava em seu plantel com Pablo Guiñazú e Andrés D’Alessandro – tornou-se o clube mais argentino do futebol brasileiro. O atacante Cavenaghi que tem contrato com o Bordeaux-FRA, chegou ao Internacional por empréstimo de um ano e opção de compra ao final do vínculo de 2,5 milhões de euros (R$ 5,6 milhões). Enquanto que, o volante Bolatti – sem espaço na Fiorentina-ITA – assinou com o Inter por quatro anos e, apesar de não divulgados, os valores envolvidos giram em torno de quatro milhões de euros (R$ 9,1 milhões).

O Torito é centroavante de área e sabe finalizar bem tanto com os pés como com a cabeça. Enquanto que, o Gringo é primeiro volante, do tipo clássico, o último jogador entre o meio campo e a zaga. Bolatti possui qualidade no primeiro passe e se arrisca nos arremates.

Entretanto, de acordo com o Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileiro de Futebol só é permitido a inclusão de três jogadores estrangeiros por partida, ou seja, dentre os relacionados na súmula.

Darío Bottinelli na apresentação do Flamengo.

Argentino, chileno, mexicano… e brasileiro. Assim como Darío Conca e Walter Montillo, Darío Bottinelli, 24, é um daqueles jogadores – especificamente, enganche – argentinos que se destacaram no futebol chileno, após não conseguir grandes feitos no futebol do seu país. O que não tira os méritos deles. Visando isso, Flamengo contratou o Pollo – que estava no Universidad Católica-CHI – por quatro anos, porém os valores não foram divulgados pela diretoria rubro-negra.

Bottinelli é o típico enganche joga tanto centralizado como pelos flancos – armação, bom passe e finalização são algumas de suas características. Ele disputará vaga com Ronaldinho Gaucho e Thiago Neves. Ou como o técnico Wanderley Luxemburgo preferir.

Escudero em ação pela Boca Juniors.

Mosquete(i)ro argentino. Assim como o rival, Grêmio também contratou um argentino. Este, Damián Escudero, 23, junto ao Boca Juniors, por empréstimo  de um ano no valor de 500 mil dólares (pouco mais de R$ 800 mil) e com opção de compra de 6 milhões de euros (R$ 13,6 milhões).

Pichi é canhoto e joga tanto na lateral quanto no meio campo – centralizado ou pelo lado esquerdo. Mas o técnico Renato Gaucho já disse que gostaria de conhecer melhor as características do recém contratado, antes de definir posição. Lugar não faltará para o versátil jogador.

Movimento inverso. Após uma temporada de poucas oportunidades e desilusão no Corinthians, o meia-atacante Matías Defederico voltou ao país natal. Acertou empréstimo por um ano com um dos seus times de coração, o Independiente, segundo o próprio. (O outro é o Huracán, onde ele fez história). Defederico “caiu como uma luva” no setor ofensivo do Rojo, que carece de boas peças neste setor. O enganche já estreou e marcou o primeiro gol da Copa Libertadores ’11.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009 No Brasil | 18:36

Não é Messi, não é Carlitos

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Tevez já conquistou o mundo (GettyImages)
Carlitos Tevez já tinha conquistado o mundo antes de jogar no Corinthians. E Defederico?

Leio na capa do JT a manchete “Defederico, o novo Tevez do Timão”. O Diário de S. Paulo também crava “novo Tevez”. Durante toda essa novela, a maioria dos cronistas esportivos usou outra alcunha bem parecida para descrever o possível novo reforço do Corinthians. Para eles, Matías Defederico é o “novo Messi”.

E o que este humilde blog diz? Calma lá… Os corintianos que me perdoem, mas neste sentido vou remar contra a maré. Não vou forçar a barra, nem analisar Defederico por DVD, vídeos no YouTube ou coisa parecida (muito comum por aí…)

Me utilizei, então, da prestativa ajuda de Elias Perugino, editor da revista El Gráfico, a mais importante e tradicional publicação esportiva de los hermanos: “Defederico é um jogador que tem características semelhantes às do camisa 10 do Barcelona, em termos de habilidade e em velocidade, mas está longe de ser Messi. Entretanto, tem potencial para ser um jogador muito bom.” – adorei a definição de um blogueiro argentino que disse que o jogador do Huracán, de 1,71 m e 69 kg (Messi tem 1,69 m e 67 kg), tem “azeite nos joelhos”…

E quanto ao “novo Tevez”? Estaria Matías tão amadurecido quanto Carlitos quando se apresentou a equipe de Parque São Jorge?

“Defederico acabou de completar sua primeira temporada na primeira divisão e não teve qualquer experiência internacional por seu clube. Só jogou um amistoso com a seleção argentina, diante de um adversário fraco como o Panamá”, afirma Elias.

Aqui a diferença é ainda maior: Tevez chegou ao Corinthians com um currículo de respeito: foi campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 2003, faturou a Sul-Americana de 2004, conquistou a medalha de ouro olímpica em Atenas e tinha, a época, mais convocações para a La Selección que Defederico tem hoje.

Por isso a comparação me parece tão descabida. Nem todo todo meia-atacante argentino que chega no Corinthians será invariavelmente um Tevez, um Messi.

Mas, antes que os corintianos comecem a se questionar sobre a qualidade do jogador de 20 anos recém-completos (no dia 23 de agosto), um alento: apesar de herdar a 10 que já foi de Carlitos, Matías chega sem a mesma pressão do conterrâneo. Hoje, os holofotes do Corinthians estão todos voltados para Ronaldo.

“Acho que Defederico pode ter sucesso no futebol brasileiro porque tem um drible difícil de conter e boa mudança de ritmo. É um jogador muito valioso para jogar no contra-ataque. Falta a ele tranquilidade na conclusão, mas pode ser um bom complemento para Ronaldo.”, finaliza o editor de El Gráfico.

O papel do camisa 9 do Timão pode ser determinante para o sucesso do jovem argentino em terras brasileiras. Afinal, é só olhar um pouco para trás e ver que, debaixo das asas do Fenômeno, desabrocharam verdadeiros talentos entre os coadjuvantes – vide Dentinho, Jorge Henrique, Elias, Cristian… Quem sabe Defederico não é o próximo?

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009 No Brasil, Sem categoria | 16:58

O Beckham argentino

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Adrián Gonzalez/Vipcomm

Leio que o lateral Adrián Gonzalez, contratado pelo São Paulo junto ao San Lorenzo, está relacionado para a partida desta quarta-feira contra o Botafogo… “Dando” um Google rápido com o nome do jogador, achei está pérola youtubeana…

Se o argentino jogará bem no Tricolor paulista, só o tempo dirá. No DVD, até eu, grosso assumido, viro craque…

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