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Arquivo da Categoria Jovens talentos

segunda-feira, 7 de março de 2011 Jovens talentos | 10:00

Araujo, o novo Kun

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Após uma safra bastante talentosa de jogadores argentinos, responsável pela conquista de dois mundiais sub-20 – 2005 e 2007 – e duas Olimpíadas – 2004 e 2008 -, poucos acreditavam que uma nova estaria em iminência. Entretanto, diversos nomes atuais são tidos como promissores, e entre eles está o do atacante do Boca Juniors Sergio Ezequiel Araujo. Atualmente com 19 anos, o garoto é tido pelo clube xeneize como o atacante jovem de maior projeção em sua cantera.

Araujo após marcar pelo Boca Juniors.

Araujo começou desde cedo a jogar na escolinha do Atlético Atlanta – que atualmente figura na Primera B Metropolitana (terceira divisão). Em uma das partidas, o garoto foi assistido pelo olheiro e treinador Ramón Maddoni, que o levou ao Club Social y Deportivo Parque e tempos depois ao Boca Juniors. Na época, tinha 12 anos.

Acostumado a jogar baby-fútbol, o garoto treinou por um ano nas categorias de base, sob regime de adaptação. Mas, em pouco tempo, mostrou-se muito bem adaptado às novas dimensões e ao estilo de jogo, sem perder a habilidade de origem. Em sua estreia, ainda na oitava divisão das categorias de base do clube, anotou quatro gols. Mais tarde, quando atuava pela sexta divisão, em uma partida ante o Gimnasia y Esgrima La Plata, saiu do banco de reservas para marcar o gol da vitória. Depois disso, começou a treinar no plantel profissional, sob o comando de Alfio Basile, que não era adepto de utilizar jogadores da base na equipe profissional, mas se rendeu à safra de jovens talentos do clube, inclusive ao futebol do jovem atacante.

O atacante em ação pela Seleção Sub 17.

Estreou como profissional ante Banfield, no dia 13 de dezembro de 2009. Foram apenas quatro minutos e um chute a gol, suficientes para reservar seu lugar no plantel. Com a chegada do técnico Claudio Borghi, que costuma mesclar jovens e experientes em suas equipes, as oportunidades foram mais frequentes na equipe principal. Após Borghi sair, Roberto Pompei, ficou como interino, e o deu mais sequência e Araujo marcou seu primeiro gol como profissional, ante Arsenal de Sarandí.  

O atacante boquense é sempre tido em conta nas categorias inferiores da Albiceleste. Participou do Sul-Americano Sub 17 no Chile, em 2009, marcando três gols em cinco partidas. A equipe foi vice. Posteriormente, no Mundial, na Nigéria, ficou pelas oitavas. Mas o atacante marcou três gols em três jogos. E no Sul-Americano Sub 20, no Perú, neste ano, outro fiasco. O atacante marcou apenas um gol em sete jogos, destes apenas dois de titular.

Mas desde o ano passado as boas atuações do atacante despertaram o interesse dos grandes europeus, principalmente do Real Madrid – que possui a preferência de compra do jogador, por causa de uma quebra de acordo na venda de Éver Banega. Visando isso o Boca Juniors fixou uma cláusula de rescisão no valor de U$ 8 milhões (R$ 14 milhões), o que não será um empecilho aos merengues, caso queiram contar com seus serviços.

Constantemente comparado a outro Sergio, Agüero, Araujo possui características iguais ao do atacante colchonero, no qual se espelha. Tanto no físico (1,80 m e 77 kg), como na técnica. E recebeu até o mesmo apelido: Kun. Acostumado a jogar em campos reduzidos, se utiliza muito bem de espaços curtos e dribles rápidos, além de jogar pelos dois flancos. Destro, habilidoso e veloz, ele atua como segundo atacante ou como winger, mas possui a frieza de um centroavante, assim como a imprevisibilidade de um típico enganche. Ele também sabe utilizar bem a sua estatura, mas é com a bola nos pés que o jogador se destaca, em meio a jogadas de efeito.

Pode ser que ele não faça jus às comparações e seu talento, ou até não se torne um jogador merengue e caia no esquecimento. Todavia, se seguir cumprindo seus objetivos como tem feito até então, La Bombonera ficará pequena para seu futebol.

Veja o vídeo com lances de Araujo:

Originalmente postado no ótimo site Olheiros.net pelo colunista que vos escreve, o material foi reeditado e disponibilizado aqui.

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Jovens talentos | 15:00

Neira, um jogador de outrora

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Juan Neira com a roupa de treino do Gimnasia.

“Um jogador das antigas”, como costuma-se dizer por ai (ou aqui). Assim é jovem Juan Angel Neira, o camisa 10 do Gimnasia y Esgrima de La Plata, que clube passa por um momento bastante delicado. E apesar de ter recorrido a transcendência de Guillermo Barros Schelotto para escapar do rebaixamento é o jovem atacante que tem sido fundamental para a equipe no atual torneio.

Mas sua carreira no clube platense começou aos 15 anos, que ele foi descoberto no esquecido Alumni e levado às categorias de base do Gimnasia. Dois anos mais tarde, em 2007, tornara-se artilheiro da Sexta División, com 24 gols, e o time foi vicecampeão da categoria. Logo suas boas apresentações lhe renderam a estréia na equipe principal do Lobo, sob o comando do técnico Pedro Troglio, ainda, aos 17. Nas temporadas subsequentes, o jovem teve outras oportunidades, mas foi no último Apertura que conquistou de vez seu lugar no time.

Juan Neira com a camisa da Albiceleste.

E desde essa época, o jovem vem sendo convocado pela Seleção Sub 20. Mas seu melhor momento com a Argentina Sub 20 foi no Sulamericano da categoria disputado na Venezuela, em 2009. Quando atuou em três partidas como titular marcando gols e sendo eleito pela imprensa argenta como a figura daquele time, comandado por Sergio Batista, atual selecionador nacional.

Neira atua como (segundo) atacante e possui como características boa mobilidade, habilidade e velocidade para jogar tanto pelo meio quanto pelos flancos. Bom cobrador de faltas. Além do feeling de artilheiro. Diferenciado, o jogador sabe ler a jogada como poucos, ou como os jogadores de outrora.

A situação do clube é delicada, assim como era na época de sua estreou, mas ele não se intimidara. E atualmente, aos 24 anos, o sucesso da equipe passa por seus pés. E seu belo futebol.

Veja os gols da vitória do GELP ante Colón. Os dois primeiros são de Neira:

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Jovens talentos | 15:00

Lamela, o pilar do equilibrio Millionário

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Erik Manuel Lamela, também conhecido como Coco, é uma das jóias de um River Plate não tão Millionário assim. Aos 18 anos, é um dos pilares da equipe principal, não apenas para alcançar títulos, mas para equilibradas as finanças do clube, que estão, cada vez, piores. O clube de Núñez foi o que menos contratou e, hoje, olha com outros olhos para sua base.

Aos 12, Lamela já chamava a atenção.

Atualmente, sua cláusula de rescisão é de 20 milhões de dólares (R$ 33,2 milhões), o jovem meia poderia ser bem diferente, caso há seis anos – quando ainda tinha 12 anos – o clube de Núñez, mais especificamente José María Aguillar o tivesse liberado a transferir-se à La Masía, cantera do Barcelona, onde já estava Lionel Messi. À época o jovem Lamela já chamava atenção. Filho do ex-jogador, José Lamela, o garoto participara constantemente de programas televisivos mostrando seus dotes futebolísticos.

Porém ainda era uma jóia bruta, que estava sendo lapidada, até então, na escola do River. Para não deixar a idéia blaugrana seduzir a família Lamela, Aguillar ofereceu emprego aos pais do atleta e bolsas de estudo aos irmãos, em troca o atleta permaneceria no clube.

Aos 18, Lamela é uma das peças principais da equipe de Núñez.

Ano passado, Erik assinou seu primeiro contrato profissional, por quatro anos, com a cláusula de rescisão de 20 milhões de euros (R$ 45,5 milhões). E debutou, aos 17 anos, por intermédio do ex-técnico Néstor Gorosito, ante Tigre, o mesmo rival com o qual estreou neste Clausura 2011.

Ágil, bom passe, visão de jogo e arremates de média e longa distância, atua de enganche, mas também é utilizado de meia esquerda. Ele foi uma das ausências mais sentidas – junto com seu parceiro de time, Lanzini – na Argentina Sub 20, que disputou o Sul-Americano 2011, da categoria.

Enfim, Daniel Passarella rejeitou uma boa oferta do Milan pelo garoto. Mas, inevitavelmente, num futuro próximo desembarcará no velho continente. Por sua qualidade e pela necessidade financeira do clube. Contudo, tanto o atleta sabe do valor que o clube possui em sua jornada quanto o clube sabe do valor que o atleta possui para o clube. Afinal, Lamela se tornara na última temporada o pilar do equilibro no campo e nas finanças.

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