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Arquivo da Categoria Independiente

domingo, 11 de março de 2012 Boca Juniors, Clausura, Independiente, Reflexão | 23:24

Gracias, Futbol!

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Antes de prolongar-me, confesso: sou torcedor do Boca Juniors. Mas hoje isso pouco importou. Os xeneizes perderam do Independiente por 5 a 4 em plena Bombonera, e eu comemorei. Passeei por diversas sensações e relembrei porque o Futebol é importante na minha vida.

Farías converteu um hat-trick, em La Bombonera, e se tornou o herói da vitória Roja

Sei a importância que o Esporte e, sobretudo, o Futebol têm na construção antropológica e sociológica do ser. Sei também que uma derrota pode transformar sonhos em pesadelos, alegrias em tristezas e por ai vai… São inúmeras as transformações.

Contudo, descobrir a muito tempo atrás que posso me entregar ao futebol e todos os sentimentos que ele pode acarretar, sem que para isso precise me tornar irracional, cego, agressivo… Pode parecer balela de torcedor, mas não é.

Voltando ao que de fato interessa, hoje tive o prazer de assistir a um jogo memorável. Vi o time pelo qual eu torço sofrendo dois gols em seis minutos, quando o primeiro saiu, não havia completado nem o primeiro minuto de jogo (38 segundos). Claro, que na minha cabeça passava um misto de temor e expectativa. Até Facundo Roncaglia descontar, aos 12 minutos do primeiro tempo, e devolver-me a crença.

E quando eu começava a imaginar que o Boca iria conseguir virar, eis que Ernesto Farías, aquele mesmo que o Cruzeiro comprou sem saber quem era e depois o descartou sem conhecê-lo, ampliou. 3 a 1, aos 32 do primeiro tempo. Atônito não sabia o que pensar. Os xeneizes mostravam sinais de reação e sempre que eu me empolgava a defesa me mostrava que eu deveria ter calma. E eu já quase descrente, Juan Román Riquelme descontou, aos 45 minutos. Acabou o primeiro tempo.

Com ânimo renovado, viriam os 50 minutos restantes, isso mesmo, não errei no cálculo. E para a alegria boquense, Roncaglia marcara um doblete empatando a partida. E mesmo sem jogar um futebol vistoso, o Boca conseguiu ficar pela primeira vez na frente do marcador, com Ledesma, aos 29 da segunda etapa. Aqui a alegria se fazia presente. Afinal, neste momento, os de La Boca pareciam ter selado a vitória. A equipe diminuiu o ritmo, que já não era intenso, sentiu-se no controle da partida e… Eis que para surpresa geral surge novamente Tecla Farías e de cobertura empata o certame, aos 44.

Putz, pensei. Os Rojos, que estavam em crise, fizeram 3 a 1 na casa do adversário, sofreram a virada e ainda tiveram fôlego de buscar o empate no último minuto de jogo. E em meio a um turbilhão de ideia, acreditei que “por hoje era só”. Foi aí que cometi o mesmo erro que muitos comentem. O jogo não havia terminado. Coube tempo ainda para Farías marcar o triplete, comemorar a vitória dos Diablos, aos 50, e de deixar numa sensação entre o atordoado e o feliz.

Aos que não entendem a felicidade que senti, apesar da derrota do Boquita, explico: o futebol me presenteou com diversas emoções que talvez só o próprio pudesse proporcional num curto espaço de tempo. Não gostei da derrota, mas, neste caso, o Futebol venceu e me fez lembrar porquê o amo.

Gracias, Futbol!

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sábado, 16 de abril de 2011 Clássicos, Clausura, Independiente, Racing | 19:34

Quando o medo de ganhar faz perder…

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Seis anos e 12 partidas depois, Racing volta a vencer o Clássico de Avellaneda. Mas, ainda assim, passei dez minutos após o jogo pensando em algo que à princípio parecia simples: “clássico é complicado” por excesso de respeito ou por falta de coragem? Vamos ao derbi.

Hauche comemora o primeiro gol do Racing, junto a torcida.

A partida no Cilindro de Avellaneda começou frenética e talvez por isso criou-se um ilusão de que algo bom estava por vir. E veio, para os torcedores blanquicelestes. Mas apesar da animação inicial a partida foi perdendo graça. E situações chatas e repetitivas se faziam presentes, como o desorganizado Independiente apostando nos erros do Racing e na própria sorte. Por sua vez, o Racing explorava única e exclusivamente (e quase excludente) o lado direito do ataque.

E dos 25 minutos em diante da primeira etapa a partida já não era sombra do que foi até os 20 minutos. Mas foi através destas situações que o primeiro gol Racinguista chegou. Indep’te deu espaço e não soube marcar, o meia Toranzo lançou, Teo Gutiérrez matou no peito e deixou para Hauche que entrava na área, bater por cima do arqueiro Assmann, aos 44.

Com o intervalo, se fez presente apenas o hiato. A vaga filosofia de jogo de ambas equipes voltaram a campo. Porém, ao invés de ver o Racing melhor, se viu o Rojo pior. Assistiu, fingiu que “estudou” e deu espaço ao adversário que sobrava em campo, e perdia gols com o mesmo afinco que os criavam. A figura de Assmann ganhava destaque por demérito da própria equipe.

E quando todos, é todos, aguardavam o final da partida, eis que surge novamente a figura do colombiano Teófilo Gutiérrez, que precisou tentar duas vezes para superar o goleiro e dar números finais ao Clássico. Melhor para a metade azul de Avellaneda, que venceu por 2 a 0.

O Rojo vinha de cinco jogos sem perder no Clausura e 11 do arquirrival, portanto, ligeiro favorito. Mas como diz o outro: “clássico é clássico e vice-versa”, logo, se contentou com o decepcionante papel de coadjuvante. Enquanto isso, o Racing vinha de quatro jogos sem vencer no torneio, e se aproveitou do mesmo lema e de um adversário inerte. Todavia, não obtive respostas. Nem mesmo o tempo que dediquei assistindo ao jogo, divagando e escrevendo o texto me foi suficiente para entender essa relação conflituosa com o medo de ganhar. Quiçá numa próxima partida…

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quinta-feira, 10 de março de 2011 Clausura, Independiente | 20:11

Alerta Rojo!

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Houve um tempo em que o Independiente era uma equipe imponente, respeitada e vitoriosa. A conquista da Copa Sul-Americana no fim do ano passado e, consequentemente, o retorno a Copa Libertadores da América – na qual é o maior vencedor com sete títulos – trouxe uma errônea impressão sobre o time. Afinal, a situação é bem mais complicada do que aparenta.

Um ritual que já se tornou rotina... sair cabisbaixo.

O panorama atual da equipe é complicado e dicotômico. Enquanto que na competição continental o Indep’te oscila, no campeonato nacional segue em derrocada, desde o ano passado. A última vitória da equipe na Primera División foi em 10 de outubro de 2010, no clássico de Avellaneda, ante Racing. Somando, desde então, 13 partidas sem êxito. E a uma partida de igualar ao seu recorde negativo.

Mas isso não é tudo. O Rojo é última equipe, junto ao River Plate, na tabela de Promédio – ambos com 1.242 pontos -, antes da zona de descenso. Abaixo só Huracán e Gimnasia y Esgrima, na zona de Promoción, e Olimpo e Quilmes, na zona de descenso direto. As perspectivas não são as melhores, diga-se. Neste ano, em cinco partidas – quatro pelo Clausura e uma atrasada pelo Apertura – marcou apenas dois gols.

Turco Mohamed possui um baixo rendimento na equipe.

Nas finanças o clube possui a segunda maior dívida do futebol argentino, com um passivo de 144,3 milhões de pesos (R$ 59,2 milhões), com déficit de 5,3 milhões de pesos (R$ 2,1 milhões), ficando abaixo apenas do clube de Núñez. Problema este que impossibilitou grandes investimentos, todavia, chegaram Matías Defederico, Ivan Vélez, Leonel Núñez e Jairo Castillo ambos por empréstimos.

E no comando técnico, Antonio Mohamed possui 34,6 % de aproveitamento desde que chegou ao clube. Em 25 partidas, logrou seis vitórias, nove empates e dez derrotas, ou seja, dos 75 pontos disputados, alcançou 27. Ou seja, um baixo rendimento.

Priorizar o Clausura em detrimento da Libertadores não tem dado resultado. O time segue em queda livre rumo a B Nacional e, desta vez, o injusto sistema de promédio não poderá ajudá-lo. Enfim, o alerta vermelho está ligado!

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sexta-feira, 4 de março de 2011 Argentinos Jrs, Copa Libertadores da América, Estudiantes, Godoy Cruz, Independiente, Vélez Sarsfield | 01:15

Dos quatro, apenas Argentinos Jrs vence

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Esta semana foi recheada de times argentinos na Copa Libertadores da América, só Estudiantes ficou de fora. Mas, o retrospecto não foi nada animador, dos argentos apenas Argentinos Juniors venceu. Godoy Cruz, Vélez Sarsfield e Independiente não só perderam seus jogos, como o fizeram apresentando um mau futebol.

O Godoy Cruz é, de fato, um time inusitado. Venceu o Boca Juniors de goleada na Bombonera, estreou na Copa Libertadores com vitória e… perdeu do Peñarol, em casa, por 3 a 1, na última terça-feira. Não que a equipe uruguaia mereça desdém, pois não merece. Ela é a uma das maiores vencedoras do torneio continental, mas já não vive em uma das melhores fases. O Tomba respeitou demais, e não teve tempo nem de pensar, começou o jogo perdendo de um a zero. Ao empatar relaxou e antes do término da primeira etapa, recebeu o segundo golpe. Os argentinos não jogaram bem, erraram bastantes passes e não tiveram criatividade. No segundo tempo, Godoy seguiu o mesmo e em um contraataque, os Carboneros selaram a vitória, por 3 a 1. Para fazer alusão a atuação da equipe Bodeguera, ainda faltou energia no estádio. (C0nfira os gols, aqui.)

Niell comemorando o gol da vitória do Argentinos Jrs. O único vencedor argentino da rodada.

Mas a equipe que mais me surpreende é o Argentinos Juniors. A equipe não é uma maravilha, mas tem seus valores. E o mais fundamental deles é o atacante Franco Niell, que de possível surpresa se converteu em peça chave, principalmente, após a baixa do volante Mercier. Na quarta, os argentinos desde o início se impuseram em campo e numa falha da zaga e do goleiro, Niell marcou. Mas em pouco tempo, faltou luz no estádio. (Aqui repito o que disse no twitter: “Se não conhecesse a Libertadores diria que é muito estranho essa energia acabar justamente quando o Argentinos estava melhor em campo”.) Com os ímpetos esfriados, diga-se de passagem, o Bicho voltou melhor, mas não conseguiu ampliar. Então, terminou assim: 1 a 0, ante Nacional, no Uruguai. Enfim, em três partidas duas vitórias e um empate, e a liderança no grupo 3, o mesmo do Fluminense que está em terceiro. (Confira o gol, aqui.)

Mal no Clausura e bom na Libertadores, Vélez Sarsfield foi à campo, ontem, para confirmar essa escrita. Mas… caiu ante os chilenos do Universidad Católica, por 4 a 3. Começou perdendo, por assim dizer, pois antes do primeiro minutos já estava 1 a 0, mas ainda na primeira etapa virou e ampliou. Finalizou a primeira etapa com 3 a 1. Mas o segundo tempo foi inimaginável para o Fortín, aos cinco minutos o defensor Ortiz foi expulso e os minutos seguintes foram tensos para os de Liniers que tiveram de modificar o sistema e a forma de jogar. Todavia, o estádio José Amalfitani emudeceu ao receber a virada no final do jogo: 4 a 3. Agora, ruim no Clausura e razoável na Libertadores, na qual está no grupo 4, em segundo. (Confira os gols, aqui.)

O frágil e misto Independiente segue confuso. Não sabe o que priorizar ou prioriza e não sabe o que, de fato, tem de fazer. Perdeu do River com a equipe completa – e somou 12 partidas sem vencer em casa pelo campeonato nacional – e também do LDU Quito com a equipe mista – somando 19 jogos sem vencer no exterior. Enfim… Seria este o fim? Quiçá. Mas o presente não tem sido satisfatório para o Rojo que acendeu o alerta no Clausura e terá de fazer o mesmo no torneio continental, principalmente, após perder de 3 a 0, para os equatorianos. Igualando em pontos todos do grupo 8. (Confira os gols, aqui.)

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domingo, 27 de fevereiro de 2011 Clausura, Independiente, River Plate | 23:20

Vitória tardia e justa!

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Com gol de Mariano Pavone a dois minutos do fim, River Plate derrota Independiente, por 1 a 0, no estádio Libertadores de América, e torna-se líder do Clausura – junto ao Olimpo. Na tabela de Promédio fica a um ponto do rival.

Pavone salva o River a dois minutos do fim. Olha a cara dos hinchas do Rojo.

Em geral, foi uma partida fraca. Tanto de futebol quanto de arbitragem, que anulou um gol legítimo de Ferrari, para os Millionários, alegando impedimento. Mas o que esperar de um embate entre equipe que em outros tempos duelavam por títulos e hoje brigam contra o rebaixamento? Afinal, os tempos são outros.

Mas a vitória, que chegou tardiamente, foi justa. River Plate foi a equipe que mais tentou jogar, apesar de ter esbarrado em suas limitações, tinha o valente e solitário Pavone. O técnico J.J. López armou a equipe no 4-5-1, na segunda etapa, sacou Lamela para entrada de Bordagaray, deixando o apagado Lanzini mais tempo em campo. Quando o tirou, colocou em seu lugar o outrora criativo Buonanotte. Com isso, quem mais sofreu foi a partida, mas, ainda assim, a equipe conseguiu marcar.

Enquanto que, do outro lado, havia um Rojo que, embora, ciente da necessidade ofensiva não ousou apostar. Iniciou e terminou o jogo no 4-5-1. Pagou pelo pecado de não querer mais do que era capaz. Então, recebeu menos do que queria.

Ou seja, um gol foi o suficiente para dar ao River Plate a liderança compartilhada e a distância da zona de descenso. Mais uma final vencida.

Veja o gol da partida:

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 Copa Libertadores da América, Independiente | 22:13

Rojo de alegria!

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Parra comemora seu gol. O primeiro da partida.

Após 16 anos, as duas equipes que mais possuem títulos da Copa Libertadores da América – 12, ao todo – se enfrentaram. Numa daquelas partidas que a história vale mais do que o futebol apresentado, Independiente derrota o Peñarol, por 3 a 0, no estádio Libertadores de América.

No primeiro tempo, o Indep’te – apesar de jogar com uma equipe mista – imprimiu um maior volume de jogo, atacando mais o adversário, mas faltava-lhe eficiência, enquanto que, o Peñarol se contentava com o papel de coadjuvante – neste embate, que por sua história valia um filme -, apostava em contraataques ineficazes, com um futebol feio. Na soma geral, as equipes não valorizavam em campo a aura que possuía este confronto. E os 12 títulos em campo, arremetiam a um título viável para as manchetes, após a primeira etapa: “Cadê os grandes campeões?”

Enfim, o Rojo se apresentou e respondeu a questão. Aos dois minutos do segundo tempo, após uma triangulação com Patito Rodriguez, Facundo Parra empurrou para as redes. O gol animou os argentinos, que saíram para o jogo e quase viram Luis Aguiar empatar, mas Navarro estava atento. Esta foi a única chance de perigo uruguaio na partida. E, aos 24, Pellerano, de fora da área marcou o segundo, após bate rebate na área Carbonera. E Cuqui Silvera, que havia entrado ao 20 minutos no lugar de Parra, deu números finais a partida, ao entrar na área e bater na saída do arqueiro, aos 40.

Demorou 45 minutos, mas o Rojo mostrou superioridade frente aos Aurinegros. Nada que o faça sonhar acima de suas limitações, mas para um início de torneio não poderia ter sido melhor. Vencer um clássico, com goleada e se tornar líder do grupo. Deixando os poucos mais de 35 mil torcedores – eram 38 mil, mas três mil eram Carboneros -, Rojo de alegria em Avellaneda. Mas vejamos o quanto dura a mística, o próximo confronto será dia 3, ante LDU Quito.

Veja os gols da partida:

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sábado, 12 de fevereiro de 2011 Clausura, Estudiantes, Independiente, Newell's Old Boys, Vélez Sarsfield | 01:50

Estudiantes segue o mesmo. Independiente também

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La Gata Fernández e Mercado os autores dos gols Pincha.

 Quem pensou que o futebol do Estudiantes iria minguar com a saída de Alejandro Sabella, se enganou. O Pincha segue mostrando o futebol dinâmico e funcional de outrora, enquanto o Newell’s Old Boys segue inexpressivo. O resultado não poderia ser outro, vitória da equipe platense: 2 a 1. 

É fato que alguns ajustes terão de ser feitos. Verón segue sendo o maestro, mas já não é o mesmo. Aliás, nem Enzo Pérez, este está cada vez melhor. Ele foi o autor das duas assistências que originou os gols do PinchaLa Gata Fernández e Mercado – ainda na primeira etapa. Inclusive, o segundo foi irregular, pois a Brujita cobrou falta com a bola rolando. E um pênalti ainda foi desperdiçado por Fernández, Peratta defendeu. 

Do outro lado, o Newell’s Old Boys sentiu a falta de Mauro Formica. E seguirá sentindo, pois não há quem o substitua no plantel. Escolhas têm de ser feitas. Vendê-lo fazia parte de dois desejos: o do próprio atleta e o do clube, que sonhava em contratar Claudio Bieler. (Aquele da LDU-EQU, lembram?) Agora, o tem. Mas continua longe de ser o Bieler da época da equipe equatoriana, quiçá lá seja o lugar dele. 

Na segunda etapa, a Lepra mostrou um futebol razoável, enquanto os Leões se acomodaram. E nos acréscimos Cobelli descontou, após uma saída errada da zaga Pincha. Nem tudo é perfeito.  

Battión e Moralez numa disputa de bola.

No segundo jogo da noite… O Independiente surpreendeu na primeira etapa. Jogava melhor e foi para o vestuário vencendo o Vélez Sarsfield, por 2 a 0. Ou seja, estavam endiablados. (Desculpem-me pela piadinha infame, mas não aguentei) Com dois gols de bola parada com jogadas ensaiadas. Facundo Parra – que foi de preterido a preferido em dois dias – e Roberto Battión marcaram. Até aquele momento, o lanterna batia o atual vicecampeão. E jogava um futebol, que há tempos não mostrava. 

Mas voltando para o segundo tempo, as coisas se ajustaram e voltaram ao normal. O Fortín descontou com Maxi Moralez, no início, e seguiu pressionando como pôde até o arqueiro Hilário Navarro entregar o ouro. Burrito Martínez, que iniciou a partida no banco, aproveitou a saída errado do goleiro e empatou: 2 a 2. 

O Vélez não atuou com o sistema ofensivo que tanto friso. Mas será questão de tempo, assim como será necessário tempo para se entrosar, mas o espírito Fortinero foi visto na segunda etapa. Enquanto, o Rojo, que apresentara um bom futebol na primeira etapa, sucumbiu. Bem ao seu estilo. 

Após a última partida de cada rodada, disponibilizarei os resultados e todos os gols.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 Copa Libertadores da América, Independiente | 02:38

Errata, gols e classificação

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Após os dois jogos de qualificação, Independiente supera o Deportivo Quito-EQU no placar agregado: 2 a 1, e se classificação a fase de grupos. Apesar do primeiro passo cumprido, os Diablos não jogaram bem. Ou melhor, seguem não jogando bem. Irregular e apático o time argentino tem mostrado apenas lampejos de bom futebol.

Navarro, o salvador

Confesso: errei. Pequei por valorizar a identificação do jogador com o clube e não pela importância que tem tido para a equipe. Ou seja, a figura deste Independiente é o grande goleiro Hilário Navarro, que já havia salvado o Rojo durante toda a Copa Sul-Americana ’10. O arqueiro mostrou, mais uma vez, na partida de volta da repescagem, o porquê tem sido considerado um dos melhores goleiros do futebol sulamericano.

Outra coisa que muitos puderam observar melhor foi o jovem Matías Defederico. O meia atacante marcou o primeiro gol da equipe no jogo de ida e na partida de volta mostrou o quão bom ele é. Criou as melhores, porém poucas, jogadas da equipe, enquanto aguentou ficar em campo. No twitter, diversas mensagens de elogios. O que faz pensar: Não assistiram o DVD completo ou não teve as oportunidades (ou a sequência) que necessita um atleta. Além do deslumbre dele, é claro.

Vale salientar que o Rey de Copas jogou na altitude de Quito: 2850 metros, ante uma equipe acostumada, o Deportivo Quito. Fase de qualificação superada, o Independiente jogará pelo grupo 8, com LDU Quito-EQU, Peñarol-URU e Godoy Cruz.


Gols da partida de Ida: Independiente 2 x 0 Deportivo Quito-EQU


Gol na partida de volta: Deportivo Quito-EQU 1 x 0 Independiente

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Copa Libertadores da América, Independiente | 22:59

Guia Libertadores 2011: Chegou a hora do Diablo…

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Apresento a partir desta semana um pequeno Guia sobre as equipes argentinas que disputarão a Copa Libertadores da América 2011.   
 
Atualizado às 23h58 de 01.02

Comemoração do Independiente, após o título da Copa Sul-Americana 2010

O Independiente é grande demais para ser subestimado como foi na Copa Sul-Americana. Tanto pela equipe do Goiás, como por parte da imprensa brasileira. E a máxima do peso da camisa foi comprovada. Resumo da obra: Título da Copa e vaga na fase de qualificação para a Copa Libertadores da América, ante Deportivo Quito-EQU. 

O título, que resultou na voltar à Libertadores, após sete anos, e na participação em mais três torneios internacionais – Recopa, Suruga Bank e Sul-Americana – chegou em boa hora para a gestão do presidente Julio Comparada e a enorme dívida do clube. Mas para seguir em frente na competição internacional terá de superar os equatorianos – que contrataram um sacerdote para benzer a equipe contra os Diablos. E caso os argentinos passem desta fase, entrará em um do grupo bastante equilibrado, com Godoy Cruz, Peñarol-URU e LDU Quito-EQU. 

O único dos, ditos, cinco grandes da Argentina e maior vencedor desta Copa – sete títulos -, o Rojo tem emplacado sucessivas campanhas desastrosas, inclusive, terminando em último no Apertura. O clube possui um plantel irregular, mas segundo o zagueiro Carlos Matheu, o melhor plantel da América do Sul. Não chega a tanto, mas também não deixa a desejar à maioria dos clubes que disputam o torneio, principalmente, no sistema defensivo. 

Pontos Fortes 

Com o título, a confiança foi renovada tanto da equipe, quanto da torcida, uma das mais intensas do país, diga-se. Sem dúvidas que o estádio Libertadores de América será uma das armas do Rey de Copas. Além da hinchada, o bom, porém irregular, plantel mescla juventude e experiência, e conta com as incorporações do meia-atacante Matías Defederico, ex-Corinthians, e do lateral direito colombiano Iván Vélez, posição na qual atua o improvisado Lucas Mareque. 

O sistema defensivo, que conta com dois ótimos arqueiros: Hilário Navarro – atualmente, um dos melhores do futebol sulamericano – e o bom suplente, Adrián Gabbarini. Na zaga, Galeano, Matheu, Tuzzio e Julián Velázquez, revezam na trinca defensiva, além do ótimo volante Roberto Battión, um dos melhores jogadores do time. 

Pontos Fracos 

Apesar de possuir bons jogadores no sistema defensivo, a equipe precisa de reforços para o sistema ofensivo, atletas que possam somar ou auxiliar a dupla de ataque Facundo Parra e Andrés Silvera. Porém o presidente Julio Comparada já avisou que o resultado da repescagem conduzirá a próxima aquisição. Passando chegaria um atleta ofensivo “importante”, caso contrário, mediano. Mesmo após, o presidente Julio Comparada, ter anunciado que não faria mais incorporações até a próxima fase da Libertdaores, chegou nesta segunda-feira (31), o terceira contratação do Rojo, o velho conhecido atacante Leonel Núñez.

O jovem zagueiro Galeano – que já desfalcará a equipe na fase de qualificação, por está à serviço da Seleção Sub 20 -, poderá não atuar mais pelo Rojo, a diretoria tenta o negociar com o Catania-ITA. 

Jogar a Libertadores sem perder o foco no Clausura 2011, caso isso não aconteça poderá se complicar na tabela de promédio para o descenso, está a dez pontos do Huracán. 

Tática 

Antonio Mohamed empregou o 3-5-2. Navarro; Na trinca defensiva o experiente Tuzzio, Carlos Matheu, no lugar do jovem Leonel Galeano, e Julián Velázquez; Mareque e Cabrera fazem as vezes de alas, enquanto Battión é o volante de contenção, e um pouco mais à sua frente, o meia Fredes. Na armação, Godoy. No entanto, comumente Martínez ou Patito Rodriguez ou Gracián entram neste setor; Com a chegada de Defederico, que já demonstrou a preferência em atuar como enganche este setor ainda indeciso ganhará novos olhares. Facundo Parra e Silvera no ataque. O time segue à espera da recuperação do meia Walter Busse. 

Cuqui Silvera, a figura chave da equipe

A figura do time 

Andrés Silvera. Aguerrido e eficaz, o atacante Rojo é a cara do time. Aos 33 anos, Cuqui é bastante experiente. Cabeceia muito bem e é o atípico centroavante de área, que apesar de ser a referência do ataque volta para armar as jogadas de ataque, pode-se dizer, que é o jogador chave da equipe. 

Quem pode surpreender 

Matías Defederico, que busca, além de reeditar os bons tempos de Huracán, uma autoafirmação. Apesar de iniciar a carreira como (segundo) atacante prefere atuar como enganche. Drible, assistência e arremates, de longa e média distância, fazem parte do seu repertório. 

  

Quem chegou  

Matías Defederico (Atacante – Corinthians), Iván Vélez (Lateral direito -Once Caldas-COL), Leonel Núñez (Atacante – Bursaspor-TUR) 

Quem saiu 

Germán Pacheco (Atacante – Gimnasia y Esgrima de La Plata) 

Jogos 

25.01 Independiente 2 x o Deportivo Quito-EQU
01.02 Deportivo Quito-EQU 1 x 0 Independiente 

Fase de grupos

24.02 Independiente x Peñarol-URU
03.03 LDU Quito-EQU x Independiente
10.03 Independiente x Godoy Cruz
23.03 Godoy Cruz x Independiente
05.04 Independiente x LDU Quito-EQU
12.04 Peñarol x Independiente

À medida que forem ocorrendo novidades em relação as equipes eu passo aqui para atualizar.

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