Publicidade

Arquivo da Categoria Entrevistas

quarta-feira, 13 de abril de 2011 Entrevistas, No Brasil | 22:04

Entrevista: Matías Palermo, o jogador que faz história no Villa Nova

Compartilhe: Twitter

Palermo comemora o gol marcado contra o Atlético Mineiro.

Em meio a nomes midiáticos como Walter Montillo, Darío Conca, D’Alessandro e Mario Bolatti, um jogador, também argentino, tenta cavar seu espaço no futebol brasileiro. Seu nome é de goleador, mas sua função é criar jogadas. Aos 24 anos, Ezequiel Matías Palermo chegou ao Villa Nova, de Minas Gerais, já fazendo história.

Nascido em Buenos Aires, Palermo começou nas canteras do Independiente. Sem espaço, transitou na última temporada entre o futebol brasileiro e argentino em busca de oportunidades. Neste tempo, atuou no Vasco da Gama e no San Telmo, da terceira divisão argentina, até chegar ao clube mineiro.

E em entrevista ao Blog, o meia falou da diferença entre o futebol brasileiro e argentino, do Vasco, Villa Nova, da experiência de jogar a terceira divisão argentina e do seu time de coração.

Blog: Quais são seus ídolos no futebol?
Matías Palermo: Meus ídolos são [Juan Román] Riquelme, do Boca Juniors, e, naturalmente, [Diego] Maradona.

Vide que você é torcedor do Boca Juniors. Como você enxerga a atual situação do clube xeneize?
É um time grande e com uma enorme cultura. Creio que vá sair desta situação que se encontra. Na década de 2000, as coisas iam bem, porém não sei o que está se passando, sobretudo, quando você pensa que lutavam por taças.

Você chegou ao Vasco da Gama no início do ano passado. Como foi o período de experiência no clube?  
Não joguei muito, porque o grupo era grande havia muitos jogadores, então não tive oportunidade, ainda assim, foi muito bom. Um jogador especial para mim foi Carlos Alberto. Ele tem muita experiência e eu aprendi muita coisa com ele.

Palermo no período de experiência no Vasco. Contudo, não atuou oficialmente pelo clube.

Após o Vasco, você jogou no San Telmo. Como é atuar pela Primera B Metropolitana (equivalente a terceira divisão)?
Estava querendo voltar para Argentina, pois minha mulher estava grávida. Então, fiquei no San Telmo por seis meses. É uma equipe amadora. É um pouco diferente da série A [Primera División ou 1ª divisão] ou série B [Primera B Nacional ou 2ª divisão], porque os campos são ruins e a torcida também. É bem diferente.

E, agora, você já chegou no Villa Nova fazendo história. Como é ser o primeiro argentino da história do clube?
Fico muito feliz, porque não sabia nada de outros argentinos aqui no clube. No mais, as pessoas me tratam muito bem aqui. E torcedores têm de todos os tipos, o futebol é assim, e eu tento fazer bons jogos para deixá-los felizes.

Aqui no Brasil, em algum momento você já se sentiu vítima de discriminação por ser argentino?  
Não. Por sorte, graças à Deus, não. Eu sou do tipo que falo pouco, isso é da minha personalidade.

Quais as maiores diferenças do futebol argentino e brasileiro?
No futebol brasileiro joga-se mais, com mais qualidade, inteligência e o campo tem mais espaços. Na Argentina, corre-se muito e a marcação é mais forte, essas são as únicas diferenças.

Qual o jogador argentino que atua no Brasil você mais gosta de ver jogar?
Gosto do Darío Conca [Fluminense] e o Walter Montillo [Cruzeiro].

Quais são seus objetivos?
Tenho muitos. Continuar jogando, chegar a um clube grande para dar um futuro melhor mim e para minha família. Enfim, todo jogador de futebol quer jogar na Europa, eu também tenho essa idéia.

Autor: Tags: , , , , , ,