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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 Banfield, Boca Juniors, Mercado | 18:00

Portell, o paladino da ética

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Carlos Portell, presidente do Banfield, o paladino da ética

Carlos Portell, presidente do Banfield, esbravejou o quanto pôde. Colocou em questão a ética do atual técnico Boquense Julio César Falcione, contratado junto ao Taladro, e de Jorge Amor Ameal, mandatário do Boca Juniors – ao afirmar que ambos não tinham códigos (de ética) – que resolveu dar por encerrada as negociações pelo meia Walter Erviti. E ainda elogiou a postura dos vicespresidente Xeneizes José Berardi e Juan Carlos Crespi, afirmando que eles sim, possuíam códigos.

Pois bem, simular faltas, pedir cartões para o adversário, xingar oponentes e árbitros, entre outras atitudes, são atos questionáveis dentro dos códigos éticos. Entretanto, são situações usuais do esporte. Aceitos ou não.

Ironicamente, no final do último Apertura, Portell tomou uma postura semelhante a dos Xeneizes, os quais ele acusou de anti-éticos. Reuniu-se com o treinador Omar Asad, ainda no Godoy Cruz, para discutir um possível contrato. Pois já tinha como certa a saída de Falcione, para o Boca. Entretanto, não houve acerto, o que não isenta o presidente do Taladro da falta de postura ética. Vide que o Turco possuía contrato com uma equipe.

Erviti, o motivo central do imbróglio Banfield-Boca

Em 2008, algo semelhante ocorreu e também relacionado a Portell e o Tomba. Enquanto, o contrato do técnico Juan Manuel Llop estava vencendo, porém ainda vigente com o clube mendocino, Portell fechou com ele para o Apertura daquele ano. Quando José Manzur, vice-presidente do Godoy Cruz, propôs uma renovação com Llop, ele já havia assinado com o Banfield.

Ou seja, ambos casos, semelhantes ao que ocorreu com o Boca Juniors e Erviti. Então, qual o sentido das declarações de Portell? Pois a diretoria aceitou a venda do atleta por unanimidade. E assim jogou os holofotes no jogador. No bom jogador, não craque.

Enfim, nem o falso moralismo de Portell, nem as falsas declarações de Love Ameal, estas últimas cada vez mais usuais entre os dirigentes. Erviti fechou por três anos com o clube da Ribera, por 3,2 milhões de dólares. E assim… Terminou mais uma novela, com códigos (de ética) ou não.

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