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Arquivo de janeiro, 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Curiosidade, Imagem, Superclássico | 01:29

Superclásico concorre ao Oscar

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Dos nove filmes pré-selecionados para a disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, uma surpresa. Ao menos, para os amantes de futebol. Trata-se do filme dinamarquês “Superclásico”, do diretor Ole Christian Madsen, que foi filmado em grande parte na Argentina e com diversas cenas de filmadas no Superclássico entre Boca Juniors e River Plate.

A película conta a história de um dinamarquês que viaja para a Argentina com a pretensão de recuperar a mulher que ama. Ela é uma agente de futebol e se apaixona por uma estrela xeneize, o Juan Diaz, interpretado por Sebastián Estevanez. Confira abaixo um pequeno trecho da gravação no dérbi e o trailer:

A mistura cinema e futebol já mostrou o quão é fascinante. Logo, o Superclásico, que por si só é um drama nos gramados e já cativava multidões mundo afora, ganhou ares de comédia e pode levar até o Oscar. Só nos resta torcer e assistir, é claro.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Barra Brava, Curiosidade, Imagem | 23:12

Barras entram no hospital para vingar morte de companheiro

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Brigas internas de barrabravas ganharam mais um capítulo triste na história do futebol argentino. Um torcedor foi assassinado numa briga entre duas facções rivais do Nueva Chicago, nesta tarde, no bairro de Mataderos, em Buenos Aires.

Agustín Rodríguez, de 27 anos, fazia parte do grupo Los Perales e foi agredido com chute e pauladas até a morte por torcedores do grupo Los Antenas. Contudo, enquanto um dos supostos agressores estava sendo operado no hospital Santojanni, companheiros do jovem assassinado invadiu o hospital para vingar sua morte. Confira o vídeo:

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Boca Juniors | 22:38

Santiago Silva: poste ou tanque?

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Após firmar contrato por três temporadas, Silva foi apresentado na Bombonera e viajou para Tandil, onde o grupo faz pré-temporada.

“Minha forma de jogar encaixa perfeito no Boca [Juniors]”, afirmou o atacante uruguaio Santiago Silva, ao chegar ao clube com o respaldo do treinador, Julio César Falcione, e, sobretudo, do maior artilheiro xeneize de todos os tempos, Martín Palermo. Afinal, foi duas vezes campeão argentino, por Banfield ’09 e Vélez Sarsfield ’11, e duas vezes artilheiro.

Logo, com credenciais para a vaga em aberto, diga-se. No entanto, ele terá poucas oportunidades para fazer jus as suas palavras, visto que no primeiro semestre só poderá atuar Copa Libertadores da América, segundo determinações da Fifa. Mas, ainda assim, pode-se dizer que é um reforço. O atleta foi adquirido por 2,5 milhões de euros e assinou contrato por três temporadas. 

Apesar do título do Apertura, o ataque xeneize foi a maior deficiência da equipe de Falcione. Muitos passaram pelo setor e nenhum deixou saudade, apenas poucos gols. Como o intuito é volta a ser temido, o clube necessita bem mais do que apostar num frágil Juan Román Riquelme com suas bolas paradas e num ataque que marca gols esporadicamente.

Embora a passagem do uruguaio pela Fiorentina não tenha deixado saudades tampouco a estadia no Parque São Jorge, Silva é um atacante de referência e goleador, a julgar pelas últimas temporadas no futebol argentino. Se em alguns países ele não passou de um poste, em terras portenhas ele tornou-se o Tanque. E se se mantiver assim, os boquenses agradecerão.

Pablo Ledesma – Dado como certo em La Bombonera há semanas, o meia ainda não assinou com o Boca Juniors. Segundo Falcione, o entrave é a questão financeira. No entanto, o clube espera o anunciar ainda nesta semana. Seria outra ótima aquisição.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 Lionel Messi, No Exterior, Reflexão | 22:28

Mais uma Bola de Ouro para coleção de Messi

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Messi pela terceira vez seguida é eleito o Melhor do Ano pela Fifa. Mas isso não é nada.

Classificar Lionel Messi como um jogador a frente do seu tempo parece óbvio, mas inevitável. O argentino conquistou, nesta segunda-feira, mais um triplete na carreira, desta vez, ao ganhar pela terceira vez consecutiva a Bola de Ouro da Fifa – 2009, 2010 e 2011 – e ratificou seu nome na história.

Ainda assim muitos o desmerecerão. Alguns, pelo simples fato dele ser argentino, outros por não ser brasileiro, diga-se, este é um fardo que muitos carregam. Afinal, os que vivem do futebol além-fronteira precisam aprender muito conosco, não é verdade?

Em terras tupiniquins, por exemplo, temos craques sensacionais do quilate de Neymar e Ganso, que ganharam tudo que disputaram com louvor, nunca amarelaram quando colocados em check e melhor: são super humildes. Enfim, tendo tais estrelas para quê este tal de Messi, né?

Imagino que, muitos enquanto leem este texto devem estar pensando: “Mas ele não é melhor do que Pelé”. E antes que vocês, que se questionam sobre tal coisa, fiquem preocupados, gostaria de avisar que não tenho a pretensão de compará-lo a Dios, tampouco ao Rei. Afinal, ele não marcou mais de mil gols ou venceu uma Copa sozinho. E se um dia ainda o fizer, não será melhor do que tais, pois já está incrustado no imaginário coletivo quem são os melhores. Quiçá, Lio pagará o preço de muitos o terem visto jogar.

Aos 24 anos, no alto dos seus 1,69 cm não sabe marcar gols de cabeça e só sabe chutar com o pé esquerdo. Logo, subentende-se que gols não são seu forte: na temporada 2011 foram 58 gols em 68 partidas. Ao menos, assistências ele sabe fazer, ao todo, foram 28. Uma ilusão, diria.

Na sua ainda curta carreira foram cerca de 20 títulos oficiais por equipes, sendo só dois com a Seleção da Argentina, um Sub 20 e um mísero título Olímpico. Este que qualquer jogador brasileiro tem no currículo. Os torcedores então estão cansados de comemorarem. Talvez por isso tanto desdém.

Esta foi apenas a terceira Bola de Ouro da Fifa, que ele ganhou. Ademais, já conquistou prêmio como Melhor Jogador da Europa, Chuteira de Ouro da Uefa, Maior goleador da história da Supercopa da Espanha, Patrimônio Esportivo da Humanidade, dentre outros, que qualquer jogador já conquistou. Contudo, este garoto ainda tem que comer muito feijão com arroz para se tornar um Messi.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 No Exterior | 21:16

Um biênio sabático e outro de desafios

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Zé Pekerman apontando o caminho...

Após o hiato de dois anos sem dirigir uma equipe e quase seis sem estar à frente de uma Seleção, o argentino José Néstor Pekerman voltará ao seu habitat. Desta vez, no comando da Seleção da Colômbia, substituindo Leonel Álvarez. Quando assinar o contrato, ele se tornará o sexto treinador argentino a comandar os Cafeteros na história, o último havia sido seu compatriota Carlos Bilardo, em 1981.

Na verdade, o namoro entre Zé Pekerman e Seleção da Colômbia começou desde agosto de 2011, quando a Federação Colombiana de Futebol (Colfutbol), despediu Hernán Darío Goméz. No entanto, a Federação acabou optando por Leonel Álvarez, até então, auxiliar de Bolillo Goméz. Com a demissão de Álvarez em dezembro, o biênio sabático de Pekerman deu lugar a novos desafios. Contudo, antes de aceitar o convite já havia negado diversos outros – Boca Juniors, Bordeux, Sporting, Chile e Japão, só para citar alguns.

Conhecido por valorizar a base dos clubes e seleções por onde passou, o treinador terá dois objetivos à frente da Colômbia: classificar os Cafeteros ao Mundial 2014, no Brasil, e desenvolver as categorias de base em um biênio. O primeiro é o mais importante, segundo Luis Bedoya, presidente da Colfutbol. Diga-se, e o mais árduo, também.

A ligação dele com o futebol colombiano vem desde os tempos de futebolista. O então volante defendeu o Independiente de Medellín entre 1975 e 1987, quando teve de encerrar precocemente a carreira, aos 28 anos, por causa de uma lesão no joelho. Aliás, ele atou apenas por duas equipes enquanto jogador, a outra havia sido Argentinos Juniors, de 1970 a 1974.

Com as atenções voltadas à Colômbia, o selecionador terá em mãos jogadores qualificados, sobretudo, no sistema ofensivo. Entretanto, terá de reciclar o sistema defensivo. Atualmente, a Seleção tem uma média de idade de 26 anos e nomes de peso no ataque, como Radamel García Falcao, Teo Gutiérrez, Gio Moreno, James Rodríguez e Freddy Guarín. E jogadores mais envelhecidos no sistema defensivo, como Mario Yepes, Luis Perea e Elkin Soto, com média de 31 anos.

Vale ressaltar que as Subs 17 e 20 não fizeram boas campanhas nos Sul-Americanos em 2011. Talvez por isso, a chegada do argentino foi comemorada pelos treinadores das respectivas seleções, afinal, Pekerman é sinônimo de categorias de base.

Credencial e capacidade o selecionador tricampeão com a Argentina Sub 20 já demonstrou que têm, mas talvez reestruturar uma Seleção e levá-la à Copa num biênio seja o maior desafio de sua carreira. Ainda assim, este namoro tem tudo para ser feliz.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Reflexão, River Plate | 22:19

Segunda divisão, reforços de primeira

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Observar o inflacionado mercado brasileiro e a dificuldade das equipes grandes em se reforçarem para disputar a Série A soa como uma ironia, na minha vaga concepção. Ainda mais, quando miro meus olhos para nossos hermanos e vejo o outrora millionário River Plate se reforçar para seguir disputando a modesta B Nacional.

Trezeguet se apresentou hoje ao novo clube. | Reprodução do site oficial do River Plate

Haverá quem diga, mas “o River é o River”, sem lembrar que, “segunda divisão é segunda divisão”. E neste momento, muitos vão esquecer que se olham com desdém para a Primera División, o que dizer sobre a Segunda? Por estas bandas, nos orgulhamos em dizer que craques internacionais estão voltando para casa, fato. Mas quais deles se ofereceram para o clube sem fazer leilão por seus passes? E quais destes clubes estavam na prestigiada Série B brasileira?

Isto me faz lembrar que até poucos anos atrás, o “além fronteira” era visto com desprezo pelos profissionais de futebol no Brasil, desculpem-me, mas aqui eu generalizo. Atualmente, os estrangeiros sul-americanos, sobretudo, os argentinos tornaram-se uma saída viável para os clubes, além de encantamento.

Voltando. No início da B Nacional, chegaram aos millionários Chori Domínguez, Cavenaghi e Cristian Ledesma, dentre outros. Antes do Natal, a perua de todos os finais de ano se concretizou: Trezeguet fechou com o clube. E agora, Leo Ponzio desligou-se do Zagaroza para acertar com a equipe argentina. Ironicamente, todos se ofereceram.

E novamente virá alguém para questionar, “mas Trezeguet ainda joga?”, “Cave-o-quê?” e outras coisas deste quilate. Convenhamos, nenhum “astro” brasileiro que retornou brilhou na última temporada, além disso, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Adriano ainda não mostraram a que vieram.

Vale mencionar que, o Peso é menos da metade do Real e na Europa os jogadores recebem em Euro, que é um pouco mais do que o dobro da nossa moeda. E ainda assim, os jogadores abriram mão do que recebiam para jogar a segunda divisão argentina, com ressalvas para Trezeguet que recebiam ainda mais, visto que estava nos Emirados Árabes.

Contudo, a fragilidade econômica do clube de Núñez o impede de fazer altos investimentos financeiros. Mas não de usar sua marca, a torcida, a paixão e, com isso, apostar alto, ainda que o torneio em disputa seja apenas a segunda divisão.

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